sexta-feira, 1 de junho de 2012

Flávio Dino: "Sarneysista e ingrato"




O título acima é uma postagem do blogueiro John Cutrim comentando o resultado das eleições de 2008 para prefeitura de São Luís(http://blog.jornalpequeno.com.br/johncutrim/2008/10/21/sarneysista-e-ingrato/).

Lá está dito que Flávio Dino "mais uma vez negou inutilmente que tenha o apoio da oligarquia Sarney" e que "o candidato dos comunistas acabou também se revelando um ingrato, afinal, todos sabem que Dino só se elegeu deputado federal por que teve o irrestrito apoio do então libertador do Maranhão governador José Reinaldo Tavares (PSB), que ainda hoje é seu principal conselheiro político". E conclui afirmando “não seria melhor para Dino jogar a toalha, a ter que ficar falando um rosário de asneiras que podem até comprometer uma promissora carreira política?"

Mais do que um panfleto pago, a conclusão expressava a tentativa de enquadramento de Flávio Dino (PCdoB) dentro das estreitas amarras da luta intra-oligárquica maranhense. O "jogar a toalha" é aceitar que para participar da política tem que se colocar a serviço de uma ou outra oligarquia que se sucedem na governança do Maranhão.

Não é de hoje que o arqui-reacionário prefeito João Castelo (PSDB) e sua corja de fâmulos atacam seus adversários políticos xingando-os de "sarneístas". Essa velha e surrada tática direitista está circunscrita na lógica da disputa intra-oligárquica como já apontei em outro artigo (http://www.pneuma-apeiron.blogspot.com.br/2009/04/o-terceiro-excluido-i-parte.html ).

Agora, mais uma vez, a ladainha do anti-sarneísmo volta à tona, tentando criar uma falsa condição política que mantenha sobrevida à múmia castelista. O argumento é primário: Castelo é o único que seria o legítimo opositor do oligarca-mor José Sarney, logo, merece estender por mais quatro anos o comando político da capital...

Não entrarei na lógica de afirmar que Castelo é tão anti-serneísta quanto seus interesses políticos e financeiros assim o permitirem (que diga os gestos do prefeito de São Luís nas eleições de 2010 para governador!). Prefiro sair dessa lógica intra-oligárquica que só serviu até hoje para afundar o Maranhão na maior de todas as suas misérias: a miséria política! Prefiro mostrar que esse mesmo discurso já foi usado contra o povo de São Luís há aproximadamente quatro anos, quando das eleições municipais passadas.

Nessa época, o sarneísta de plantão era o Flávio Dino. Fofocas, intrigas, fuxicos, invenções, falsas testemunhas oculares, cartazes e panfletos apócrifos, etc., tudo foi usado para "provar" que o então candidato Flávio Dino era "sarneysista" - como preferem os escribas pagos à soldo da prefeitura de São Luís -, além disso, Flávio Dino também era "ateu", "batia no pai" e "homossexual"!!! Edivaldo Holanda (PTC) também demonizava Flávio Dino pelas igrejas em que pregava.

Este é o nível do discurso daqueles que acreditam que por se dizerem anti-sarneístas, já expiaram todos os seus pecados e estão salvos somente por emitirem esse mantra. Tanto é assim, que o próprio John Cutrim anunciou a vitória de Castelo em 2008 como sendo "derrota de Sarney”(http://blog.jornalpequeno.com.br/johncutrim/2008/10/27/derrota-de-sarney-joao-castelo-vence-em-sao-luis/).

Agora, mais uma vez, estamos assistindo a repetição (ou seria farsa?) desse enredo reacionário e de baixo nível. Mais uma vez está em jogo o futuro de São Luís e a possibilidade de começar a superar essa política miserável, expressão maior do domínio oligárquico, que pretende arrastar a tudo e a todos para o esgoto das ações... Preparem-se, o velho Castelo, seus aliados e seus fâmulos estão de volta para perpetuar o atraso de São Luís.

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