quarta-feira, 13 de abril de 2011

12 de abril de 1972: começa a guerrilha do Araguaia!


Allan Kardec (diretor da ANP), Cristiano Capovilla e Zezinho do Araguaia (um dos poucos sobreviventes da FOGUERA - Forças Guerrilheiras do Araguaia) em novembro de 2009 no XII Congresso Nacional do PCdoB - São Paulo.



Há 39 anos começava a guerrilha do Araguaia. Para a história 39 anos não são nada. Ainda é um episódio recente e desconhecido da ampla maioria dos brasileiros. Durante décadas, até o pronunciar dessas palavras eram proibidas. O povo da região tinha medo de falar. O povo da cidade, mergulhados na ignorância, mal sabiam o que de fato havia acontecido.


Mas foi a partir desse dia que as Forças Guerrilheiras do Araguaia - FOGUERA - braço armado do PCdoB, reagiram as agressões implementadas pelo regime ditatorial e fascista do General Médici, iniciando uma resistência popular que foi o ponto alto da oposição à ditadura imperialista e militarista que comandava os destinos da nossa nação.


O lugar não poderia ser mais emblemático: as bordas da floresta amazônica, na tríplice fronteira entre Maranhão, Pará e hoje o Tocantins. União entre operários, estudantes e camponeses contra a exploração, a pobreza, pela liberdade, democracia e soberania nacional. Homens e mulheres, jovens e velhos, caboclos, negros, índios e brancos irmanados em uma corrente inquebrantável de fogo e sangue!


Entregaram suas vidas e entraram para a história. O povo da região tranformou a história em mito. O povo da cidade descobriu, atônito, a força da luta armada no campo contra a ditadura. Os poderosos aprenderam que sempre haverá lutadores sociais que se levantarão contra a opressão, pela liberdade e soberania nacional.


Dentre tantos heróis do povo que emergiram da guerrilha destaco um: o negro Osvaldão!


Da mesma tradição guerreira de Zumbi, do Negro Cosme e de Pajeú, Osvaldão foi a força e a inteligência guerreira capaz de fazer frente às agressões dos poderosos. Líder nato, esse filho do povo elevou-se à condição de herói pelos seus atos de bravura, coragem e bondade. Atos esses que, mesmo feitos na escuridão e no silêncio das selvas, ainda hoje se escutam no estrondo das batalhas que viveu e venceu.


E é para nunca mais esquecermos que sempre repitimos: "Tarda, tarda, tarda mais não falha! Aqui está presente a juventude do Araguaia!"

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