quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Durante entrega do prêmio Augusto Mochel, Flávio Dino diz que 2010 foi um ano de vitórias.



Durante a solenidade de entrega do prêmio José Augusto Mochel 2010, o deputado federal Flávio Dino fez uma avaliação da situação da oposição no Maranhão e das lideranças de esquerda no restante do país. Para Flávio Dino, o ano de 2010 foi de vitórias. "Tivemos uma grande vitória eleitoral, representada tanto pelos nossos companheiros de chapa que se elegeram quanto pela consolidação da autonomia de um campo de esquerda democrático e popular no Maranhão", afirmou Flávio Dino.

A solenidade de entrega do prêmio José Augusto Mochel, que está em sua quarta edição, foi realizada na noite de segunda-feira, 29 de novembro, no auditório do Quality Grand São Luís Hotel. O prêmio é uma realização do PCdoB de São Luís e do gabinete do deputado federal Flávio Dino. Para o presidente do PCdoB de São Luís, Márcio Jerry Saraiva Barroso, o prêmio comemora também um bom momento para a legenda. "Este é o momento alto da vida partidária do PCdoB e também do mandato do deputado Flávio Dino", disse Márcio Jerry.

Flávio Dino destacou a luta política representada pelos homenageados da noite. "Foi em nome de princípios e idéias que os nossos homenageados de hoje lutam e lutaram. Esta noite não é só uma homenagem individual ou a entidades. É também o reconhecimento a um ponto de vista histórico, que nós fazemos por intermédio dessa premiação. O ponto de vista que representa a vitória dos princípios sobre os interesses de conveniência e de ocasião", disse Flávio Dino.

Homenagens

Em 2010, na categoria institucional, o prêmio José Augusto Mochel homenageou a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Maranhão (Fetaema). Também foram homenageados a professora Zezé Costa, o professor da UFMA Francisco Gonçalves, o sindicalista Mestrinho, do PCdoB de Bacabal e o juiz Marlon Reis, representado no evento pela sua irmã, Maria Arlinda Reis. O presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, também foi premiado, mas não pôde comparecer por problemas de agenda. Ele receberá o prêmio em outra ocasião.

A segunda parte da noite foi dedicada às homenagens póstumas. Foi homenageado o engenheiro e militante político Magno Cruz, representado na solenidade pela viúva Telma Maria Abreu Silva, pelo filhos Magno Filho, Marco e Márcio, e pela irmã Maria Cecília. Também recebeu o prêmio o militante político alquimar guterres, militante político do PCdoB na cidade de Caxias, na década de 40, e preso duas vezes pelo regime militar. Alquimar foi representado na solenidade pela viúva, Judite de Moraes Rêgo.

Ao final da solenidade, Flávio Dino garantiu aos presentes a continuidade do prêmio José Augusto Mochel nos próximos anos, mesmo que não esteja mais na condição de deputado federal. " O prêmio ficará sob responsabilidade do diretório municipal do PCdoB em São Luís", disse ele. Flávio Dino justificou a continuidade da premiação dizendo que ela vai além da disputa eleitoral. "É a premiação de uma luta política e ideológica. Temos grandes perspectivas de futuro, porque quem tem utopia não perdeu nada. Ao contrário, somos autênticos vitoriosos. Temos a vitória da coragem, da ousadia e de podermos dormir tranquilos. sabendo que somos sinceros com aquilo em que acreditamos todos os dias", concluiu.

Assessoria de Imprensa.


Comentário do blogue.

Foi uma noite memorável. O discurso de Flávio Dino resgatando a vitória estratégica de consolidação de um campo democrático, progressista e de esquerda no Maranhão.

Os homenageados do ano: a FETAEMA, representada pelo seu presidente Chico Salles que afirmou a necessidade de um novo projeto de desenvolvimento que inclua os trabalhadores rurais;

a professora Zezé Costa, a "Zezé", uma dirigente sempre alerta para importância da organização e mobilização das bases partidárias;

o professor Francisco Gonlçaves, intelectual progressista, destacou a importância de toda uma geração que lutou para consolidar a democracia no país;

o juiz Marlon Reis, que enviou um vídeo, árduo defensor da revolucionária lei da ficha limpa;

homenagens póstumas ao militante das causas populares e étnicas, Magno Cruz, representado pela viúva e filhos;

Também uma oportuna e necessária homenagem póstuma a Alcmar Ribeiro Guterres, que junto com José Augusto Mochel, reorganizou o PC do B no Maranhão durante os "anos de chumbo", além de militar em Caxias e São Luís, sendo por isso mesmo preso em duas ocasiões.

Mas quero mesmo é destacar, como representativo da noite, a homenagem ao militante José dos Santos, 78, conhecido em Bacabal como "Mestrinho". Contou sua história de militante desde a década de sessenta no Ceará. Que foi operário têxtil e organizou os trabalhadores no sindicato. Que foi perseguido e teve que fugir para o Maranhão. Que foi difícil essa vida clandestina. Que as filhas, que agora assistiam da platéia o depoimento, depois entenderam o que se passou. Que estava emocionado pela homenagem, pois era a primeira vez na sua vida. Declarou- se à disposição do PCdoB.

Foi uma noite que serviu para recarregar as energias revolucionárias e dar sentido ao movimento político que fazemos.

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