segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"Maranhão e Dilma" e outros comentários.

MARANHÃO E DILMA.

Publicado por Walter Sorrentino em 24/10/2010

O Estadão hoje, em coluna de opinião assinada por João Domingos e outros, alega que a “irritação de Lula” sobra até para os aliados. Supostamente, Lula “acha que Flávio Dino está se queixando à toa… Tem denunciado fraude na vitória de sua opositora ao governo do Maranhão, o que pode atrapalhar o trabalho de união em torno de Dilma no Estado”.

Se não for especulação, é estranho. Na verdade, incongruente.

Não foi Flávio Dino ou o PCdoB que moveram processo para apurar fraude na apuração, vencida por Roseana Sarney por 0,08 % dos votos evitando o segundo turno. Foi o Ministério Público. O PCdoB e Flávio aguardam a apuração.

Estranha a questão de união em torno de Dilma no Estado. Flávio liderou a oposição, dentro do campo Dilma no primeiro turno. Dos 50% do eleitorado, apoiadores de Flávio e do outro candidato, mais da metade apoiaram Flávio e Dilma, defendida pelo candidato.

No segundo turno, a campanha Dilma unifica o PCdoB em todo o país. Aliás isso é público no pronunciamento do PCdoB maranhense, até as pedras sabem disso, que dirá Lula. Se há preocupação com o volume de votos da campanha no Maranhão, melhor seria procurar razões no comando estadual da campanha, monopolizado pelo grupo Sarney que não representa, em absoluto, o sentimento das parcelas mais avançadas e dos movimentos sociais. Aliás, nem o PT maranhense está unido nessa matéria.

Agora, há um fato ruidoso nisso tudo: no primeiro turno foi desconsiderado, liminarmente, entendimento consagrado no Conselho Político da campanha Dilma, que oficialmente deliberou respeito aos diversos palanques estaduais que apoiariam a campanha nacional. Não foi o que ocorreu no Maranhão. Flávio Dino não recebeu nenhuma sinalização, nem mesmo após o término do segundo turno. PCdoB e PSB no Estado fizeram sua parte. O PCdoB segue isso no segundo turno. Quem não respeitou compromissos foram outros.

O Maranhão não precisa dessa “união” supostamente pregada por Lula. Estamos com Dilma, certamente. Há um governo eleito e há uma oposição, como deve ser.

O Maranhão precisa de respeito, só isso.

http://www.waltersorrentino.com.br/2010/10/24/maranhao-e-dilma/


Observações sobre o texto do Sorrentino.

Chamo atenção à declaração de que "a campanha Dilma unifica o PCdoB em todo o país".

A meu ver essa passagem não trata de "lulismo" ou outra coisa qualquer, mas de que o PCdoB realizou um grande e exaustivo 12º Congresso em 2009, onde aprovou um novo programa, que, entre outras coisas, trata do necessário acúmulo de força na esquerda para o crescimento de um partido com as características socialistas e de defesa dos movimentos sociais como é o partido comunista. Sem um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho não há futuro para a nação. São esses os parâmetros para a opção Dilma pelo PCdoB.

A candidatura de Flávio Dino teve como móbile principal, além da sua própria vontade, a compreensão e o apoio do coletivo partidário nacional e local. O partido abriu mão de um dos seus mais brilhantes representantes na câmara federal porque acreditou no projeto! Essa é a questão determinante e não a aceitação ou não de Lula e de parte do PT.

Sem Lula e às vezes contra Lula a candidatura saiu e obteve uma grande vitória, redesenhando a toponímia da política maranhense.

Portanto, nada mais incoerente e infantil do que cobrar um posicionamento individual, particular e específico de Flávio Dino em apoio a José Serra só porque Sarney apóia Dilma. Exigir isso seria como esquecer ou abstrair toda a teia política e partidária que configurou a disputa eleitoral e social em nosso estado e no país. Seria retroagir o pensar político ao mais primitivo empirismo - só as sensações imediatas são o fundamento da verdade -, seria a consagração da política paroquial e bairrista que tanto agrada aos comentaristas locais.

Como dizia o saudoso Walter Rodrigues "a Sé não cabe na Santaninha, mas a Santaninha cabe na Sé".

domingo, 24 de outubro de 2010

A pax americana: subserviência aos vivos ou paz para os mortos!




O site norte-americano Wiki Leaks
acaba de divulgar milhares de documentos secretos das forças armadas dos EUA sobre a guerra do Iraque e, como todos presumiam, os dados são aterrorizantes: das 109.032 mortes, 66.081 são civis, 23.984 são os guerrilheiros (rotulados como insurgentes), 15.196 são das forças do governo iraquiano e 3.771 são das forças de coalizão. O que quer dizer que 63% das mortes ocasionadas pelos invasores são de civis!

Mas não é só isso. Relatórios também dão conta que tortura, estupros e assassinatos sumários estão ocorrendo diariamente no Iraque ocupado. As denúncias são tão graves que o comissariado da ONU exigiu explicações do governo norte-americano por essa prática de lesa-humanidade.

A invasão e dominação do Iraque começou em 2003 com apoio unânime das nações imperialistas e com grande aceitação da mídia fâmula. O argumento era que Saddam Hussein estava armado até os dentes e com "poderosas armas de destruição em massa". O mundo estava em perigo e era necessário o xerife botar ordem no planeta.

Vendiam a guerra como "justa", "pela democracia", pela "liberdade do povo do Iraque"... Mas a face do imperialismo é outra e os grandes oligopólios logo mostram o que realmente interessa e está por trás da "liberdade"... O petróleo, o mercado, o capital.

Mais uma vez só os tolos ou os mal intencionados aceitaram os argumentos democráticos do imperialismo. Assistimos agora uma repetição com o Irã. "Armas de destruição em massa", "falta de democracia"! Nada como o Tio Sam ir lá para restaurar a "ordem"!

De quanto petróleo os consumidores norte-americanos precisam para manter seus possantes carros V8? Quantos iraquianos, afegãos e, futuramente, iranianos, precisarão morrer para que os consumidores norte-americanos se sintam satisfeitos no seu consumismo irracional e desenfreado?

Esse é o estranho mundo comandado pelos oligopólios imperialistas e sua principal nação, os EUA.

E isso é porque ainda há mentecaptos metidos a jornalistas que acham que essa história de luta de classes, imperialismo são coisas que não existem mais. É com cretinos dessa natureza que ainda temos que conviver. Haja ignorância!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Deu no vermelho: " Flávio Dino denuncia fraude e questiona posição do PT no Maranhão".

Disputar uma eleição no Maranhão contra a família Sarney não é tarefa fácil para nenhum postulante ao Palácio dos Leões. Mas, Flávio Dino não se intimidou nem mesmo quando soube que não teria o apoio do PT nacional. Aos poucos, ele foi conquistando adesões por todo o estado até quase chegar ao segundo turno. Nesta entrevista, o deputado federal fala sobre sua experiência e volta a denunciar o intenso uso da máquina e os abusos do poder econômico, “intensamente utilizados pelo grupo Sarney”.


Vermelho: Como avalia o processo eleitoral no Maranhão?
Flávio Dino: Acho que esta análise deve levar em conta fatores nacionais e locais. No primeiro caso, tivemos uma grave dificuldade que foi a decisão da direção nacional do PT de intervir no Maranhão e isso nos tirou tempo de televisão e agudizou as dificuldades que já haviam, postas pela assimetria material. Ela (Roseana Sarney) tinha uma estrutura gigantesca, está no comando do estado, faz parte de um grupo poderoso. Isso foi um fator determinante para esses oito centésimos que faltaram para a definição ir para o segundo turno. Já na cena local, destaco dois aspectos. Primeiro, o campo da mudança, de quem quer ver o estado andar para frente, é majoritário no Maranhão e a nossa candidatura conseguiu representar esse sentimento, o que fez com que saíssemos de um patamar bastante baixo, de um dígito, e chegássemos à ante-sala imediata do segundo turno, com 30% dos votos. O segundo aspecto diz respeito ao intenso uso da máquina, aos abusos do poder econômico, do poder político, a fraude eleitoral, a corrupção, a compra de votos, todos esses fatores ilícitos que foram intensamente utilizados pelo grupo Sarney.

Vermelho: E diante desses fatos, há alguma iniciativa sua ou do partido para buscar justiça?
FD: A princípio, vamos aguardar a iniciativa do Ministério Público porque são fatos públicos e notórios, noticiados inclusive pela imprensa nacional. Há, por exemplo, quitação de contas de água e luz feita pela campanha dela em diversos bairros e municípios, quitação em massa em proveito de eleitores. Isso tudo está documentado, tem a ação da polícia. Então, nossa atitude, num primeiro momento, é a de denunciar politicamente que não foi uma eleição normal; foi uma eleição desigual, ilícita. Ao mesmo tempo, vamos aguardar que as instituições do estado – no caso o MP e a Justiça Eleitoral – tomem as providências necessárias.

Vermelho: Se houver ações por parte dessas instituições, em que elas podem resultar?
FD: A rigor, se o Ministério Público considerar que esses fatos são graves – e na nossa avaliação, eles o são – poderia levar até mesmo a uma nova eleição, juridicamente falando.

Vermelho: Como avalia o comportamento do PT no caso das eleições maranhenses?
FD: O PT do Maranhão foi exemplar. Ele decidiu apoiar minha candidatura, apesar da intervenção nacional. A imensa maioria do PT no estado fez campanha para mim, tanto na capital quanto nas cidades do interior; presidentes de partido, lideranças sindicais e populares, entidades sindicais dirigidas por petistas aderiram à nossa campanha, inclusive dirigentes da CUT estavam majoritariamente na minha campanha, dirigentes da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado Maranhão (Fetaema) etc. Não tenho queixas em relação ao PT do Maranhão. Foi uma minoria que ficou efetivamente com a Roseana. Agora, a direção nacional do PT, na minha avaliação, não respeitou o que o PCdoB representa nessa aliança desde 1989 porque a intervenção feita no Maranhão foi a única no país contra um aliado histórico e contra um deputado que teve, nesses últimos quatro anos, um desempenho muito leal ao governo, e isso, infelizmente, não foi levado em conta. Creio que este seja um tema que deve ser levado para a presidência do PT: por que há dois pesos e duas medidas quando se trata do PCdoB?

Moradores de São Luis apoiando Flávio
Vermelho
: Em que momento você acha que finalmente será possível haver uma quebra nessa situação vivida pelo Maranhão?
FD: Acho que o resultado da eleição poderá levar a um reposicionamento da direção nacional do PT. Sou um otimista e sempre acredito que há uma evolução no desenrolar dos fatos políticos no Brasil. Acho que o resultado no Maranhão evidenciou o quanto foi artificial a atitude tomada contra a nossa candidatura. O apoio do PT ao grupo Sarney é incompatível com a própria lógica histórica do desenvolvimento do estado. É insustentável uma situação em que você tem um grupo que domina a cena política de um estado há praticamente cinco décadas e esse estado é o que tem os piores indicadores sociais do Brasil. Durante a campanha, debati exaustivamente este aspecto e cobrava deles: “olha, vocês estão dizendo que querem uma nova chance, uma nova oportunidade, mas por que não fizeram antes, se tiveram todas as oportunidades?”. E colocava para os eleitores: “esse pessoal teve oportunidade de desenvolver o estado e se mostrou incapaz de fazê-lo e não será agora que fará”. E não fará mesmo porque o projeto deles tem um vício de essência: na verdade, eles governam para os grandes; acreditam que são os grandes projetos que supostamente irão redimir e salvar o Maranhão e isso faz com que eles adotem uma estratégia de desenvolvimento totalmente dissociada da maioria da sociedade. Tanto é que as zonas mais dinâmicas da economia maranhense votaram pela mudança, ou em mim ou no Jackson (Lago, ex-governador e candidato do PDT); não votaram nela. Seus votos são essencialmente da máquina, do abuso do exercício do poder político e econômico. Passadas as eleições, creio que – até pela cobertura que a imprensa nacional fez – a direção nacional do PT reposicionará sua tática em relação ao Maranhão e tentará, progressivamente, a partir do próximo governo – que espero ser o da Dilma – fazer com que haja maior respeito pelas forças progressistas, democráticas e populares do Maranhão.

Vermelho: Apesar de conhecer o Maranhão, suas andanças pelo estado durante a campanha te mostraram algo que te surpreendeu?
FD: A campanha é uma imensa escola, é como se fosse uma pós-graduação intensiva em política. Este é o lado indiscutivelmente positivo. Hoje, me sinto mais preparado, mais qualificado, mais apto a ajudar a exercer um papel de mudança no Maranhão justamente por este aprendizado. Para mim, campanha tem dois aspectos a serem destacados. Um deles é o aprofundamento do conhecimento das realidades regionais. Na verdade, o Maranhão é um estado muito grande, tem 331 mil quilômetros quadrados e regiões com dinâmicas muito próprias, como se tivéssemos muitos estados dentro de um só. E na medida em que visitamos as comunidades, dialogamos mais e distinguimos mais claramente essas singularidades microrregionais.

E há, também, um saldo emocional da campanha. É inevitável não se emocionar com as inaceitáveis injustiças que marcam o cotidiano dos maranhenses. Atravessar uma campanha dessas nos deixa mais indignados. Vi muita pobreza, exclusão, negação de direitos que, evidentemente, eu sabia que existiam, mas uma coisa é o saber teórico, outra coisa é o contato prático, vivo, com essas pessoas. Por tudo isso, sinto-me ainda mais motivado porque não se trata apenas de racionalizar uma realidade social, mas também de sentir as dores do povo como dores suas, se indignar, saber que aquilo pode e deve ser diferente e transformar essa indignação em energia criativa e transformadora. E essa é uma atitude, sobretudo, política, porque nos faz mover forças que consigam transformar esse sentimento de indignação em transformação concreta. Lógico que gostaríamos muito de ter ganhado – e os militantes, em geral, heróis anônimos da luta pela democracia, mereciam essa vitória. E é lógico também que a derrota deixa um travo amargo na boca, superado por essa leitura de que a vida continua. Nós continuamos com a nossa ação política e no meu caso particular, sinto-me mais qualificado. Precisamos extrair lições de tudo isso, sem perder a motivação.

Vermelho: Como será a atuação de Flávio Dino e do PCdoB local no segundo turno?
FD: Evidentemente, mantemos nossa posição política, apesar da situação indesejável que se criou. Não podemos perder a perspectiva política mais geral do que é melhor para o Brasil. Por isso é que na entrevista que dei já no dia seguinte ao segundo turno, eu já dizia que o partido do Maranhão sempre esteve e continua estando na campanha com Dilma Rousseff.

Vermelho: Em 31 de janeiro, se encerra o seu mandato como deputado federal. Quais são seus planos para depois?
FD: Primeiro, eu lamento muito deixar a Câmara porque é um espaço de atuação política que me ensinou muito e ao qual me dediquei muito nesses últimos quatro anos. E o que sinto é, de fato, a dor de uma perda, de algo que vai deixar saudades. Agora, é preciso entender que esse “sacrifício” era necessário em razão do momento político do Maranhão. Nunca coloquei as zonas de conforto pessoal na frente da minha missão política; quando deixei de ser juiz, foi em razão disso. Renunciei a um cargo que me trazia conforto familiar e pessoal e que exerci por 12 anos e de que gostava muito porque era necessário, na minha avaliação, ajudar a recompor o quadro partidário no estado. Da mesma forma agora: eu poderia ter sido candidato à reeleição; muitos diziam que seria fácil – eu discordo, porque toda eleição é difícil – mas, digamos que até matematicamente seria mais fácil na medida em que para deputado federal são 18 vagas e para governador, apenas uma vaga. Mas, nunca coloquei o conforto pessoal na frente e não me arrependo disso.

O que fazer depois disso depende mais do partido do que de mim porque sou presidente estadual do PCdoB e sempre disse em meus discursos que não sou político profissional; sou advogado e professor, e sempre vivi das minhas profissões desde muito jovem. Então, a princípio é isso: retornar ao exercício das minhas profissões e aguardar outras missões políticas que serão definidas coletivamente. Não reivindico rigorosamente nada para mim porque acho que não sou credor de ninguém. Acho, na verdade, que sou devedor porque ter disputado o governo, apoiado pelo meu partido, pelo PPS, PSB e PT, é uma honra.

Destaco que o PCdoB é uma força crescente no Maranhão e tenho muita alegria de ver a quantidade de novas lideranças que se incorporam à política, vindas de outros segmentos da sociedade; isso me orgulha muito. E o PCdoB, não tenho dúvida, em razão desse excelente resultado eleitoral de 2010, sempre estará sentado à mesa das decisões políticas do Maranhão, sem hegemonismos ou exclusivismos, pelo contrário, com muita humildade valorizando os aliados. E o PCdoB sempre estará sentado à mesa do lado certo, do lado daqueles que querem a mudança, que lutam contra as injustiças, que denunciam as práticas oligárquicas, as desonestidades, porque estar sentado do lado errado dessa mesa não nos interessa; vamos continuar cumprindo este papel no estado e acreditando que nós, em conseqüência desse processo de acúmulo de forças, vamos extrair excelentes resultados eleitorais em 2012 e 2014.


Da redação,
Priscila Lobregatte


www.vermelho.org.br



domingo, 17 de outubro de 2010

Carta à minha pátria.




Caros patrícios.

Defronte às eleições que se aproximam não poderia deixar passar esta oportunidade para falar-lhes coisas que realmente são importantes, mas que poucos comentam. Uma delas é responder, por exemplo, quais os caminhos que nosso povo deve percorrer para alcançar a libertação nacional?

Essa pergunta, aparentemente simples, é uma daquelas perguntas fundamentais que só podem ser respondidas se antes, por pressuposto, tivermos clareza que quinhentos anos de história nos assiste e atormenta nossas mentes.

A liberdade, a verdadeira, não se confunde com o ir ou vir de corpos que não sabem aonde querem chegar, mas aquela que aparece quando estamos no meio de um arraial de bumba-meu-boi ou no meio de um salão de carnaval ou no meio da praça. É aquela liberdade de se sentir livre, como indivíduo, partícipe de um coletivo que lhe arrebata pelo espírito, fazendo-o comungar com sua própria história, transcendendo de um simples elemento particular e localizado, para a comunhão com o "espírito do povo" - volksgeist, como chamavam os primeiros românticos - universal e nacional.

Os caminhos para essa liberdade - espiritual, histórica, por isso mesmo a verdadeira e real liberdade - são contraditórios e cheios de percalços. Mas mesmo assim e justamente por isso é que devemos tirar os véus da ignorância e enxergar para além das aparências. Toda vez que o espírito pensante quer ir além do imediatamente dado ele vai à história no sentido de buscar o que já foi pelo que é e o que é pelo que já foi, com a intenção última de querer vislumbrar o devir, o vir-a-ser, o futuro, a finalidade do percurso, a objetivação da liberdade do povo.

Pois bem. A candidatura de José Serra do PSDB representa, na cadeia de causalidade histórica do Brasil, as práticas sociais há muito repetidas pelas carcomidas elites que sempre desprezaram e espoliaram nossa pátria. São esses sócios menores dos interesses exógenos que têm vergonha do nosso povo e da nossa nação, que agora se dizem competentes e vivem abraçando os trabalhadores.

As práticas históricas desse mandonismo secular estão aí, como chagas sociais, para quem quiser experimentar pelos sentidos uma verdade que é histórica e conceitual. As escravidões - indígena e africana - a submissão aos impérios, a crueldade para com o povo, os latifúndios, os oligopólios, os juros, as dívidas. Tudo isso são monumentos bestiais que essas elites sempre reservaram para nossa nação.

O Brasil da vergonha, da baixa estima, que vivia de costas para os irmãos latinos. O gigante subjugado, explorado, vilipendiado e vendido a preço de banana para o estrangeiro. Esse é o país que José Serra representa. Não exatamente por ser o José Serra, indivíduo careca e feio, mas o projeto e os interesses históricos que estão por trás e determinam suas ações.

Todos os filhos da nação, meus patrícios, todos que amam o "espírito do povo", sua cultura, sua arte e seu trabalho, devem se unir para evitar que os engravatados da Avenida Paulista e da Faria Lima, que vivem das migalhas que caem dos banquetes dos imperialistas, retornem ao executivo da república!

Cada um deve fazer o seu esforço, como brasileiro, para evitar esse retrocesso para nós, nosso povo e nosso continente. O mundo nos assiste em suspense. Querem saber se, apesar dos percalços particulares, ainda vamos continuar nossa marcha rumo à construção da nossa própria, bela e morena liberdade!

Por isso companheiros, conterrâneos, camaradas, vós digo: vamos eleger Dilma e o projeto que ela representa. É nessa margem do rio, à esquerda, que se reúnem os melhores dessa nação, os mais legítimos representantes do povo, aqueles que amam nossa pátria e querem construir uma nova nação.

Pelo Brasil, vote 13 e ajude a eleger Dilma presidenta.



"Sim! Quando o tempo entre os dedos
Quebra um século, uma nação...
Encontra nomes tão grandes,
Que não lhe cabem na mão!...
Heróis! Como o cedro augusto
Campeia rijo e vetusto
Dos séculos ao perpassar,
Vós sois os cedros da história,
A cuja sombra de glória
Vai-se o Brasil abrigar."

Castro Alves

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Crescem as suspeitas de fraude nas eleições do Maranhão.


Por Marcos franco.

Tudo indica que o cerco começa a se fechar e as suspeitas de que houve realmente fraude nas eleições do Maranhão tomam mais consistência. E o que pareciam ser eleições seguras com a utilização de urnas eletrônicas e até de identificação biométrica está se mostrando o contrário. As fraudes agora são cibernéticas – para usar uma expressão bem antiga.

Acontece que a1 coligação Muda Maranhão (do candidato Flávio Dino) suspeitou que no angu tinha caroço e pediu o log das urnas. Log é o registro de tudo o que aconteceu com cada urna no dia da eleição, como horário de abertura e encerramento e número de votantes. Pois aí começaram a aparecer problemas. De acordo com o relatório do estudo feito pela coligação com os dados dos logs de todas as urnas, chegou-se a resultados que apontam indícios de fraude. Vejamos:

De acordo com o jornalista Roberto Kenard – que teve acesso ao relatório – “Foi constatada, por exemplo, incompatibilidade na ata de Geração de Mídia no que se refere aos Flash Cards (Flash Card é um cartão de memória eletrônico, que funciona como um pequeno disco rígido das Urnas). Na Ata da Cerimônia de GM encontra-se informação conflitante sobre a quantidade de Flash de Carga geradas.”

É mais ou menos assim: na Tabela de Distribuição de Mídia conta que deveria haver 694 flashs de carga, mas quando os boletim final foi impresso apareceram 931 flashs de carga. Isso que dizer que 237 flashs foram carregados a mais no sistema. ”Destaque-se que as 694 Flash de Carga com destino determinado cobrem todas as 14.243 seções eleitorais não havendo explicação para quais seções seriam as 237 Flash de Carga geradas a mais e sem destino previsto”, diz o relatório, ainda de acordo com Kenard.

Mais fraudes – Outras duas suspeitas estão sendo levantadas. Uma delas é de que em algumas urnas houve votação após as 17h. Isso só é possível se houver fila e com distribuição de senhas para quem já estiver dentro do prédio. A desconfiança é que nesse horário, presidentes de mesa podem ter votado no lugar de eleitores que faltaram. “Há, por exemplo, a constatação de que 18.719 votos foram registrados após as 17h20 e que o tempo entre os votos foi abaixo de 1 minuto. Nessas áreas a candidata Roseana Sarney obteve percentual acima de 55%.”, disse Kenard.

A outra suspeita é de que nas urnas em que houve votação com identificação biométrica, como nos municípios de Paço do Lumiar e Raposa (na ilha de São Luís) também houve fraudes. Veja o que diz o jornalista: “Nos dois municípios, houve 2.991 liberações do sistema biométrico pelos mesários. Ou seja, as máquinas não conseguiram fazer a leitura das digitais desses eleitores. Quando isso ocorre, o mesário faz uso de uma senha específica para permitir a votação por meio do sistema não-biométrico. O que causa estranheza: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que a média de tal ocorrência é abaixo de 1%, ao passo que em Paço do Lumiar e na Raposa a média foi de 6,3%.”

A coligação Muda Maranhão pediu à Justiça Eleitoral auditoria nas urnas com suspeita de fraude.


http://marcosfranco.wordpress.com/2010/10/13/crescem-as-suspeitas-de-fraude-nas-eleicoes-do-maranhao-e-flavio-dino-quer-pericia-em-urnas/


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fundamentalismos religiosos são ameaça à democracia brasileira.


Por Luís Carlos Lopes .


Um dos problemas que afloraram nesta eleição é o da emergência dos fundamentalismos religiosos católicos e protestantes, tentando influir nas decisões políticas do país. Até mesmo a famosa organização fascista-católica Opus Dei, de grande penetração na Península Ibérica, estaria presente em São Paulo, apoiando o candidato do PSDB.


Infelizmente, as eleições presidenciais não se resolveram no primeiro turno. Ter-se-á que voltar às urnas no próximo dia 31 de outubro. Nesta data, quando chegar a noite, o novo presidente(a) será conhecido de todos brasileiros. Ao que parecia, no primeiro turno, o processo eleitoral teria resolvido a mesma questão. Mas isto não ocorreu. Os resultados impuseram a celebração do segundo turno e para isto os candidatos e eleitores terão que se posicionar. A política é cheia de surpresas, de revelações que precisam ser claramente avaliadas.

A disputa voltará a ser, com mais ênfase, a luta contrária ao candidato-síntese das direitas do país. É possível que ambos disputantes digam – verdade ou mentira – que eram ambientalistas desde criancinhas, bem como, sempre defenderam os princípios religiosos, como mais importantes do que os de natureza laica, isto é, os relacionados à política real.

Equívocos sobre equívocos serão cometidos na tentativa de se obter a vitória final. É quase impossível evitar que tal ocorra, quando o objetivo se esvai em trinta dias e o que se quer é vencer de qualquer modo. De todo o jeito, é preciso lembrar que o presidente da República não é e nem será o proprietário das crenças de ninguém e que o Brasil é um país plural, onde convivem modos diversos de se crer. O que se espera é que o futuro presidente(a) garanta a continuação das conquistas dos trabalhadores, as ampliem e eleve o país a um novo patamar possível, do ponto vista social e cultural.

Um dos problemas que afloraram nesta eleição é o da emergência dos fundamentalismos religiosos católicos e protestantes, tentando influir nas decisões políticas do país. Até mesmo a famosa organização fascista-católica Opus Dei, de grande penetração na Península Ibérica, estaria presente em São Paulo, apoiando o candidato oficial do PSDB. O fundamentalismo de origem protestante renovada teria tido o seu peso nas eleições em vários níveis. Padres e pastores ultraconservadores instaram seus fiéis a apoiarem determinados candidatos e participaram na rede de intrigas sociomidiáticas que vem caracterizando esta eleição. Esta atitude vinha sendo desenvolvida em várias campanhas e problemas nacionais. Desta vez, surgiu com maior força e, talvez, para ficar.

O problema dos grupos religiosos fundamentalistas não é de natureza teológica. Eles demonstram possuir, onde atuam, uma visão política antiga que flerta com o fascismo. Segundo estas organizações, as verdades que acreditam devem ser estendidas a todos. As pessoas deveriam simplesmente obedecer como cordeiros a determinação desta minoria. Apesar de numerosos, eles são minoria e não são tão organizados como parecem ser. Suas opiniões flutuam como folhas ao vento, porque são determinadas pelo que ouvem nos seus templos e nas redes de comunicação que dominam. O recado que passaram é que existem e precisam ser considerados. Entretanto, não é difícil ver que suas convicções, quando ultrapassam o terreno religioso, são facilmente moldáveis pelas exigências que pesam sobre todo mundo, vindas da sociedade de consumo e do espetáculo, isto é, do capitalismo contemporâneo.

As próprias características das religiões professadas pelos mais fundamentalistas os aproximam de problemas materiais bastante concretos. O autor destas linhas não crê que o problema seja exatamente o aborto, praticado na ilegalidade por pelo menos três milhões de brasileiras a cada ano. Pensa que existem muitos que não crêem de fato nas mesmas coisas ditas nos templos, nos programas religiosos da TV e das emissoras de rádio, na imprensa religiosa e nos canais internéticos dominados pela ortodoxia da fé. De algum modo, eles sabem disto tudo, mesmo que neguem ou façam de conta que o mundo é exatamente o que eles acham que deveria ser. De fato, o que desejam é ser reconhecidos e precisam para isto provocar e aprender os limites de suas ações. Não se vive o mundo medieval e nem mesmo o da Reforma e o da Contra-Reforma. Queira-se ou não, religião é coisa fundamentalmente de foro íntimo, compartilhada entre iguais em lugares específicos.

É difícil imaginar que todos os eleitores que votaram sob a influência fundamentalista sejam tão radicais, e acreditem na teoria e na prática que suas verdades são inabaláveis. Certamente, entre as ovelhas existem muitas que podem ser desgarradas e entre os padres, os pastores, nem todos, são tão obedientes assim às ordens da conservação. Como quaisquer seres humanos, eles têm dúvidas e esperam ser ensinados a partir de outras fontes de autoridade, além das que se apropriaram de suas consciências. É provável que alguns queiram ser eles mesmos, por não serem absolutamente alienados ou loucos. Esses podem vir a rejeitar posturas de grupo que não contemplem diferenças individuais. Podem se dividir e votar no segundo turno de modo diverso.

Para convencê-los é preciso repolitizar o debate. A agenda básica do país não é a perseguição às religiões minoritárias e às suas crenças. Espera-se que isto jamais seja o mote de qualquer governo. O Brasil é um país tolerante a qualquer crença e a qualquer movimento religioso. As pessoas devem ser livres para acreditar no que quiserem, mas precisam ser educadas para entender que suas crenças e o modo em que vivem não são únicos. Alguém precisa lhes dizer que não se está na Idade Média, na época do nazifascismo e da ditadura militar. Todos podem ser livres responsavelmente, sabendo os limites sociais de suas liberdades. Ninguém deve impor aos outros, o que acredita como certo e inelutável. A luta é pelo convencimento livre de pressões e imposições é uma conquista que abrange a todos. Mesmo que se saiba que o problema de alguns é o da falta de escolas sérias e de mídias que realmente complementem o processo educacional.

Acha-se estéril uma discussão retórica sobre o problema do aborto. Esta não é uma questão a ser tratada no calor de uma eleição. De outro lado, mais cedo ou mais tarde ele será legalizado. Isto já ocorreu há muito tempo nos EUA, no Canadá, na Europa Ocidental e em Cuba. No Oriente inúmeras nações o legalizaram, tais como a China, a Índia, dentre outras. A América Latina é um bastião contrário, cada vez mais solitário. Todavia, há inúmeros sinais de ruptura. O mais recente foi sua legalização na cidade do México. A marcha é inexorável e precisa ser conhecida de todos. Se ele vier, quem for contrário poderá continuar a sê-lo. Ninguém será obrigado a fazê-lo. Tal como as religiões, isto é, em grande parte do mundo atual, uma questão de foro íntimo. O que tem que acabar é a hipocrisia e a exploração radical das crianças no mundo real.


http://grabois.org.br/portal/

domingo, 10 de outubro de 2010

O monstro da privatização.

O fenômeno do sul maranhense: Profº Adonilson.


Professor de História em escolas, cursinhos e universidades na cidade de Imperatriz e já iniciando carreira na área do Direito, 0 Prof. Adonilson Lima é uma surpresa e tanto nestas eleições de 2010.

Com uma campanha pra lá de modesta e enfrentando gigantes da política do estado, conseguiu nada mais nada menos do que 226.059 votos. Ficou em sexto lugar em todo Estado, e em Imperatriz bateu as grandes candidaturas que possuíam vultuosas somas investidas como Lobão e João Alberto.

Maranhense de 36 anos é natural do povoado Capa Bode, zona rural de Presidente Dutra, mas mora em Imperatriz há dez anos. De origem bastante humilde enfrentou as adversidades da vida em São Luis, onde se formou em Historia pela UFMA, sempre morando na Casa do Estudante, aonde chegou a presidi-la. Também chegou a liderar o DCE da UFMA.

Sem dúvida tornou-se um nome de peso para disputar qualquer pleito em 2012, pois graças a essa expressiva votação poderá enfrentar “tete a tete” qualquer um dos pré-candidatos a prefeito da cidade de imperatriz, pois saiu com uma excelente visibilidade eleitoral, consagrando se sobretudo no campo da juventude. Tem perfil aguerrido e fez campanha combatendo ostensivamente o grupo Sarney, que ele atribui como câncer do nosso estado.

Com o crescimento de Flavio Dino no estado inteiro, é possível que Adonilson ocupe lugar de destaque no campo de oposição maranhense, pois ambos são do PCdoB, partido que cresceu muito no plano nacional.

Que a política precisa de renovação no Maranhão isto é um fato urgente. As velhas figuras carcomidas pela ganância e pelo tempo deverão entrar em crise geral, isto é só uma questão de tempo.

Do blog do Carlos Leen.

http://carlosleen.blogspot.com/

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Considerações gerais acerca das eleições.



Embora ainda chamuscado pelo calor da batalha eleitoral, me atrevo a fazer algumas considerações gerais acerca das eleições.

1º. Lula e parte do PT não aprendem mesmo! Sempre subestimam a direita e tratam mal os aliados. Com uma campanha despolitizada, onde o centro da questão - um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho - não foi tratado como deveria, isto é, como contraposição ao neoliberalismo e ao imperialismo que Serra representa. Resultado: Dilma não conseguiu se diferenciar dos demais candidatos.

Dilma ficou só no "ta tudo muito bom e vamos melhorar"... Nada de combate às privatizações, especulação, subserviência aos interesses estrangeiros. Procurou construir uma campanha "bem comportada", ficou com medo de inflamar o povo, de politizá-lo e esclarecer quem são seus inimigos estratégicos. Resultado: Serra já fez muitas coisas como "homem público", Marina quer "salvar o meio ambiente" e Dilma não aparece como novidade, apenas como a aliada de Sarney, Collor e outros tantos políticos conservadores e oligárquicos. Fica mais uma vez a lição para os lulistas de plantão: se vocês não têm coragem de radicalizar, a direita tem!

2º. Como já havia dito antes, a intervenção do PT nacional para obrigar o PT maranhense a apoiar Sarney acabou refletindo negativamente para Dilma não no MA, onde obteve uma boa votação, mas no sudeste, maior colégio eleitoral do país. Quando se põe Sarney, Collor e outros desse naipe em cena, o resultado é esse: rejeição e suspeita de corrupção. O efeito colateral de apoio a Sarney apareceu em São Paulo e Minas. Esse ônus Zé Dirceu não tinha percebido.

3º. Mais uma vez o maior vitorioso na eleição majoritária maranhense foi Flávio Dino. Com quatro anos de política partidária, Flávio Dino tem um currículo impressionante: é deputado federal com uma das maiores votações do Estado; dois anos depois concorreu à prefeitura de São Luís indo ao 2º turno e obtendo 214 mil votos e agora foi o 2º mais votado no Estado superando os 800 mil votos!

Sem dúvida Flávio Dino alcançou o status de maior nome da oposição maranhense, sendo conhecido e reconhecido em todo estado como o representante da mudança e da transformação social. Nunca ninguém foi tão longe com tão pouco em tão curto espaço. Flávio Dino materializa as esperanças do sofrido povo maranhense por uma nova época de justiça social.

4º O grupo Sarney demonstrou que depende única e exclusivamente da máquina estatal, da proteção jurídica e de muito dinheiro para se manter, as duras penas, no poder. Sem programa, sem projetos e com uma ficha corrida sem precedentes, o grupo Sarney continua no poder graças a sua incrível capacidade de bajular os presidentes de plantão. Mas a cada dia cresce a rejeição a esse mandonismo sem limites e a incompetência gerencial dos Sarneys.

5º Jackson Lago encerra sua participação política confirmando a decadência que começou desde que estava no governo. Com um governo anti-popular, cujo centro estava nas mãos do PSDB, Jackson Lago permitiu a omissão do povo ao golpe judiciário que o tirou do poder. Daquele momento em diante Jackson passou a ser visto como alguém que tinha "a faca e o queijo nas mãos", mas resolveu, por arrogância e incompetência, dá-los aos Sarneys. Parece-me que Jackson é uma página virada da história política maranhense.

6º. Destaque para os esquerdistas do PSTU. Sem dúvida essa foi a melhor campanha de Marcos Silva. Escolheu o alvo certo: Roseana Sarney. Embora sem programa de governo e cheio de chavões, soube se portar e explicar suas críticas. Foi, merecidamente, o mais votado dos nanicos. Já Josivaldo do PCB deveria ter expressado melhor suas idéias. Parte delas nós não conseguimos entender. Saulo Arcangeli do PSOL foi o pior de todos. Com dificuldade em coordenar o plural das orações, a cara fechada como quem está de mal com o mundo e disparando críticas como um estudante secundarista, amargou uma votação ridícula, tal qual seu papel nas eleições 2010.

Embora com um tempo considerável de tv, os esquerdistas não contribuíram para que houvesse segundo turno no Estado. Esses discursos radicalóides são até engraçados na hora de ver e ouvir, mas não dão votos. Ninguém vota nessa turma. Os três somados não conseguiram 4% do eleitorado, ajudando sobremaneira a Roseana vencer no primeiro turno.