quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Exórdio ao 65.

Foto: Marden Ramalho.


A contradição maranhense.

Como explicar a contradição entre um estado rico e cheio de potencialidade e, ao mesmo tempo e sobre vários aspectos, com índices sociais tão dramáticos e calamitosos? Por que o Maranhão está há décadas sem encontrar o caminho para o desenvolvimento? O que ou quem atrasa o desenvolvimento social do Maranhão?

O cerne da profunda contradição maranhense é a questão do poder político! Os impasses e dilemas do desenvolvimento social do Maranhão sempre esbarraram no pacto das oligarquias para dividir o poder no estado. O ponto central do nosso atraso social e econômico é a forma como a política maranhense ficou marcada pelas relações de poder das oligarquias, resultando na incapacidade de transformar as potencialidades do estado em ciclos de desenvolvimento sustentável. São décadas e décadas de descumprimento das leis, de aplicação ineficiente do dinheiro público e de práticas patrimonialistas, misturando o público e o privado, deixando essa “herança maldita” para os contemporâneos.

A luta entre as oligarquias, da situação e da oposição, desenrola-se há quase um século sem, no entanto, haver nenhuma diferença fundamental entre os grupos no exercício do poder do Estado. Eles não se diferenciam nas práticas políticas e na gestão da coisa pública. Pelo contrário. É justamente na gestão do aparelho estatal, no exercício do poder político, que as semelhanças de classe afloram, de tal forma que - em governos sarneístas ou anti-serneístas- tudo permanece igual, apenas com o sinal trocado.

Essa tentativa de reduzir o debate político maranhense aos dois grupos oligárquicos representa os interesses de classe das atrasadas elites maranhenses, uma vez que configura como único universo de discurso possível a luta intra-oligáquica. Com isso a aristocracia pretende afastar como ilegítima qualquer outra possibilidade política de mudança, excluindo importantes setores sociais da luta pelo poder do Estado, reforçando o 'eterno retorno intra-oligárquico' e dando seqüência ao ciclo de poder secular das classes mandonistas no Maranhão.

É necessário, portanto, ter claro a centralidade do desafio político para promover o rompimento desse modo atrasado de fazer política em nosso estado. É preciso quebrar o ciclo intra-oligárquico e introduzir novos setores sociais que sempre foram mantidos ao largo da disputa pelo poder do estado. São justamente os setores que almejam a mudança efetiva e as transformações nas relações de poder no estado os mais interessados em romper com o ciclo do atraso. São os movimentos sociais organizados, os camponeses, setores médios do empresariado, intelectuais, artistas, acadêmicos e o proletariado urbano. São esses os segmentos que reúnem as condições democráticas, progressistas e de esquerda para quebrar o poder das oligarquias.

É necessário, portanto, elevar a intensidade da luta política apresentando ao povo um programa alternativo que consiga unificar desenvolvimento, justiça social e garantia dos direitos fundamentais do cidadão. É preciso que os ventos da mudança, da renovação e da transformação soprem nas terras maranhenses. O tempo da política é o relógio que indica o caminho da mudança: nós precisamos fazer a grande transformação não amanhã, mas hoje e agora, porque as vítimas do atraso têm pressa e não podem esperar mais.

Por tudo isso peço aos meus conterrâneos o voto no 65, que é o PCdoB, o Flávio Dino. Votar no 65 é fazer história e romper com o ciclo oligárquico e mandonista no Maranhão.

Dia 3 de novembro não esqueça: vote no 65 e em seus aliados para construir um Maranhão de todos nós.

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