segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sobre a pesquisa IPOP/Jornal Pequeno.



A pesquisa IPOP divulgada no domingo aponta Roseana Sarney (PMDB) com 48,46%, seguida por Jackson Lago (PDT) com 22,85%, e por Flávio Dino (PCdoB) com 17,08%. São números que apresentam a fotografia do início da campanha e refletem as movimentações políticas do mês de julho.

Os destaques ficam para o fato de Roseana ser a única candidata que vai perdendo pontos à medida que a campanha avança. De uma vitória tranqüila no primeiro turno (como apontavam as primeiras pesquisas do próprio Sarney) para um segundo turno quase certo, uma vez que basta Roseana continuar seguindo sua tendência de queda e acumular uma perda de 3,5 pontos para a eleição ser decidida somente na segunda rodada. Soma-se a isso a enorme rejeição da filha de Sarney que se aproxima da média histórica de um terço do eleitorado.

Outro destaque da pesquisa é que Flávio Dino encostou definitivamente em Jackson Lago. O ex-governador ainda sofre com uma alta rejeição proveniente principalmente do fracassado governo da "libertação" - recheado de greves do funcionalismo e denúncias de corrupção.

Mas o que mais dificulta a candidatura de Jackson Lago é a sua situação em São Luís. Considerado o "pai" da trágica gestão de João Castelo, Jackson atrai para si toda a revolta da população da capital. Dessa forma, sua rejeição eleva-se ao patamar de Roseana Sarney.

Já Flávio Dino surpreende mais uma vez. Para uma candidatura criticada diariamente pelo sistema oligárquico - que de tudo fez para impedi-lo - Flávio já se aproxima de Jackson Lago em uma surpreendente arrancada nos últimos meses de pré-campanha. Com o menor índice de rejeição, com apoio dos movimentos sociais e dos partidos de esquerda, democráticos e progressistas, Flávio apresenta-se de maneira adequada às necessidades de transformação que o povo do Maranhão tanto quer e precisa.

Embora pesquisas representem apenas uma fotografia do momento, elas explicam muito das ações dos grupos que ora se posicionam para a disputa de 2010. No caso de Flávio Dino, o que era apenas uma intenção há um ano, aparece agora como algo objetivo, fruto da necessidade histórica e social do povo maranhense de superar as oligarquias e descortinar um novo ciclo político para nosso estado.

Além disso, a candidatura de Flávio Dino é uma exigência de toda uma geração política que acredita que podemos superar o atraso do nosso estado através de uma revolução democrática, progressista e republicana.

Também vale destacar o resultado dos pequenos partidos. O veterano Marcos Silva (PSTU) aparece com 1,23%, seguido por Marcos Igreja (PCB) com 0,31%, que passou a lanterna para Saulo Arcangeli (PSOL) com 0,23%. Juntos somam 1,7%.

Tenho a esperança que com o discurso adequado aos interesses dos eleitores, os pequenos partidos possam chegar a 4% dos votos ao término do primeiro turno, contribuindo sobremaneira para um segundo momento na eleição estadual.

2 comentários:

  1. Não esqueçamos da manobra descarada de intervenção da direção nacional do PT sobre o diretório regional, que anulou o encontro de apoio à Flávio Dino e resultou no sequestro do tempo de TV do PT ao PMDB, partido no qual está filiada depois de anos vivendo sob o manto do PFL hoje DEM.
    Essa manobra nefasta, que lançou a o eleitor na maior das confusões e pior, no explícito apagar de limites claros entre esquerda e direita no cenário maranhense,visto a entrega e arranjo horrendo de Washington Oliveira e seu grupo de mortos-vivos.
    Entretanto, nem tudo está perdido nesse cenário aterrorizante, porque Roseana e seu grupo não tem condições de acompanhar as transformações culturais de nosso tempo, poruqe o vocabulário verbal e de representação política estão aquém das suas possibilidades.
    A utilização das mídias televisivas, impressas, radiofônicas e digitais que eleva a exposição desse ofício tradicional do político, também os leva ao patamar do ridículo, porque são tantas as faces de desespero e mentiras descabidas de promessa, que esquecem os mesmos que o denuncismo, o moralismo não estão dando lugar ao "como" os mesmos pretendem materializar as tais "promessas".
    Portanto, o segundo turno é inevitável e real, pois os índices de rejeição à Roseana pela sua propalada era de horrores e mentiras, bem como ao próprio Jackson pela sua rápida gestão sequestrada de lapsos, equívocos e contradições lançou o Estado numa era de incertezas, onde uma nova cultura política está se materializando, dando oportunidades ao aparecimento de formas políticas em transfiguração, na qual as formas do político estão em júdice.
    Assim, o aparecimento do denominado movimento de onda vermelha, que onde chega mobiliza multidões, ou melhor, um movimento de multidões irresístivel, incontrolável e irreversível trouxe um novo sujeito político a esse cenário eleitoral de incertezas do Maranhão.
    Com certeza, esse contato corpo a corpo, a velocidade de propagação traz na figura de Flávio Dino uma nova cultura política na qual vale a pena depositar confiança rumo a mudança histórica esperada há tempos nesse Estado.
    Ricardo André
    Mestre em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

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  2. Caro Ricardo André.

    Apesar de tudo a campanha 65 cresce e se mostra adequada aos anseios de transformação do povo.

    Saudações.

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