domingo, 22 de agosto de 2010

Serra não tem apoio nem do vice Indio da Costa.

Mais de 50 dias depois de ter sido escolhido vice de José Serra (PSDB), o deputado federal licenciado Indio da Costa (DEM) cumpre, em carreira solo, o papel de coadjuvante na disputa à Presidência da República.

O nome de Indio da Costa foi divulgado às vésperas do prazo final para a realização da convenção do DEM – em 30 de junho. A crise sobre a indicação do vice quase provocou um rompimento entre democratas e tucanos. O partido chegou ameaçar largar o barco tucano caso Serra não aceitasse um demista.

A favor de Indio pesou ser jovem, do Rio (terceiro maior colégio eleitoral do país) e ter seu nome ligado à relatoria do projeto da Lei da Ficha Limpa na Câmara. Sua missão era compensar o palanque frágil de Serra no Rio e impulsionar sua votação e a simpatia entre os jovens.

As "virtudes" do vice, porém, não funcionaram. O Datafolha mostra queda de 13 pontos percentuais de Serra no eleitorado de 16 a 24 anos, entre os levantamentos do dia 24 de julho e o realizado neste sábado (21). Foi justamente nesta faixa etária que Serra mais caiu, e que Dilma mais cresceu.

No Rio, a ação de Indio também foi inócua. Serra estava seis pontos atrás de Dilma em 24 de julho. Após três semanas, a diferença aumentou para 16 pontos.

Corpo a corpo

Até sexta-feira (20), com 45 dias de campanha oficial, Serra fez 24 viagens, fora os compromissos no Rio e em SP. Indio só o acompanhou em um deles, em 9 de julho, quando participou de menos de dez minutos de corpo a corpo em Vitória (ES).

De lá para cá, além das visitas de Serra ao Rio e de dois eventos em SP, Indio só fez campanha para o tucano fora do estado uma vez: na sexta-feira (21), em Florianópolis.

Segundo a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), responsável pela organização da agenda de Serra, essa é uma opção do próprio vice-candidato.

"A agenda é ele e sua assessoria que decidem", diz.


Folha de S.Paulo

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