segunda-feira, 30 de agosto de 2010

GRANDE ENCONTRO DOS BLOGUEIROS E TWITTEIROS PROGRESSISTAS DO MARANHÃO.


Convidamos você, blogueiro/a e tuiteiro progressista a participar do GRANDE ENCONTRO DOS BLOGUEIROS E TWITTEIROS PROGRESSISTAS DO MARANHÃO.

O encontro acontece na quinta-feira (2 de setembro), a partir das 13h às 20h, no antigo Quality Grand São Luís Hotel (antigo Vila Rica, ao lado da Igreja da Sé, Praça Pedro II, Centro, São Luís/MA). Inscrições prévias poderão ser reservadas pelo e-mail noderede@gmail.com. No dia, será feita no próprio local do encontro.

Convocado por blogues como Acorda Alice, CISocial, ComContinuação, Ecos das Lutas, (blogue do) Ed, Entreatos, (blogue do) Eri, (blogue do) Itevaldo, Last but not least, Rico Choro, Sustentabile, O Juízo Final e (blogue do) Zema, o Encontro é decorrente dos encaminhamentos do Encontro de Blogueiros Progressistas do Brasil, realizado em São Paulo.

No Maranhão, a iniciativa dos blogues conta com o apoio da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, Agência Matraca, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), NEEC-UFMA e Instituto Barão de Itararé, conformando o projeto Nó de Rede, que objetiva constituir uma rede de blogueiros comprometidos com a defesa dos direitos humanos, da democratização da comunicação e a mudança social, política e econômica no Maranhão. Confira abaixo a programação do Grande Encontro de Blogueiros e Tuiteiros Progressistas do Maranhão.

SERVIÇO

Aguardamos sua confirmação (antecipadamente pelo e-mail noderede@gmail.com ou na hora e local do encontro) e presença.

Data: 2 de setembro (quinta-feira).
Hora: das 13h às 20h.
Local: Quality Grand São Luís Hotel (antigo Hotel Vila Rica, ao lado da Igreja da Sé, Praça Pedro II, Centro, São Luís/MA)

Objetivos:

1. Organizar rede de blogueiros e tuiteiros comprometidos com a promoção dos direitos humanos, a democratização da comunicação e a mudança social, política e econômica do Maranhão;
2. Articular ações comunicativas, interativas e colaborativas entre os blogueiros e tuiteiros interessados na produção compartilhada de conhecimento;
3. Buscar a inovação científica e tecnológica necessária à interação na internet e à produção compartilhada e colaborativa de conhecimento na rede.
PROGRAMAÇÃO:

13h – inscrições no Encontro de Blogueiros e Tuiteiros Progressistas do Maranhão. Coordenação: Sóstenes Salgado (Blog CISocial).

14h30min – Abertura. Saudações à plenária, apresentação dos objetivos e programa do Grande Encontro de Blogueiros e Tuiteiros Progressistas do Maranhão e informes do 1°. Encontro de Blogueiros Progressistas do Brasil, com Ricarte Almeida Santos (Blog Rico Choro, secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Maranhão), Luís Antônio Câmara Pedrosa (Blog do Pedrosa, assessor jurídico da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos–SMDH) e Itevaldo Júnior (Blog do Itevaldo). Coordenação: Elen Mateus (Blog Last But Not Least, assessora de comunicação do Centro de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes Pe. Marcos Passerini).

15h – Conferência de abertura. Internet, democracia e mudança social, com Rogério Tomaz Jr. (Blog Conexão Brasília-Maranhão, assessor de comunicação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados). Coordenação: Zema Ribeiro (Blog do Zema, assessor de comunicação da Cáritas-MA).

16h – Mesa Redonda I – Ameaças à democracia e à Internet versus ações interativas e compartilhadas na rede, com Francisco Gonçalves (coordenador do NEEC-UFMA) e Guilherme Zagallo (OAB-MA). Coordenação: Franklin Douglas (Blog Ecos das Lutas).

17h – Mesa Redonda II – Produção de conteúdo, sustentabilidade de blogue e tuiter e inovação tecnológica, com Ed Wilson (Blog do Ed) e Márcio Carneiro (Professor da UFMA). Coordenação: Marcos Franco (Blog Entreatos e presidente da AMI).

18h – Intervalo para articulações, trocas de links e bate-papo.

18h30min – Plenária Final – aprovação da Carta dos Blogueiros e Tuiteiros Progressistas do Estado do Maranhão.

AO LONGO DA PROGRAMAÇÃO, PRONUNCIAMENTOS DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DO MARANHÃO

Link original: http://ponteaereasl.wordpress.com/2010/08/30/grande-encontro-de-blogueiros-e-tuiteiros-progressistas-em-sao-luis

sábado, 28 de agosto de 2010

"SERMÃO".

SERMÃO

Arremedando padre Antônio Vieira: No Maranhão até as pesquisas mentem!

http://renatomeneses.blogspot.com/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Coligação Muda Maranhão vai recorrer à Justiça Eleitoral para mudar emissora geradora do horário político.



A Coligação Muda Maranhão vai recorrer à Justiça Eleitoral para que seja realizado um novo sorteio para escolha da emissora geradora do horário político. A informação é do advogado da coligação, Carlos Eduardo Lula, que anunciou a medida após o programa gratuito de o candidato ao Governo do Maranhão, Flávio Dino, ter tido apresentado problemas técnicos durante sua exibição. Nesta quarta-feira, o problema identificado foi no áudio.

“Diante de tantos problemas técnicos que vêm ocorrendo não vimos outra alternativa senão recorrer à Justiça Eleitoral para a realização de um novo sorteio”, explicou o advogado. A produtora responsável pelo programa garante que a fita foi testada no momento de sua entrega à TV Cidade, responsável por gerar o horário eleitoral gratuito nas eleições deste ano, e estava em pleno funcionamento. O candidato Flávio Dino lamentou que apenas o seu programa e o do candidato Jackson Lago tem apresentado problema. “Continuam lançando mão de métodos antigos para ganhar a eleição à força”, criticou Dino.

Assessoria de comunicação.

domingo, 22 de agosto de 2010

Serra não tem apoio nem do vice Indio da Costa.

Mais de 50 dias depois de ter sido escolhido vice de José Serra (PSDB), o deputado federal licenciado Indio da Costa (DEM) cumpre, em carreira solo, o papel de coadjuvante na disputa à Presidência da República.

O nome de Indio da Costa foi divulgado às vésperas do prazo final para a realização da convenção do DEM – em 30 de junho. A crise sobre a indicação do vice quase provocou um rompimento entre democratas e tucanos. O partido chegou ameaçar largar o barco tucano caso Serra não aceitasse um demista.

A favor de Indio pesou ser jovem, do Rio (terceiro maior colégio eleitoral do país) e ter seu nome ligado à relatoria do projeto da Lei da Ficha Limpa na Câmara. Sua missão era compensar o palanque frágil de Serra no Rio e impulsionar sua votação e a simpatia entre os jovens.

As "virtudes" do vice, porém, não funcionaram. O Datafolha mostra queda de 13 pontos percentuais de Serra no eleitorado de 16 a 24 anos, entre os levantamentos do dia 24 de julho e o realizado neste sábado (21). Foi justamente nesta faixa etária que Serra mais caiu, e que Dilma mais cresceu.

No Rio, a ação de Indio também foi inócua. Serra estava seis pontos atrás de Dilma em 24 de julho. Após três semanas, a diferença aumentou para 16 pontos.

Corpo a corpo

Até sexta-feira (20), com 45 dias de campanha oficial, Serra fez 24 viagens, fora os compromissos no Rio e em SP. Indio só o acompanhou em um deles, em 9 de julho, quando participou de menos de dez minutos de corpo a corpo em Vitória (ES).

De lá para cá, além das visitas de Serra ao Rio e de dois eventos em SP, Indio só fez campanha para o tucano fora do estado uma vez: na sexta-feira (21), em Florianópolis.

Segundo a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), responsável pela organização da agenda de Serra, essa é uma opção do próprio vice-candidato.

"A agenda é ele e sua assessoria que decidem", diz.


Folha de S.Paulo

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

José Serra no Jornal Nacional: 12 mentiras em 12 minutos.

Por Cláudio Gonzalez.
Tratado como se estivesse entre amigos – e estava -, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra (PSDB), participou nesta quarta-feira (11) da rodada de entrevistas com os presidenciáveis do Jornal Nacional, da Rede Globo. Sem ser confrontado pelos entrevistadores, Serra conseguiu se mostrar elegante na forma, mas no conteúdo sua participação foi marcada por um discurso repleto de mentiras e meias-verdades (veja a lista no final desta matéria).

Apesar da colher de chá que os entrevistadores deram ao candidato para expor suas idéias sem muitos questionamentos, Serra derrapou no final, quando tentou deixar sua mensagem alinhada com a nova estratégia de campanha - a de se distanciar da elite e se mostrar como o candidato dos pobres. Ele enrolou na resposta e acabou sendo cortado.

No início da entrevista, ao ser questionado sobre o fato de estar poupando o presidente Lula de críticas na campanha, Serra desconversou, disse que Lula não é candidato, portanto não é seu adversário, e tentou desqualificar a candidata do PT. Sem citar o nome de Dilma, disse que não se pode 'governar na garupa', insinuando que a ex-ministra, caso seja eleita, faria um governo monitorado pelo atual presidente. A declaração de Serra pode ter gerado a manchete que a mídia queria, mas é uma afirmação potencialmente arriscada para o tucano. Com a popularidade do governo nas alturas, uma parte considerável do eleitorado que aprova o presidente Lula pode estar buscando justamente uma candidatura que "ande na garupa" de Luiz Inácio. E esta candidata é Dilma, não Serra.

Mensalão ressurge como tema

Na única pergunta que parecia mais constrangedora para Serra, Willian Bonner questionou o tucano sobre a aliança com o PTB, numa clara manobra para voltar a falar do “mensalão do PT”. Não precisa ser jornalista nem analista político para saber que houve, nesta pergunta, uma clara intenção de poupar o candidato tucano do desconforto de ter que justificar sua aliança com o DEM, que protagonizou um “mensalão” muito mais recente e constrangedor, que foi o escândalo envolvendo o governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal.

Também não se questionou o tucano sobre o “mensalão” mineiro protagonizado por ninguém menos que o ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo. Privatizações, relação com movimentos sociais, atritos com aliados... foram outros temas espertamente descartados da sabatina.

Tucano assume que não trabalhou direito

Ao falar sobre os caros pedágios cobrados em São Paulo, Serra entrou em contradição. Disse que se "trabalhar direito" dá para fazer estradas boas sem cobrar tarifas elevadas de pedágio. Neste momento, um entrevistador atento e isento teria perguntado: então por que seu governo não fez isso em São Paulo? O senhor “não trabalhou direito”?

Mas a conversa do casal global com o candidato tucano não previa confrontações. Estava tudo dentro do script traçado pela família Marinho para alavancar a candidatura “da casa” e não cabia ali desautorizar o “mais preparado dos homens públicos”.

Palocci: o inocente útil do Serra

Durante a entrevista, mais uma vez, tal como fez no debate da Bandeirantes, José Serra citou o nome do ex-ministro Antonio Palocci, repetindo que o petista "não cansava de elogiar o governo Fernando Henrique" quando foi ministro da Fazenda no primeiro mandato do presidente Lula. A afirmação recorrente de Serra tem dois objetivos: constranger a candidata do PT, Dilma Rousseff – já que Palocci é um dos coordenadores de sua campanha-- e minimizar as críticas ao governo Fernando Henrique.

Pior do que ouvir tal afirmação vinda de Serra é saber que Antonio Palocci não se digna a responder ao tucano. A carapuça lhe serve, portanto não questiona o uso político que Serra faz de seu nome em prejuízo da candidata da qual é coordenador de campanha. Tivesse um pouco mais de dignidade, Palocci no mínimo utilizaria seu espaço cativo nas colunas de bastidores dos jornais para desautorizar o tucano. Mas como não responde, acaba fazendo o papel de "inocente" útil num tema que é crucial para a campanha petista: a comparação entre os governos FHC e Lula.

Sandálias da humildade

Serra tentou, ao final da entrevista, emplacar sua nova estratégia de campanha. Mudar a imagem de candidato da elite e calçar as “sandálias da humildade” para se mostrar como o homem de origem pobre que venceu na vida estudando e ajudando o povo. Serra queria dizer que ia governar para os pobres e não apenas para os ricos. Mas não deu tempo. Por mais cordial que Bonner tenha sido com Serra, não dava para deixar o entrevistado surrupiar minutos a mais que o tempo previsto para a entrevista.

Mentiras e meias-verdades

A íntegra da entrevista de Serra, assim como a de Dilma e Marina, estão facilmente disponíveis na internet. Não é preciso detalhar o que o entrevistado disse ou como disse. Mas é imprescindível apontar as contradições e inverdades contidas em suas declarações. Até por que, são declarações recorrentes, argumentos que o tucano tem utilizado com frequência e, que se não forem devidamente combatidos e esclarecidos, podem atravessar toda a campanha eleitoral travestidos de verdade.

Numa rápida análise da entrevista de 12 minutos ao Jornal Nacional, podemos detectar pelo menos 12 questões levantadas por Serra que não correspondem à realidade. Especialistas em cada assunto poderão encontrar várias outras. Abaixo, um resumo das “mentiras por minuto” que Serra contou aos telespectadores do telejornal de maior audiência da televisão brasileira.

1. Fiz os genéricos...
Parece uma constante na biografia de José Serra a sua pretensão de autoria sobre programas que ele não criou, apenas regulamentou. A história da legislação dos genéricos no Brasil inicia-se pelo então deputado federal Eduardo Jorge, em 1991, quando apresentou o Projeto de Lei 2.022, que planejava remover marcas comerciais dos medicamentos. Em 1993, foi publicado pelo então presidente Itamar Franco, que tinha como ministro da Saúde Jamil Haddad, o Decreto nº 793, que instituiu a política de medicamentos genéricos. Portanto, quando Serra assumiu o Ministério da Saúde, no governo FHC, o programa de medicamentos genéricos já era uma realidade. Serra e FHC apenas revogaram o decreto anterior na íntegra e fizeram uma lei (9.787/99) e um novo decreto (3.181/1999) com muitas concessões ao lobby da indústria farmacêutica.

2. Fiz a campanha da Aids...
O mesmo embuste dos genéricos, Serra aplica em relação ao programa de combate à Aids. Na verdade, o tucano, por uma estratégia de marketing, assume como se fosse dele um programa que é anterior à sua gestão no Ministério. Saiba mais aqui

3. A saúde, nos últimos anos, não andou bem.
Serra tenta generalizar para não reconhecer que a situação hoje é melhor que no governo passado. A saúde continua com problemas, é óbvio, sobretudo no atendimento de urgência e emergência de hospitais do país. Mas nos últimos anos, houve melhoras significativas em quase todas as demais áreas da saúde. No governo Lula diminuiu sensivelmente a mortalidade materna e a mortalidade infantil. O Brasil está entre os 16 países em condições de atingir a quarta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio nestas questões. O governo Lula instalou e ampliou programas importantíssimos que não existiam ou estavam subutilizados na gestão de Serra ministro, como o Farmácia Popular, Brasil Sorridente, Saúde da Família - o financiamento do programa foi triplicado entre 2002 e 2008, passando de R$1,3 bilhão para R$ 4,4 bilhões -, Samu 192 – ao qual SP se nega a aderir até hoje -, PAC da Saúde, UPA 24h, Olhar Brasil, Doação de Órgãos, Bancos de Leite Humano, QualiSUS (fortalecimento do SUS, que os tucanos boicotam), mais investimentos na Política de Saúde Mental, etc. Todo este avanço ocorreu mesmo com o fato da oposição, incluindo o DEM e o PSDB, ter votado pelo fim da CPMF, que destinava recursos para a saúde. Também é preciso frisar que nem todas as ações dependem da União. Governos estaduais e municípios têm ampla participação na gestão da saúde. Serra também não conseguiu resolver os problemas na saúde pública de São Paulo quando foi prefeito, nem quando foi governador.

4. Muita prevenção que se fazia acabou ficando para trás.
Mentira pura de Serra. O governo federal manteve e ampliou todas as campanhas de vacinação existentes e ainda incluiu novas vacinas no calendário oficial. Desde 2004, o Ministério da Saúde adota três calendários obrigatórios de vacinação: o da criança, o do adolescente e o do adulto e idoso. O programa de prevenção às endemias funciona bem, ao contrário do que acontecia no governo Fernando Henrique. Quando Serra ainda era ministro da Saúde, o Brasil sofreu com uma terrível epidemia de dengue, ao ponto do tucano ter sido apelidado de “ministro da dengue”.

5. O Roberto Jefferson conhece muito bem o meu programa de governo.
Nem Roberto Jefferson nem nenhum outro aliado do tucano conhece o “programa de governo” de Serra porque ele simplesmente não existe. Quando foi entregar o seu “programa” no TRE, a campanha tucana protocolou a transcrição de dois discursos de Serra, e disse que aquilo era o programa de governo da candidatura. Além disso, Roberto Jefferson aliou-se a Serra não por que comunga com o tucano ideias programáticas. Pelo contrário: Jefferson criticou duramente Serra quando o tucano deu declarações contra o “mercado”. O apoio do PTB a Serra tem um único objetivo: facilitar a eleição de deputados da legenda nas coligações regionais.

6. Eu não faço loteamentos de cargos.
Serra vem repetindo esta lorota em várias ocasiões. Mas o fato é que quase todas as instituições, estatais e órgãos públicos do governo de São Paulo são chefiados por correligionários ou pessoas indicadas pelos líderes de partidos que governam o estado. As subprefeituras da cidade de S. Paulo, tanto na gestão Serra quanto na gestão Kassab, foram e são comandadas por apadrinhados políticos. Aliados de Serra, como o presidente do PPS, Roberto Freire, mesmo não tendo nenhum vínculo com SP, foram nomeados para conselhos de estatais paulistas. O neo-aliado Orestes Quércia (PMDB) já fez diversas indicações para cargos de confiança em SP na atual gestão demo-tucana. Prefeitos de partidos que lhe fazem oposição dizem que Serra governa com mapa político nas mãos e com ele no governo os adversários passam a pão e água. Verbas, convênios e obras só para seus aliados. Ao insistir nesta afirmação de que “não faz loteamento”, o tucano menospreza a inteligência do eleitor e provoca riso –e talvez alguma preocupação-- entre seus aliados, que sabem que alianças são feitas apenas se as forças políticas participantes puderem compartilhar a administração pública do mandatário que ajudaram a eleger.

7. Eu não sou centralizador.
Quem desmente o candidato são seus próprios correligionários. As seções de bastidores de política dos principais jornais do país trazem toda semana a reclamação de algum aliado de Serra que protesta contra o modo centralizador como o candidato conduz a campanha. Chegaram a dizer que enquanto a campanha de Dilma é conduzida por um G7, a de Serra é conduzida por um G1, grupo formado por ele mesmo.

8. O Índio da Costa estava entre os nomes que a gente cogitava.
Não há nenhum analista político no país que tenha coragem de confirmar esta afirmação de Serra. Simplesmente porque ela é uma mentira deslavada. O nome de Índio da Costa só surgiu aos 45 minutos do segundo tempo, depois que uma dezena de outros nomes já tinham sido descartados e uma crise grave estava instalada na campanha. O próprio Serra disse que não conhecia direito o vice escolhido pelo DEM.

9. Meu vice é jovem, ficha limpa, preparado.
Em primeiro lugar, aos 40 anos a pessoa já não é tão jovem assim. Tanto que o deputado do DEM nunca se interessou por projetos ligados à juventude. Mas quanto a isso, sem problemas. O problema é dizer que Índio da Costa é “ficha limpa”. A verdade é que a “ficha” do apadrinhado de Cesar Maia tem algumas manchas bem encardidas. Ele foi um dos alvos da CPI na Câmara dos Vereadores do Rio que investigou superfaturamento e má-qualidade nos alimentos comprados para a merenda escolar, quando ainda era vereador. Além disso, o deputado demista foi sim um dos que relataram o Projeto Ficha Limpa no início, mas o relatório fundamental foi do deputado do PT-SP José Eduardo Cardozo. Quando os tucanos tentam colocar na conta de Índio da Costa a aprovação do projeto Ficha Limpa apelam para o mesmo engodo que Serra aplica quando se diz o criador da Lei dos Genéricos. E, por fim, sobre o adjetivo “preparado”, basta lembrar as trapalhadas e constrangimentos que Índio da Costa causou à campanha tucana logo no início para saber que é um elogio descabido.

10. Nunca o Brasil teve estradas tão ruins.
Mais uma vez Serra generaliza para tentar esconder as melhorias ocorridas nos últimos anos. Esta frase de Serra poderia caber durante o governo Fernando Henrique que investiu quase nada em estradas. O governo Lula não só aumentou os investimentos, como promoveu a concessão de algumas rodovias federais que agora recebem melhorias sem que para isso os usuários tenham que pagar elevadas tarifas de pedágio. O canal de notícias T1 (http://www.agenciat1.com.br/ ) especializado em transportes, desmente o discurso tucano e fornece enorme quantidade de dados e informações que mostram que as rodovias federais melhoraram e não pioraram nos últimos anos.

11. A Fernão Dias está fechada.
Serra deveria avisar isso aos milhares de motoristas que trafegavam pela Fernão Dias no exato instante em que o tucano dizia tal mentira. Serra fez a firmação como se a rodovia estivesse totalmente indisponível para o tráfego. O fato é que apenas um pequeno trecho, na região de Mairiporã, da rodovia que liga São Paulo a Minas Gerais está em obras.

12. A Regis Bittencourt continua sendo a rodovia da morte.
A Rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, foi incluída, em 2008, no plano federal de concessões. Desde então, foram feitas diversas melhorias na via. Os 402 quilômetros da rodovia receberam melhorias no asfalto, nova sinalização, muretas de proteção e serviço de atendimento ao motorista. É fato que os R$ 302 milhões investidos até agora não foram suficientes para acabar com a má fama da Régis, mas foi o governo Lula o primeiro a tomar a iniciativa de melhorar a estrada. No governo FHC, nada foi feito e, apesar da maior parte da rodovia estar em território paulista, os sucessivos governos tucanos em SP nunca propuseram parcerias com o governo federal e/ou municípios para ajudar na conservação da BR.

Serra ainda pretendia contar uma 13a. lorota: a de que vai governar para os pobres e não para os ricos, mas não deu tempo.

http://www.vermelho.org.br/

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sobre a pesquisa IPOP/Jornal Pequeno.



A pesquisa IPOP divulgada no domingo aponta Roseana Sarney (PMDB) com 48,46%, seguida por Jackson Lago (PDT) com 22,85%, e por Flávio Dino (PCdoB) com 17,08%. São números que apresentam a fotografia do início da campanha e refletem as movimentações políticas do mês de julho.

Os destaques ficam para o fato de Roseana ser a única candidata que vai perdendo pontos à medida que a campanha avança. De uma vitória tranqüila no primeiro turno (como apontavam as primeiras pesquisas do próprio Sarney) para um segundo turno quase certo, uma vez que basta Roseana continuar seguindo sua tendência de queda e acumular uma perda de 3,5 pontos para a eleição ser decidida somente na segunda rodada. Soma-se a isso a enorme rejeição da filha de Sarney que se aproxima da média histórica de um terço do eleitorado.

Outro destaque da pesquisa é que Flávio Dino encostou definitivamente em Jackson Lago. O ex-governador ainda sofre com uma alta rejeição proveniente principalmente do fracassado governo da "libertação" - recheado de greves do funcionalismo e denúncias de corrupção.

Mas o que mais dificulta a candidatura de Jackson Lago é a sua situação em São Luís. Considerado o "pai" da trágica gestão de João Castelo, Jackson atrai para si toda a revolta da população da capital. Dessa forma, sua rejeição eleva-se ao patamar de Roseana Sarney.

Já Flávio Dino surpreende mais uma vez. Para uma candidatura criticada diariamente pelo sistema oligárquico - que de tudo fez para impedi-lo - Flávio já se aproxima de Jackson Lago em uma surpreendente arrancada nos últimos meses de pré-campanha. Com o menor índice de rejeição, com apoio dos movimentos sociais e dos partidos de esquerda, democráticos e progressistas, Flávio apresenta-se de maneira adequada às necessidades de transformação que o povo do Maranhão tanto quer e precisa.

Embora pesquisas representem apenas uma fotografia do momento, elas explicam muito das ações dos grupos que ora se posicionam para a disputa de 2010. No caso de Flávio Dino, o que era apenas uma intenção há um ano, aparece agora como algo objetivo, fruto da necessidade histórica e social do povo maranhense de superar as oligarquias e descortinar um novo ciclo político para nosso estado.

Além disso, a candidatura de Flávio Dino é uma exigência de toda uma geração política que acredita que podemos superar o atraso do nosso estado através de uma revolução democrática, progressista e republicana.

Também vale destacar o resultado dos pequenos partidos. O veterano Marcos Silva (PSTU) aparece com 1,23%, seguido por Marcos Igreja (PCB) com 0,31%, que passou a lanterna para Saulo Arcangeli (PSOL) com 0,23%. Juntos somam 1,7%.

Tenho a esperança que com o discurso adequado aos interesses dos eleitores, os pequenos partidos possam chegar a 4% dos votos ao término do primeiro turno, contribuindo sobremaneira para um segundo momento na eleição estadual.