sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tambores de guerra.



Estamos às voltas com três conflitos que podem desencadear guerras iguais ou maiores às que já existem, como a do Iraque e do Afeganistão. São eles: a Coréia do Norte, o Irã e a Venezuela. E quais as causas do conflito? Apenas uma: o imperialismo dos EUA!

Há tempos venho tentando demonstrar que os EUA são o principal fator de instabilidade no mundo contemporâneo. É o principal causador de conflitos armados e para atingir seus objetivos guerreiros se utiliza de uma poderosa máquina de propaganda - leia-se: a grande imprensa - e de governos títeres, como os da Colômbia, da Coréia do Sul e do Iraque.

Alguém nomeou os EUA como xerife do mundo, como os responsáveis para levar "democracia", "liberdade de expressão" (?) e capitalismo para os países bárbaros carentes de civilização. É a reedição da "pax romana":"paz para os mortos e subserviência aos vivos". Esse é o imperialismo ianque: bombas por cima e coca-cola, Michael Jackson, hambúrgueres e automóveis por baixo.

Os interesses no Irã são a reconquista das reservas petrolíferas (as maiores do mundo) que os oligopólios norte-americanos perderam durante a "revolução islâmica" de 1979. Com essa intenção, os EUA patrocinaram, armaram e deram poderes absolutos para Saddam Husseim invadir o Irã na década de 1980 e se tornar o "ditador" que nos anos 90 já não servia mais. Agora, sem adversários, o imperialismo não depende de intermediários. Em minha opinião vai ser o primeiro conflito a ocorrer.

Já o caso com a Venezuela é similar. Dona de grandes reservas petrolíferas em águas rasas, a Venezuela passou a ser alvo do imperialismo desde que resolveu dar um destino soberano e nacional às suas riquezas. Nesse caso, os EUA utilizam o governo fantoche e narcoterrorista da Colômbia para provocar um conflito e ter a desculpa política da intervenção. O caminho preparatório já está sendo feito pela máquina de propaganda da grande imprensa fâmula dos interesses ianques. Já está tudo pronto para uma interferência do império para reestabelecer a "democracia", "a liberdade de expressão" (?) e os negócios dos oligopólios norte-americanos.

Com a Coréia do Norte o buraco é mais embaixo. Tecnicamente a guerra da Coréia ainda não acabou. Em que pese o pequeno país estar praticamente isolado e massacrado por todos os lados, sendo quase uma unanimidade (será burra?) sua caracterização como "eixo do mal", a Coréia do Norte é o pivô de um equilíbrio regional que envolve a China e o Japão. Qualquer ação de vulto na península coreana implica na reação de vários atores que não comungam imediatamente com os "donos do mundo". Embora o desejo dos EUA seja liquidar pela força o pequeno país que o desafia publicamente, está impedido por questões políticas, pelo menos por enquanto.

Podemos assistir nos próximos anos o desenrolar das ações belicosas do imperialismo norte-americano atrás da execução dos seus interesses nacionais. E o mais engraçado - para não dizer desgraçado - é que vai haver um consentimento público dessas ações criminosas de lesa-humanidade por parte da chamada "grande imprensa" ou, seria melhor dizer, da máquina de propaganda enganosa dos interesses dos oligopólios norte-americanos.

Essa é a verdadeira e única "liberdade de expressão" permitida pelo imperialismo e aceita pelos seus fâmulos. A "liberdade" de mentir, deturpar, invadir, dominar, massacrar e consentir a manutenção do statu quo imperialista. É tão pequena essa "liberdade" enlatada made in USA.

2 comentários:

  1. Excelente analíse, ressalte-se que em Israel já foi fechado o acordo de cooperaçao militar entre os EUA para atacer o Irã. Infelizmente isto não é divulgado pela grande mídia que obedece pois a esquemas de divulgação internacional oruindos do imperio. Sem falar que a Rússia enfrenta um crescente desafio dos Estados Unidos, que está ampliando sua presença militar nos países dos antigos satélites soviético como a Roménia, Bulgária e Hungria. veja aqui:
    http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=20287

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  2. Caro Carlos Leen.

    Chega a ser nojenta as análises da máquina de propaganda ianque no que se refere às ações belicosas dos EUA.

    Espero encontrar algum tempo para escrever como essas guerras que parecem tão distantes interferem diretamente com a vida de todos nós.

    Obrigado pela visita, pela indicação de leitura e pelo comentário.

    Saudações.

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