segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sobre a pesquisa Escutec/Estado do Maranhão.

Foto: Felipe Klamt.


Os números da pesquisa Escutec/Estado do Maranhão revelam bem mais do que gostaria a turma da Roseana Sarney. A julgar pela tática de utilização das pesquisas como instrumento de propaganda e convencimento, muito utilizado nas eleições passadas, a oligarquia já começou muito mal, pois os 50,4% das intenções de voto em Roseana nem se equiparam com os 60% das primeiras pesquisas das eleições passadas.

Utilizando-se de um jogo de linguagem, a pesquisa mostra que na "região da grande São Luís" Roseana estaria na frente com 45, 4%, contra 30,4% de Flávio Dino e 15,5% de Jackson. Mas eles não divulgam os resultados específicos da cidade de São Luís, maior colégio eleitoral do Estado, também conhecida como "Ilha Rebelde", onde, sem dúvida, Flávio Dino está na frente.

Tentam passar a "grande São Luís" por São Luís, equiparando o número de formulários aplicados em, por exemplo, São José de Ribamar, com os aplicados em São Luís, desvirtuando o peso específico do eleitorado ludovicense para uma leitura estatística que favoreça Roseana.Sarney . Não colou. Serviu apenas para demonstrar que em São Luís Flávio Dino deve ter uma poderosa votação.

Roseana ainda sofre com o chamado efeito da "fadiga de material", já que quer ser governadora pela quarta vez e traz o "queimado" sobrenome de Sarney. Resultado é uma rejeição (segundo pesquisa dela mesma) de 29,8% contra 11,1% de Flávio Dino.

Jackson Lago sofre uma forte rejeição por ter que assumir a paternidade da trágica e incompetente gestão de João Castelo à frente da prefeitura e ainda por cima carregar a mala do José Serra. Resultado: 39,7% de rejeição (ver blog do Cardoso).

Nanicos.

Já os nanicos precisam rever suas táticas eleitorais, seus discursos, e procurarem obter pelo menos 1% cada um, para que o segundo turno possa acontecer em nosso Estado. Com 0,4% estão empatados o estreante Saulo Arcangeli do PSOL e o veterano Marcos Silva do PSTU. Marcos Igreja do PCB vem segurando a lanterna com 0,2%.

A onda vermelha.

Flávio Dino aparece na pesquisa dos Sarneys com o patamar de largada de 16,8% e a menor rejeição entre os candidatos que disputam ir para o segundo turno. É uma excelente largada, uma vez que nas eleições passadas aparecia nas primeiras pesquisas com 4% e chegou ao segundo turno com 45%.

Cabe também destaque que Flávio já aparece com números expressivos em todas as regiões do Estado, sendo entendido como reflexo do que já possui, isto é, como ponto de largada para seu posterior crescimento.

Mas o que mais assustou a oligarquia foi o desempenho do comunista na região metropolitana de São Luís e na própria capital. Queimando até a pia da cozinha, Roseana já atingiu seu teto por essas bandas. Já Flávio Dino apenas está começando sua jornada para a conquista da ampla maioria dos eleitores do maior colégio eleitoral do Estado.

Disputa Nacional.

Muitos se enganam achando que a eleição de Dilma está "casada" com a de Roseana. É isso que Sarney quer que todos pensem. Mas não é verdade. Amplas parcelas do eleitorado do nosso Estado já escolheram votar na sucessora de Lula para o palácio do Planalto. Também foi assim na eleição de 2006, com o agravante de o próprio Lula ser candidato à reeleição e subir no palanque de Roseana, que mesmo assim perdeu, embora o Lula tenha sido um dos presidentes mais votados no Maranhão.

Agora, com Dilma, não vai ser diferente. O povo vai continuar apoiando o Lula, vai votar na Dilma e, mais uma vez, vai derrotar Roseana Sarney. Isso porque o povo sabe diferenciar as questões: eleição nacional é uma coisa, estadual é outra. É por isso que nós não podemos deixar a candidatura da Dilma para Roseana. Ela é nossa e o povo vai saber reconhecer esse movimento, assim como soube na eleição passada.


sábado, 24 de julho de 2010

A mentira na história e a compreensão da crise.



(por Miguel Urbano)

O capitalismo atravessa uma crise estrutural para a qual não encontra soluções. Para que os povos se mobilizem na luta contra o sistema que os oprime e ameaça já a própria continuidade da vida na Terra, é indispensável a compreensão do funcionamento da monstruosa engrenagem que deforma o real, impondo à humanidade uma Historia deformada , forjada pelo capitalismo para lhe servir os interesses.

Essa compreensão é extraordinariamente dificultada pela máquina de desinformação midiática controlada pelas grandes transnacionais. Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação, mas em época alguma esteve tão desinformada. Nesta era da informação instantânea, as forças do capital estão conscientes de que a transformação da mentira em verdade é cada vez mais imprescindível à sobrevivência do capitalismo.

A lógica das crises

No esforço para enganar e confundir os povos, a primeira mentira é inseparável da afirmação categórica, difundida através de um bombardeio midiático, de que nos EUA irrompera uma grave crise, definida como financeira, resultante de especulações fraudulentas no imobiliário.

Obama e os sacerdotes de Wall Street reconheceram a cumplicidade da banca e das seguradoras quando surgiram falências em cadeia, mas garantiram que o tsunami financeiro seria superado através de medidas adequadas. Trataram de ocultar que se estava perante uma crise profunda do capitalismo, de âmbito mundial. A simulação da surpresa fez parte do jogo.

O presidente dos EUA e os senhores da finança mentiram conscientemente. As grandes crises mundiais raramente são previstas e anunciadas com antecedência. Mas quando se produzem não surpreendem. Inserem-se na lógica da História.

Isso aconteceu, por exemplo, após a II Guerra Mundial. A Aliança que fora decisiva para a derrota do III Reich não poderia prolongar-se. Era incompatível com as ambições e o projeto de dominação do capitalismo.

A dimensão da vitória, ao eliminar a Alemanha como grande potência militar e econômica, gerou uma situação potencialmente conflitiva.

A partilha dessa dramática herança foi feita, numa atmosfera de aparente cordialidade, nas Conferências de Teerã e Yalta. Mas, quando os canhões deixaram de disparar, Washington e Londres logo se entenderam para criar tensões incompatíveis com o respeito dos compromissos assumidos.

A Guerra Fria foi uma criação dos EUA e do Reino Unido. Derrotado um inimigo, o fascismo, o imperialismo precisava inventar outro. A tarefa não exigiu muita imaginação. Os slogans que nas duas décadas anteriores apresentavam o comunismo como ameaça letal à democracia foram rapidamente retomados.

Como os povos estavam sedentos de paz, uma gigantesca campanha de falsificação da História foi desencadeada para persuadir no Ocidente centenas de milhões de pessoas de que a União Soviética configurava um perigo para a humanidade democrática. Essa ofensiva contribuiu decisivamente para dissipar as esperanças geradas pelas Nações Unidas e o discurso humanista sobre uma paz perpétua.

A chamada Guerra Fria nasceu dessa mentira. O famoso discurso de Fulton, quando Churchill carimbou a expressão Cortina de Ferro para caracterizar a imaginária ameaça soviética, foi previamente discutido com a Casa Branca. O medo da “barbárie russa” abriu o caminho à Doutrina Truman e à OTAN. Não foi a URSS quem tomou a iniciativa de romper os acordos assinados pelos vencedores da guerra.

Cabe recordar que somente após o afastamento dos comunistas dos governos da França e da Itália os ministros anticomunistas deixaram de integrar governos de países do Leste europeu.

É também significativo que os historiadores norte-americanos e ingleses – com raríssimas exceções – omitam que a implantação de regimes alinhados com a União Soviética se concretizou na Europa sem recurso à força armada, enquanto na Grécia – país situado na zona de influência inglesa – o exército de ocupação britânico desencadeou uma violenta repressão quando os trabalhadores revolucionários estavam prestes a tomar o poder. Foram então abatidos milhares de comunistas gregos para garantir a sobrevivência de uma monarquia apodrecida, mas a mídia ocidental ignorou esses massacres. O tema era incômodo.

O tão comentado plano russo de “conquista e dominação mundiais” não passa de um mito forjado em Washington e Londres para criar o alarme e o medo propícios à criação da OTAN como “aliança defensiva” capaz de se opor “à subversão comunista”. E a arma atômica passou a ser usada como instrumento de chantagem.

Na realidade, a URSS, a quem a guerra custara mais de 20 milhões de mortos (a maioria homens de menos de 30 anos), precisava desesperadamente de paz para se reconstruir. As hordas nazis tinham devastado as zonas mais desenvolvidas e industrializadas do país. Como poderia desejar a guerra e promover o “expansionismo comunista” uma sociedade nessas condições?

A agressividade vinha toda dos EUA que tinham sido enriquecidos por uma guerra que não atingiu o seu território e na qual as suas forças armadas sofreram perdas muito inferiores às do seu aliado britânico.

A Grã Bretanha, cujo império principiava a desfazer-se, ligou, porém, o seu destino ao colosso americano. Os elogios ao aliado russo, antes frequentes, foram substituídos por insultos e calúnias. Aos jovens de hoje parece quase inacreditável que Churchill, o inventor da Cortina de Ferro, meses antes do final da guerra tenha afirmado: “Não conheço outro governo que cumpra os seus compromissos (…) mais solidamente do que o governo soviético russo. Recuso-me absolutamente a travar aqui uma discussão sobre a boa fé russa”. (citado por Isaac Deutscher em Ironias da História, pág. 184; Ed. Civilização Brasileira; Rio de Janeiro, 1968).

Assim falava o primeiro ministro do Reino Unido pouco antes de transformar o aliado que tanto admirava em ogre que ameaçava o mundo…

Mesma hipocrisia numa crise muito diferente

Desagregada a União Soviética e implantado o capitalismo na Rússia, o imperialismo sentiu a necessidade de reinventar inimigos para justificar novas guerras. E eles foram rapidamente fabricados. Surgiu assim “o eixo do mal”. Pequenos países como Cuba, o Iraque e a Coréia do Norte, metamorfoseados em potências agressoras, foram apresentados como “ameaça à segurança” dos EUA e dos seus aliados. Um homem, Osama Bin Laden, foi guindado a “inimigo número um” dos EUA. O Afeganistão, onde supostamente se encontrava, foi invadido, vandalizado e ocupado. Bin Laden, aliás, não foi sequer localizado. Permanece vivo, em lugar desconhecido. Mas a sua organização, a fantasmática Al Qaeda, é responsabilizada como a fonte do terrorismo mundial.

Seguiu-se o Iraque. Durante meses, a máquina midiática dos EUA inundou o mundo com notícias sobre “as armas de destruição massiva” que Saddam Hussein teria acumulado para agredir a humanidade. O secretário de Estado Colin Powell declarou perante o Conselho de Segurança da ONU que Washington tinha provas da existência desse arsenal de terror. O britânico Tony Blair garantiu que também dispunha dessas provas.

O Iraque foi invadido, destruído, saqueado e, tal como o Afeganistão, permanece ocupado. Mas Bush e Blair acabaram por reconhecer que, afinal, as tais armas de destruição massiva não existiam.

Entretanto, o complexo militar industrial dos EUA agigantou-se. O orçamento de Defesa do país é o maior da história.

Agora chegou a vez do Irã. O berço de uma das mais importantes civilizações criadas pela humanidade é a mais recente ameaça à “segurança dos EUA”. A Agência Internacional de Energia Atômica não conseguiu encontrar qualquer prova de que o país esteja a utilizar as suas instalações nucleares com o objetivo de produzir armas nucleares. Com o aval do Brasil e da Turquia , o governo de Ahmadinejad comprometeu-se a que o seu urânio seja enriquecido no exterior com fins pacíficos. Mas Washington acaba de impor, através do Conselho de Segurança da ONU, novas sanções a Teerã. Mais: o presidente dos EUA ameaçou já utilizar armas atômicas táticas contra o país se ele não se submeter a todas as suas exigências.

Isto acontece quando Obama se viu forçado a demitir o comandante chefe norte-americano no Afeganistão na seqüência de uma entrevista na qual o general McChrystal – aliás, um criminoso de guerra (vide artigo de John Catalinotto em odiario.info, 12.7.2010) – criticou duramente o presidente e esboçou um panorama desastroso da política da Casa Branca na região.

Entre a farsa e a tragédia

Diariamente, a grande mídia norte-americana repete que a crise foi praticamente superada nos EUA graças às medidas tomadas pela administração Obama. É outra grande mentira. A taxa de desemprego mantém-se inalterada e a situação de dezenas de milhões de famílias é crítica.

É suficiente ler os artigos sobre o tema de Prêmios Nobel da Economia (aliás, empenhados na salvação do capitalismo), como Joseph Stiglitz e Paul Krugman, por exemplo, para se compreender que a situação, longe de melhorar, pode eventualmente agravar-se. Não é a taxa do PIB que lhe define o rumo, porque a crise, global, é do sistema e não apenas financeira.

Os discursos do presidente contribuem para confundir os cidadãos em vez de esclarecê-los. Persistem contradições entre a Casa Branca e a finança. Mas elas resultam de os senhores de Wall Street e os chairman das grandes transnacionais considerarem insuficientes as medidas da administração que os beneficiaram. Pretendem voltar a ter as mãos totalmente livres.

A retórica presidencial não pode esconder que a estratégia de Obama visou no fundamental salvar e não punir os responsáveis por uma crise que adquiriu rapidamente proporções mundiais.

As empresas acumulam novamente lucros fabulosos enquanto os trabalhadores apertam o cinto. A desigualdade social aumenta e os banqueiros, driblando decisões do Congresso, continuam a atribuir-se prêmios principescos.

O grande capital resiste, aliás, com o apoio firme do Partido Republicano, a todas as medidas de caráter social, na maioria tímidas – como a reforma do sistema de saúde – que a administração adota (ver artigo de John Bellamy Forster, odiario.info, 13.7.2º10).

É cada vez mais transparente que estamos perante uma crise do capitalismo, sem solução previsível, embora a esmagadora maioria da humanidade não tenha tomado consciência dessa realidade.

A tentação de ampliar a escalada militar na Ásia como saída “salvadora” é muito forte, mas no próprio Pentágono generais influentes temem as conseqüências de um ataque ao Irã. A invasão terrestre está excluída e o bombardeio com armas convencionais de alvos estratégicos não produziria outro efeito que não fosse uma gigantesca onda de antiamericanisno no mundo muçulmano.

O recurso a armas nucleares táticas é a opção de uma minoria. Essa hipótese tem sido admitida por destacadas personalidades internacionais, mas não se me afigura que possa concretizar-se.

Não obstante a vassalagem dos governos da União Européia e do Japão, os povos condenariam massivamente uma repetição do genocídio de Hiroshima. Seria o prólogo de uma tragédia cujo desfecho poderia ser a extinção da humanidade.

Retomo assim a afirmação do início, tema desta reflexão. A mentira na História dificulta extraordinariamente a compreensão da crise de civilização que o homem enfrenta.


http://www.waltersorrentino.com.br/2010/07/23/agora-chegou-a-vez-do-ira/#more-2850

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tambores de guerra.



Estamos às voltas com três conflitos que podem desencadear guerras iguais ou maiores às que já existem, como a do Iraque e do Afeganistão. São eles: a Coréia do Norte, o Irã e a Venezuela. E quais as causas do conflito? Apenas uma: o imperialismo dos EUA!

Há tempos venho tentando demonstrar que os EUA são o principal fator de instabilidade no mundo contemporâneo. É o principal causador de conflitos armados e para atingir seus objetivos guerreiros se utiliza de uma poderosa máquina de propaganda - leia-se: a grande imprensa - e de governos títeres, como os da Colômbia, da Coréia do Sul e do Iraque.

Alguém nomeou os EUA como xerife do mundo, como os responsáveis para levar "democracia", "liberdade de expressão" (?) e capitalismo para os países bárbaros carentes de civilização. É a reedição da "pax romana":"paz para os mortos e subserviência aos vivos". Esse é o imperialismo ianque: bombas por cima e coca-cola, Michael Jackson, hambúrgueres e automóveis por baixo.

Os interesses no Irã são a reconquista das reservas petrolíferas (as maiores do mundo) que os oligopólios norte-americanos perderam durante a "revolução islâmica" de 1979. Com essa intenção, os EUA patrocinaram, armaram e deram poderes absolutos para Saddam Husseim invadir o Irã na década de 1980 e se tornar o "ditador" que nos anos 90 já não servia mais. Agora, sem adversários, o imperialismo não depende de intermediários. Em minha opinião vai ser o primeiro conflito a ocorrer.

Já o caso com a Venezuela é similar. Dona de grandes reservas petrolíferas em águas rasas, a Venezuela passou a ser alvo do imperialismo desde que resolveu dar um destino soberano e nacional às suas riquezas. Nesse caso, os EUA utilizam o governo fantoche e narcoterrorista da Colômbia para provocar um conflito e ter a desculpa política da intervenção. O caminho preparatório já está sendo feito pela máquina de propaganda da grande imprensa fâmula dos interesses ianques. Já está tudo pronto para uma interferência do império para reestabelecer a "democracia", "a liberdade de expressão" (?) e os negócios dos oligopólios norte-americanos.

Com a Coréia do Norte o buraco é mais embaixo. Tecnicamente a guerra da Coréia ainda não acabou. Em que pese o pequeno país estar praticamente isolado e massacrado por todos os lados, sendo quase uma unanimidade (será burra?) sua caracterização como "eixo do mal", a Coréia do Norte é o pivô de um equilíbrio regional que envolve a China e o Japão. Qualquer ação de vulto na península coreana implica na reação de vários atores que não comungam imediatamente com os "donos do mundo". Embora o desejo dos EUA seja liquidar pela força o pequeno país que o desafia publicamente, está impedido por questões políticas, pelo menos por enquanto.

Podemos assistir nos próximos anos o desenrolar das ações belicosas do imperialismo norte-americano atrás da execução dos seus interesses nacionais. E o mais engraçado - para não dizer desgraçado - é que vai haver um consentimento público dessas ações criminosas de lesa-humanidade por parte da chamada "grande imprensa" ou, seria melhor dizer, da máquina de propaganda enganosa dos interesses dos oligopólios norte-americanos.

Essa é a verdadeira e única "liberdade de expressão" permitida pelo imperialismo e aceita pelos seus fâmulos. A "liberdade" de mentir, deturpar, invadir, dominar, massacrar e consentir a manutenção do statu quo imperialista. É tão pequena essa "liberdade" enlatada made in USA.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

FUNDAÇÃO DIVULGA RELATÓRIO QUE MOSTRA QUADRO COMPARATIVO ENTRE ROSEANA E FLÁVIO DINO.



A Fundação Maurício Grabois divulgou um relatório com uma análise comparativa das atuações parlamentares do deputado Flávio Dino e da governadora Roseana Sarney (na época senadora), que atuaram no mesmo período legislativo nos anos 2007 e 2008.

Segundo o quadro comparativo da Fundação Maurício Grabois, o desempenho dos dois parlamentares revela uma grande disparidade com gigantesca vantagem em todos os quesitos para o deputado do PCdoB.

Flávio Dino estreou na Câmara em 2007, quando Roseana Sarney já estava em seu quinto ano de mandato no Congresso Nacional.

Eleita pelo PFL em 2002, Roseana Sarney migrou para o PMDB, partido pelo qual chegou a líder do governo Lula, cargo que não foi suficiente para lhe projetar no cenário político nacional.

O deputado comunista maranhense foi eleito em 2006 e quando assumiu logo se destacou com um dos melhores parlamentares brasileiros, segundo avaliações de entidades como DIAP, Congresso em Foco e Arko

No estudo comparativo entre os dois políticos maranhenses que disputam o governo do Maranhão em outubro próximo, foram considerados itens essenciais da ação parlamentar como apresentação de proposições, relatorias e pronunciamentos.

No quesito pronunciamentos, foram 121 de Flávio Dino contra apenas 21 de Roseana Sarney. Quanto as proposições, Flávio Dino apresentou 250 e Roseana somente 16, ou seja, um desempenho pífio para a atual governadora (candidata a reeleição) do Estado.


Veja mais no blog do John Cutrim.



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Paul Craig Roberts: As últimas mentiras de Hillary Clinton.



A BBC noticiou, em 4 de julho, que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que a base de mísseis balísticos instalada na Polônia não era dirigida contra a Rússia. "O objetivo da base", disse, "é proteger a Polônia contra a ameaça iraniana".

Por que o Irã seria uma ameaça à Polônia? O que acontece com a credibilidade dos EUA, quando a Secretária de Estado faz essa afirmação tão estúpida? Será que Hillary pensa que não está enganando os russos? Ou que alguém, na Terra, acredita nela? Qual é a finalidade de uma mentira tão evidente? Encobrir um ato de agressão americano contra a Rússia?

Sem perder o fôlego, Hillary advertiu que há um "torno de aço" de repressão, esmagamento da democracia e das liberdades civis ao redor do mundo. Os jornalistas americanos podem se perguntar se ela se referia ao próprio país. Glenn Greenwald contou, na edição do Quatro de Julho da "Salon", que a Guarda Costeira, que não tem poder legislativo, emitiu uma regra determinando que os jornalistas que se aproximem a menos de 65 pés das operações de limpeza no Golfo do México realizadas pela BP, sem autorização, serão punidos com uma multa de 40 mil dólares e prisão de 1 a 5 anos.

O "New York Times" e vários outros jornalistas relatam que a BP, a Guarda Costeira, o Departamento de Segurança Doméstica (Homeland Security) e as polícias locais estão proibindo os jornalistas de fotografar os danos maciços resultantes do fluxo contínuo de óleo e produtos químicos tóxicos para o Golfo.

Em 5 de julho, Hillary Clinton esteve em Tbilisi, Geórgia, onde, segundo o Washington Post, acusou a Rússia da "invasão e ocupação" da Geórgia. Qual é o sentido dessa mentira? Até mesmo os governos-fantoches americanos da Europa emitiram relatórios em que documentam que a Geórgia iniciou a guerra com a Rússia, e que rapidamente a perdeu, por invadir a Ossétia do Sul, em um esforço para destruir os separatistas.

Parece que o resto do mundo e o Conselho de Segurança da ONU deram passe livre para as mentiras sem fim, abrindo de vez a porta para Washington atingir o seu objetivo de hegemonia mundial. Como isto pode ser benéfico ao Conselho de Segurança e ao mundo? O que se passa aqui?

Depois que o presidente Clinton deturpou o conflito entre a Sérvia e os albaneses do Kosovo, enganando a Otan e levando-a à agressão militar contra a Sérvia; e depois que o presidente Bush, o vice-presidente Cheney, o secretário de Estado, o conselheiro de segurança nacional e quase todos os membros do regime de Bush enganaram o ONU e o mundo sobre as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, conseguindo ardilosamente invadir o Iraque, por que o Conselho de Segurança da ONU cai na conversa de Obama de que o Irã tem um programa de armas nucleares?

Em 2009, todas as dezesseis agências de inteligência dos EUA emitiram um relatório unânime, informando que o Irã abandonou seu programa de armas em 2003. O Conselho de Segurança ignora este relatório?

Os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica em território iraniano têm consistentemente relataram que não há desvio de urânio do programa de energia. O Conselho também ignora os relatórios da AIEA?

Se não ignora, por que o Conselho de Segurança da ONU aprova sanções contra o Irã por este dar cumprimento ao seu direito, assegurado no Tratado de Não-Proliferação Nuclear, de ter um programa de energia nuclear? As sanções da ONU são injustas. Elas violam os direitos do Irã como um dos signatários do Tratado. É este o "torno de aço" de que Hillary falou?

Assim que Washington obteve as sanções do Conselho de Segurança, o governo Obama acrescentou unilateralmente sanções ainda mais severas. Obama está usando as sanções da ONU como um veículo para adicionar ainda mais sanções. Talvez seja este o "torno de aço" de opressão sobre o qual Hillary falou.

Por que o Conselho de Segurança da ONU deu luz verde ao regime de Obama para iniciar mais uma guerra no Oriente Médio?

Por que a Rússia se colocou de lado? Por insistência de Washington, o governo russo ainda não entregou o sistema de defesa aérea adquirido pelo Irã. A Rússia vê o Irã como uma ameaça maior a si própria do que os EUA, que cercam a Rússia com mísseis e bases militares e financiam "revoluções coloridas" em antigas partes constituintes dos impérios russo e soviético?

Por que a China se colocou de lado? O crescimento da economia da China depende de recursos energéticos. A China tem grandes investimentos em energia no Irã. Os EUA têm, como política para conter a China, negar-lhe o acesso à energia. A China é o banqueiro dos Estados Unidos. A China pode destruir o dólar dos EUA em poucos minutos.

Talvez a Rússia e a China tenham decidido deixar os americanos irem cada vez mais longe, até que se autodestruam.

Por outro lado, talvez todos estejam calculando mal e preparando mais morte e destruição do que se imagina

Tal como no Golfo do México.


Por Paul Craig Roberts, no site global Research


Comentário do blog:

A imprensa dos EUA é cheia de jornalistas coerentes mas que não conseguem furar o "círculo de fogo" da "democracia midiática" dos poderosos oligopólios da comunicação daquele país.

A ditadura dos EUA é mais sofisticada: só dois partidos iguais se revezam no poder e cujo líderes são eleitos de forma indireta; só há comunicação através de poderosos grupos midiáticos; sempre utilizaram a força para impor suas vontades, são os maiores responsáveis por golpes de estado e ditaduras no mundo; mentem, inventam e passam por verdades suas invenções, tudo em nome da "democracia liberal"; são os maiores fatores de instabilidade e guerras no mundo contamporâneo; ninguém diz, mais foram os únicos que utilizaram "armas de destruição em massa": a bomba atômica no Japão; dominam, pelo mercado e pelo dinheiro, a cultura, sendo o maior exportador do "lixo pop", verdadeira conquista das almas para o american way of life; transformaram sua moeda nacional em moeda de troca das transações internacionais, deixando as economias dos outros países dependentes da sua taxa de juros e de seu endividamento externo e interno...

Em suma: isso é o que sinteticamente chamamos de imperialismo. Para muitos o mandonismo dos EUA é "natural". Para mim, não há nada de "natural" no imperialismo, apenas a aceitação de uma condição de subserviência material e espiritual a grande nação do norte. Por isso é também uma opção histórica e social lutar contra o "rei" e seu "império" de apologetas!

Quem quiser que universalize os conceitos enlatados de "democracia", "liberdade" e "cultura" made in USA. Eu os rejeito conceitualmente e politicamente. Deixo a unanimidade burra da imprensa burguesa e seus valores na lata de lixo da história.

Em que pese seus poderes gigantescos, basta uma ou duas verdades, ditas por qualquer um, e logo tudo se abala, tudo se destrói... O imperialismo grita e fala muito, mas seu conteúdo é frágil e não resiste há uma análise mais racional.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

MARANHÃO TEM CINCO ENTRE AS 20 PIORES ESCOLAS DO PAÍS.

www.itevaldo.com

Os dados do Enem 2009 apontam que o Maranhão é o estado com o maior número de escolas entre as 20 piores do Brasil. Cinco colégios estaduais figuram na lista dos piores.


Entre as escolas com as piores médias duas são na capital e três no interior maranhense. São elas: Centro de Ensino Vicente Maia, São Luís (3ª pior); Centro de Ensino Profª Juvenilia Soares Sousa, Buriticupu (4ª pior); Centro de Ensino Cristino Pimenta – Anexo II, Bacuri (9ª pior); Centro de Ensino Livino de Sousa Resende – Anexo, Itaipava do Grajaú (12ª pior); e Centro de Ensino Bernardo Coelho de Almeida, São Luís (18ª pior). Entre as 20 melhores escolas do país, o Maranhão não aparece.


Enquanto o Maranhão figura com destaque entre os piores do país, segundo o Enem 2009, o jornalista Décio Sá revela em seu blog que o secretário de estado da Educação, Anselmo Raposo assinou uma dispensa de licitação
no valor de R$ 17,3 milhões com “uma tal Imecap (Instituto Maranhense de Educação Continuada e Planejamento)”. (leia aqui)


A primeira parcela no valor de R$ 8,5 milhões foi paga há duas semanas segundo Décio Sá. Essa dinheirama toda é para os “serviços voltados à execução do Programa de Modernização da Gestão do Sistema Educacional de Ensino Público do Estado do Maranhão”, durante cinco meses.


Com os resultados do Enem 2009, não duvide de que o contrato de R$ 17, 3 milhões com Imecap venha a ser aditivado.



domingo, 18 de julho de 2010

Fidel reaparece e incomoda muita gente!



Como um velho mestre de barbas longas e brancas, Fidel Castro reapareceu para dizer duas verdades para o mundo contemporâneo: que "os EUA vão atacar o Irã" e que o episódio do vazamento de petróleo no Golfo do México "é o maior desastre ambiental de todos os tempos".

Óbvio? Pero no mucho caro leitor!

O caldeirão do Iraque ainda não esfriou e a máquina de propaganda imperialista - também chamada de imprensa internacional - já constrói o cenário de "guerra preventiva" contra o Irã. Não se preocupam em renovar os argumentos. O que ontem eram "armas de destruição em massa" (que nunca foram encontradas) hoje são "armas nucleares"!

Parte do petróleo que os EUA vão surrupiar com sangue, suor e lágrimas no Iraque, foi simplesmente despejado na biodiversidade marinha do Golfo do México e Caribe. Pura irresponsabilidade! Corte de gastos, suborno, demissão de pessoal entra na conta da British Petroleum... A mesma que foi posta para correr do Irã durante a revolução islâmica liderada por Khomeini.

Parecem coisas distintas, mas não são.

O simples reaparecimento do velhinho e as duras palavras contra o statu quo vigente, foram suficientes para os fâmulos do imperialismo e lacaios de toda ordem retorcerem-se feito vermes de porão expostos à luz do sol. Os cretinos não admitem serem desnudados pelo velhinho de barbas brancas.

É impressionante como Fidel Castro fala e os reacionários curvam a fronte e escutam-lhe a voz.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A farsa e a tragédia de José Serra.



Em "O 18 Brumário de Luis Bonaparte" Karl Marx disse, citando Hegel, que todos os fatos e personagens da história ocorrem, por assim dizer, duas vezes, a primeira como tragédia e a segunda como farsa.

Pois bem. A farsa agora se chama José Serra querendo trazer à superfície o fantasma fascista da UDN de Carlos Lacerda. A última vez que o Brasil foi comparado a uma "república de sindicalistas" o país viu tanques nas ruas e 25 anos de ditadura militar.

A tragédia: em 1964 a "santa aliança" das elites aristocráticas apelava para os generais para que desse fim as "reformas de base" conduzidas pelo presidente João Goulart. Um dos argumentos estampados nos jornalões da época (que, não por coincidência, são os mesmos de hoje) acusavam a transformação do Brasil em uma "república de sindicalistas", numa "nova URSS" e defendiam os valores da Tradição, Família e propriedade.

O resultado foi o golpe militar, 25 anos de ditadura, corrupção, uma dívida externa de 225 bilhões de dólares, hiperinflação, estagnação econômica e a maior desigualdade entre todas as nações do mundo.

A farsa: em 2010, querendo assustar os setores médios e tradicionais do eleitorado brasileiro, José Serra, que em 64 estava do lado de Jango e contra o golpe, agora reedita a velha e surrada palavra de ordem das aristocracias reacionárias.

O que quer Serra? Outro golpe militar? Uma passeata da TFP, tendo Geraldo Alckmin e a opus dei na vanguarda? Pretende assustar os eleitores? Quer reunir em torno dele essa massa acrítica que vive dos preconceitos que caem das mesas da grande aristocracia nacional e internacional?

Seja o que for que Serra queira ele não vai conseguir. Primeiro porque ele não está sendo original, essas palavras, exatamente como ele proferiu, já foram ditas em outros tempos por outros atores. Segundo porque com essa atitude Serra mostra que está perdido, sem discurso, sem programa, desesperado, não passando de uma farsa da história.

O PT pode ter seus erros e equívocos, mas nem um se compara ao odor que exala dos subterrâneos da política brasileira, causados pelo chafurdo das decadentes aristocracias da direita e de seus fâmulos de quinta e sexta ordens.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Militantes petistas divulgam documento de repúdio à retirada de cartazes do comitê Dilma/Flávio Dino.




Petistas que apóiam Flávio Dino para o governo do Maranhão divulgaram uma carta de repúdio à retirada dos cartazes do comitê Dilma Presidente/ Flávio Dino governador, inaugurado ontem na sede do Diretório Estadual do PT, na Rua do Ribeirão.

Segundo contou o Secretário do PT, Sílvio Bembem, o ex-vereador Kleber Gomes e Mundico Teixeira retiraram os cartazes com fotos de Dilma, Lula e Flávio Dino, afirmando que irão substituí-los por cartazes de apoio a Roseana Sarney, candidata do PMDB e que conseguiu, mediante intervenção do Diretório Nacional, o apoio do PT. Os petistas que o apóiam o PCdoB argumentam que conseguiram junto à Direção Nacional o direito de apoiar o candidato majoritário de sua escolha.

O Secretário do PT Sílvio Bembem classificou a atitude como ato de desespero. “Conseguimos repercussão da inauguração do comitê, a candidatura do Flávio Dino segue crescendo cada vez mais, e isso incomoda”, disse.

“Primeiro veio um homem tirando uma foto e dizendo que era do Jornal Pequeno. Depois chegaram o Kleber, o Ricardo e o Mundico e disseram que aquilo não podia e me disseram para tirar os cartazes”, contou Irene Silva, que estava no PT na hora em que o material foi retirado das paredes. Como Irene se recusou, Kleber Gomes e Mundico Teixeira retiraram eles próprios as faixas.

Atividades

Os petistas criticaram a atitude e disseram que ela é reflexo do autoritarismo da candidata do PMDB. “Uma candidata milionária, que tomou um governo que não conquistou pelo voto e levou a nossa estrela também de forma autoritária. Agora querem tirar o espaço que temos para nos reunir. Não já é o bastante? Isso nos entristece”, desabafou Sílvio Bembem.

Os petistas garantem ainda que, desde a intervenção nacional da legenda no Maranhão, nenhuma atividade Pró-Roseana foi realizada no local, que é ocupado principalmente pelos militantes. Entretanto, diversas atividades de apoio ao candidato do PCdoB foram realizadas no local durante a pré-campanha, sem que houvesse queixas por parte das outras tendências do partido.

Apesar do ocorrido, os petistas garantem que vão manter o apoio a Flávio Dino. “Mais de 70% do PT está do nosso lado. Nas atividades de campanha do Flávio Dino a nossa presença tem sido notória. Vamos continuar fazendo parte dessa campanha,” garantiu ele, que também conclamou o povo a dar a resposta final sobre o ato. Vamos sair às ruas com as bandeiras da Dilma e do Flávio Dino, e dar a resposta em outubro,“ conclamou.


ATO DE DESESPERO DOS PETISTAS DE SARNEY


O ex-vereador e agora sarneysista Kleber Gomes, Ricardo (esposo da jornalista Karina Lindoso, assessora do secretário de educação sarneysista Anselmo Raposo) e Mundico Teixeira, secretário de finanças de Sarney no PT/MA, cometeram hoje um ato de vandalismo, rasgando os cartazes de Dilma/ Flávio da sede do PT/MA.


Toda ira dos petistas do Sarney foi devido à inauguração do comitê Dilma /Flávio, nesta terça-feira na sede do partido, localizado na Rua do Ribeirão–centro, local que eles há muito tempo trocaram pelo escritório do sarneysista Washington Luiz no Monte Castelo.


“Puro desespero” é como resumiu Márcio Jardim, membro da Executiva Estadual do PT/MA.



Enviado por e-mail.


Veja mais detalhes nos blogues do Ed Wilson e do Franklin Douglas:

http://blogdoedwilson.blogspot.com/2010/07/operacao-rasga-cartaz-no-pt.html

http://ecosdaslutas.blogspot.com/

terça-feira, 13 de julho de 2010

Longa é a arte, tão breve a vida!



O povo brasileiro acaba de perder um dos seus mais farristas e sonoros filhos: Paulo Moura!

Minha relação com suas músicas são antigas. Seus acordes lançam luz às mais distantes memórias da minha infância e a despreocupada adolescência. Boas lembranças embaladas por suas sonoridades. Sempre fiquei impressionado como suas interpretações eram carregadas de sentimento e conceito, razão e emoção. Transformar a alma do povo em acordes é algo para poucos.

Admirado por músicos de várias gerações, Paulo Moura universalizou o samba, a gafieira e o chorinho. Quando digo que ele universalizou esses gêneros nacionais, o fez de maneira altiva, isto é, sem a transferência formal de ritmos exógenos. Universalizou por dentro, pelo conteúdo, elevando ao mais alto patamar da complexidade e da harmonia musical, as sonoridades do nosso próprio povo.

Ao contrário desse universalismo formal, pequeno e mesquinho da indústria cultural - que apenas repete o que é feito fora -, numa fusão confusa de ritmos e sonoridades impostas, desprendidas de toda substância histórica e social, Paulo Moura provou que a matéria prima do belo artístico é o povo e sua alma. E é a partir dessa fonte inesgotável de vida que os sons brotam e encantam.

Paulo Moura deixa a vida para ser imortalizado pela sua arte.

domingo, 11 de julho de 2010

Viva o Barroco!



Soneto


Nasce o sol, e não dura mais que um dia,

Depois da luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?

Se formosa a luz é, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol, e na luz, falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.


Gregório de Matos e Guerra


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Profecia...



"A candidatura de Flavio Dino, na qual eu não punha fé antes, é a maior manobra política realizada no Maranhão nos últimos anos. Ela coroará o sepultamento de todas as lideranças de oposição aos Sarney e legitimará Flávio como o único grande líder, o que certamente, mais cedo ou mais tarde – basta rever a história política de nosso estado – acabará fazendo com que ele galgue o Palácio dos Leões, dessa maneira, sem coadjuvantes. Fará isso graças à inexistência de opositores a sua altura na disputa, nem no grupo Sarney, nem no grupo contra Sarney, pois todos estarão mortos, física, moral ou politicamente." (grifo nosso).

A profecia acima citada foi feita por nada mais nada menos que o analista-mor do grupo Sarney Joaquim Haickel.

O que é interessante é que ele reconhece a decadência "moral e política" tanto do sarneísmo quanto do anti-sarneísmo. Acho que dessa vez o Haickel acertou.

Veja mais em:

http://colunas.imirante.com/marcosdeca/2010/03/26/joaquim-haickel-vai-direto-ao-ponto-sobre-alianca-ptpmdb-governo-roseana-e-flavio-dino/

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Flávio Dino inicia campanha no interior do estado.



A partir desta sexta-feira, 9 de julho, o candidato ao governo do Maranhão, Flávio Dino, inicia a sua campanha nos municípios do interior do estado. Ele estará acompanhado da candidata a vice-governadora, Miosótis, e dos candidatos ao Senado, José Reinaldo Tavares e Adonilson Lima. Na sexta-feira e no sábado, Flávio Dino deverá percorrer a região tocantina e o Vale do Pindaré, passando pelas cidades de Imperatriz, Açailândia, Santa Inês, Santa Luzia e Lago da Pedra.

Segundo Flávio Dino, o objetivo das visitas é ouvir as reivindicações e intensificar a campanha pela renovação da política do Maranhão. “Vamos intensificar cada vez mais essa caminhada vitoriosa”, disse Flávio Dino.

A programação inicia com caminhadas em Açailândia e em Imperatriz. Flávio Dino explicou que a escolha pela região tocantina para começar a campanha fora da capital foi tanto por razões pessoais quanto políticas. “Tenho ligações muito fortes com a região. Meu pai é de João Lisboa, foi prefeito de lá e ainda mora lá”, contou.

Flávio Dino também disse que reconhece a importância da região como pólo econômico e político do estado. “É uma região que tem a marca do progresso e do desenvolvimento, e se tornou uma referência regional não só para o Maranhão”, lembrou. O destaque da coligação “Muda Maranhão” para a região tocantina também aparece na escolha de um dos candidatos ao Senado: o professor Adonilson Lima (PCdoB), que mora em Imperatriz há dez anos.

Vale do Pindaré

De Imperatriz, Flávio Dino e sua caravana seguem para Santa Inês, cidade localizada às margens da BR-222 e que cresceu principalmente por causa do comércio. Daí o fato de a Rua do Comércio, na cidade, ter sido a escolhida para a caminhada do candidato. “A nossa visita a Santa Inês tem também o objetivo de confirmar o nosso compromisso com os maranhenses, de desenvolver as cidades de acordo com a vocação delas, com o que elas precisam”, explicou.

Santa Luzia e Lago da Pedra são as paradas seguintes no itinerário de Flávio Dino. Em Santa Luzia, ele deverá participar da Festa da Abóbora no povoado Faísa, na zona rural da cidade; em Lago da Pedra, de uma vaquejada. “Santa Luzia é uma região de muita luta camponesa e sindical, que são as minhas escolas de política e de direito”, lembrou Flávio Dino, que antes de ser juiz e deputado foi advogado sindical.


ASSESSORIA DE IMPRENSA