domingo, 13 de junho de 2010

Flávio Dino: "forçar apoio do PT é demonstração de fraqueza".



Preterida pela Direção Nacional do PT, a candidatura de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão será mantida, e com a ajuda dos petistas maranhenses, em sua maioria descontentes com a decisão nacional de apoiar a candidatura da peemedebista Roseana Sarney.
A afirmação, feita por Dino em entrevista ao R7, vem acompanhada da ameaça de consequências para a aliança histórica entre PT e PCdoB. Ele acusa a cúpula petista de analisar superficialmente sua candidatura e nega que sua derrota fortaleça a família Sarney:

- O que aconteceu hoje não é uma demonstração de força, mas de decadência.

Leia, abaixo, a entrevista completa:

R7 - O que o senhor achou da decisão do PT de apoiar Roseana Sarney ao invés do senhor?

Flávio Dino - Ela é lamentável, porque não há motivo político que a justifique. As resoluções do Congresso Nacional o PT determinavam que as alianças nos Estados fossem feitas em favor de Dilma, e foi isso que o PT do Maranhão fez. A lei também diz que, para que haja uma decisão como foi tomada hoje, era preciso uma motivação, e ela não existe. Lamento esse equívoco político e jurídico do PT.

R7 - Mas a aliança nacional com o PMDB não justifica a opção petista?

Dino - Primeiro, há uma tática questionável do PT em priorizar a aliança com o PMDB em detrimento de outros partidos e outros aliados, e isso traz consequências. Depois, é evidente que uma decisão estranha como esta cause indignação na militância do PCdoB. Nós somos aliados fiéis e leais a este projeto político não apenas nos tempos da alta popularidade do presidente Lula, mas desde as derrotas de 89, 94 e 98. Infelizmente nada disso foi levado em conta por esta decisão.

R7 - O senhor acha que a decisão de hoje já havia sido tomada antes da reunião?

Dino - Aparentemente sim. Eu não estive presente, mas as narrativas que recebi de dirigentes do PT foi que sequer houve um debate aprofundado porque eu tenho convicção, como uma pessoa racional e que acredita no projeto político que o PT lidera, que os argumentos são irreais.

R7 - A família Sarney sai fortalecida hoje?

Dino - O que aconteceu hoje não é uma demonstração de força, mas de decadência. Em 2006 foi feita essa mesma aliança PT, PSB , PCdoB, e Roseana foi candidata e não teve medo disso. Agora havia um pânico. Eles próprios estão revelando o que são: um grupo decadente e que será superado pela vontade do povo do Maranhão.

R7 - O senhor vai apoiar a candidatura de Dilma Rousseff?

Dino - Olha, o meu voto pessoal é da ministra Dilma.

R7 - Mesmo sem o PT na coligação, o PCdoB vai lançá-lo candidato ao governo?

Dino - O PCdoB tem a convicção da candidatura, além do apoio do PSB, de 80% dos petistas e dos militantes dos movimentos sociais. Eu vou ter a mesma firmeza de sair em campanha. Vamos chamar os companheiros do PT para que também se formalize um movimento porque minha candidatura é pensamento majoritário no partido. Existe no Maranhão uma fração minoritária que, infelizmente, recebeu hoje o apoio da Direção Nacional, mas que não representa a vontade dos petistas. Há uma foto na internet da governadora Roseana com uma camisa do PT. Ela pode usar a camisa, mas os militantes e as pessoas que vestem a camisa estão conosco.

R7 - Então quando será a convenção?

Dino - Ela será mantida no dia 26 de junho.

Fonte: Portal R7

4 comentários:

  1. Tornou-se evidente a crise do ofício político tradicional no Maranhão.
    Alguns blogs reiteradamente vêm reforçando a necessidade de debate sobre o tema, e que gostaria de tecer alguns comentários.
    Vejo que durante os últimos meses tem se acentuado o aparecimento de textos que revelam com vigor o tema da crise do ofício político tradicional no Maranhão, o qual o grupo Roseana no Estado e o grupo de João Castelo em São Luís são a perfeita representação deste fenômeno, pois ambos materializam o que alguns autores têm diferido entre conceitos para abordar os fenômenos das transformações da política, basta notar Richard Sennet e o seu declínio do homem público, a crise do ofício político mencionada por Daniel Inerarity, a transfiguração do político Michel Maffesoli para o trato da forma do político na atual contemporaneidade e a perspectiva espacial elaborado na monumental obra Império de autoria de Toni Negri e Michal Hardt no trato de repercussões internacionais mais amplas das transformações na política, além das revelações da crise da representação política mencionada por alguns autores brasileiros Marta Arretche e Marco Aurélio Nogueira quando dos escândalos do Senado que se alastraram pelo país e que vem de longa data.
    Nesses termos, é certo que a turma constituída por José Sarney, João Castelo, Roseana entre outros são os sujeitos que melhor representam essa crise do ofício político no Maranhão, pois revelam a impossibilidade dos mesmos em saber lidar com novas e diferentes exigências da sociedade atual.
    O prazo de validade dos modos de gestão do Estado que conduzem há tempos está fora do prazo de validade, ou melhor, vencidos.
    Estes, não conseguem abordar numa nova linguagem condizente com a paisagem cultural contemporânea que se manifesta no Maranhão, continuam no limbo da inoperância, da farsa publicitária, pregando um “falso governo novo” que o avanço da comunicação não permite ludibriar com tanta facilidade. Afinal vivemos a era a informação, visto que as mídias livres (blogs) a socializaram.
    Pior, tentam a todo custo impedir o movimento incontrolável de constituição de uma nova cultura política que em paralelo aos seus mandos e desmandos acabou sendo constituída ao longo dos últimos anos, que nesse momento emerge com vigor nunca antes visto, numa realidade incontrolável e irreversível.
    Entretanto, esse fenômeno também deve se alastrar para os parlamentos, para que a crise de representação política também possa ser superada em longo prazo nessas casas.
    Nesses termos, a candidatura Flávio Dino e de seu grupo podem lançar à frente essa empreitada e com isso, fazer com que as transformações da política se consolidem no nosso Estado, no sentido de fazer com que o ofício tradicional da política materializado pelas figuras de José Sarney, João Castelo, Roseana, Edison Lobão e outros, sejam gradativamente substituídos por um novo futuro.
    Nós somos os senhores de nossos destinos.
    Nós somos os capitães de nossas almas.
    Nós somos os donos de nossos votos.
    Flávio Dino Governador.
    Ricardo André
    Mestre em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto-Portugal
    Membro do Partido Comunista do Brasil
    Diretório Municipal de São Luís-Ma.

    ResponderExcluir
  2. Imaginem uma festa em que um estranho força a barra para entrar e que é queimado com todos os demais participantes da festa pela sua péssima ética comportamental entre os mesmos (canalhices)?
    Pois bem, foi nisto a que se meteu a vice, agora vai ter que
    segurar a sua onda, suas frescuras, seus faniquitos, porque na festa para a qual ela teve o convite comprado pelo pai, as pessas não irão recebê-la, não irão brindar com a mesma, não irão recepcioná-la, vai ficar como uma estranha no ninho vazio.
    Agora ela vai ter que segurar a onda, porque a militância e a população incorporou a revolta, cujo os frutos serão difícieis de controlar, uma revolta popular sem
    precedentes pode gerar um desastre para quem a provocou, como quem mexe numa colméia de abelhas africanas.
    A vice comprou um presente de grego para si mesma, porque em todo o Maranhão cresce a aversão a mesma, a repulsa.
    Em todo o país militantes do PT e PCdoB levantam a voz contrários ao medo e a fraqueza da VICE em pedir apoio ao PT na tentativa de demonstrar aproximação aos movimentos sociais que sempre repudiou, que sempre teve aversão.
    O povo não quer a VICE na festa vermelha que se instala em todo o cenário maranhense.
    Parafraseando Nelson Mandela, é preciso dizer em bom e alto tom.
    Nós somos os senhores de nossos destinos.
    Nós somos os capitães de nossas almas.
    Nós somos os donos de nossos votos.
    Flávio Dino Governador do Maranhão JÁ!
    Ricardo André
    Membro do Partido Comunista do Brasil
    Mestre em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto-Portugal.

    ResponderExcluir
  3. Não há como não se indignar, deixei minha radicalidade falar mais alto aqui.
    Desculpem os mais calmos.
    Está na hora de retorno às lutas socias que marcaram a história política desse país, uma delas a greve geral dos trabalhadores em todos os setores ligados às forças progressistas desse Estado.
    À juventude sugiro envolver as diversas associações estudantis do Estado, no sentido de parar e movimentar uma ampla gama de forças populares numa mobilização maciça para demonstrar ao grande eleitorado que apenas a legenda foi comprada pela chantagem da votação do PRÉ-SAL, do aumento de salário dos aposentados para desestabilizar a governabilidade do Presidente Lula, que sob chantagem cobriu de medo a direção nacional.
    Faz sentido também mobilizar os sindicatos, nos vestir de preto e sepultar esses sujeitos reunidos na turma da oligarquia, o que se inclui os fascínoras do PT maranhense Washington, Monteiro e Comerciário.
    Nunca na história desse país observamos tamanho golpe.
    É hora de reagir duramente para não sermos enterrados vivos.
    Se não nadar-mos todos juntos, morreremos afogados todos juntos.
    Agradeço a Deus pela minha alma indomável, mesmo sob sombras tenebrosas do medo e da tirania.
    Eu sou o senhor de meu destino.
    Eu sou o capitão de minha alma.
    Meu voto é de Flávio Dino, o novo Governador de nosso Estado.
    Ricardo André
    Membro do Partido Comunista do Brasil
    Diretório Municipal de São Luís.

    ResponderExcluir
  4. Obrigado pela participação Ricardo André.

    ResponderExcluir

Seu comentário será publicado após moderação.