segunda-feira, 28 de junho de 2010

CONVENÇÃO DO PC DO B.




CONVENÇÃO PCdoB

Data: 30 de junho de 2010

Local: Assembléia Legislativa

Horário: 16h.


Todos estão convidados.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A comida vai cair do céu.


*Aldo Rebelo

Sob o auto-explicativo título de “Farms here, Forests there” (Fazendas aqui, Florestas lá), foi publicado nos Estados Unidos, em maio de 2010, estudo patrocinado pela Associação Nacional de Fazendeiros (National Farmers Union) e pela organização não governamental Avoided Deforestation Partners, “Parceiros contra o Desmatamento”, em tradução livre.

A autora principal do relatório é Shari Friedman, ex-funcionária do governo Clinton, quando trabalhou na Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protetion Agency – EPA), analisando políticas domésticas de mudanças climáticas e competitividade internacional. Também fez parte da equipe norte-americana de negociações para o Protocolo de Kyoto, que os Estados Unidos negaram-se a assinar.

O tema do relatório é a perda de competitividade da agroindústria norte-americana frente aos países tropicais, principalmente o Brasil. A tese principal do estudo é que a única forma de conter essa perda de competitividade é reduzir o aumento da oferta mundial de produtos agropecuários, restringindo a expansão da área agrícola nos países tropicais, por meio da promoção de políticas ambientais internacionais mais duras.

Segundo o relatório, “a destruição das florestas tropicais pela produção de madeira, produtos agrícolas e gado tem levado a uma dramática expansão da produção de commodities que competem diretamente com a produção americana”. Desse modo, “a agricultura e as indústrias de produtos florestais dos Estados Unidos podem beneficiar-se financeiramente da conservação das florestas tropicais por meio de políticas climáticas”.

O estudo avalia que “acabar com o desmatamento por meio de incentivos nos Estados Unidos e da ação internacional sobre o clima pode aumentar a renda agrícola americana de US$ 190 a US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030”. Este aumento incluiria benefícios diretos de US$ 141 bilhões, decorrentes do aumento da produção de soja, carne, madeira e substitutos de óleo de palma e economias indiretas de US$ 49 bilhões em razão do menor custo da energia e de fertilizantes, pela redução das medidas compensatórias associadas à diminuição das florestas tropicais, ou seja, na medida em que os países tropicais poluírem e desmatarem menos, eles poderiam poluir e desmatar mais, sem ter que pagar por isso comprando créditos de carbono e outras medidas mitigadoras.

A candura com que eles tratam do tema é comovedora. O estudo revela que na cabeça deles não passamos mesmo de um fundo de quintal que precisa ser preservado para que eles possam destruir o resto do mundo com a consciência tranquila e, principalmente, com o bolso cheio.

Houve um tempo em que a divisão internacional do trabalho imposta pelos países ricos reservava para eles a produção de bens manufaturados e aos países pobres o fornecimento de bens agrícolas e matérias-primas. Hoje, vai se estabelecendo uma nova divisão: os Estados Unidos e a Europa transformaram-se em economias de serviço e grandes produtores e exportadores agrícolas, enquanto a produção industrial se deslocou para a Ásia.

Nesse novo esquema, países como o Brasil deveriam, na opinião deles, cumprir um novo papel: tornar-se uma espécie de “Área de Preservação Permanente Global”. Com isso se resolveriam dois problemas: o comercial, pois sua produção agrícola ineficiente se viabilizaria pela redução da oferta e pelo aumento dos preços internacionais; o outro ambiental, porque garantiríamos a compensação necessária para que eles continuem a manter seu atual padrão de consumo que exige a exploração dos recursos naturais globais acima da capacidade que a natureza tem de repô-los.

Tudo isso funcionaria muito bem, não fosse o fato de sermos um país de mais de 190 milhões de habitantes que precisam satisfazer as mesmas necessidades básicas que os americanos e europeus e que têm as mesmas aspirações de progresso material e espiritual, cada vez mais parecidas e universais no mundo globalizado.

Faz sentido, portanto, a defesa “desinteressada” que eles fazem dos chamados “povos da floresta”. Além de sua expressão quantitativa reduzida, esses brasileiros têm um padrão de consumo que não compete com eles no uso dos recursos naturais e torna perfeitamente viável o esquema de “fazendas lá e florestas aqui”.

Só não dizem o que fazer com os 190 milhões de nossa população que não vivem nas florestas e precisam produzir comida e outros bens para ter um padrão de vida digno. Para esses eles têm a solução que já aplicam na África, depois de arruinarem a produção local de algodão, milho, tomate e outros alimentos com os subsídios milionários que dão aos seus próprios fazendeiros: a chamada “ajuda humanitária”.

A continuar nesse ritmo, ao invés de comprar comida nos supermercados vamos acabar tendo que esperá-la cair do céu em fardos distribuídos pela Força Aérea Americana, pela Cruz Vermelha e pelo Greenpeace.

*Deputado Federal (PCdoB-SP), jornalista, escritor e relator do Código Florestal. Presidiu a Câmara dos Deputados 2005/2007 e foi ministro de Relações Institucionais do governo Lula.

Código Florestal, brasilidade e soberania nacional .

Por Ronaldo Carmona


O parecer de Aldo Rebelo sobre o Código Florestal enfrenta temas agudos para a nação brasileira. Ao discutir o contexto em que se dá o debate, ajuda a enxergar para muito além de aspectos específicos do diploma legal a ser revisto. A leitura do parecer, pois, é indispensável para se compreender algumas das questões essenciais a dirimir, se quisermos, coletivamente, efetivar um projeto nacional.


Primeiro ao enfrentar, no plano conceitual, duas questões de enorme relevância. A primeira diz respeito à relação íntima entre agricultura e formação social brasileira, entre o campo e a brasilidade – tema tão bem explorado, originalmente, na maior obra da sociologia brasileira, Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre.

A segunda questão conceitual enfrentada com brilhantismo pelo texto são as idéias retrogradas de Thomas Malthus e da corrente neomauthusiana. Anacrônicas de berço, tais teses seguem influenciando numerosas parcelas da esquerda brasileira e latino-americana, sendo intensamente propagada por intelectuais e centros de estudos de países centrais. Um exemplo atualíssimo: no debate latino-americano sobre socialismo do século XXI, junto com ideias que aportam à renovação do pensamento marxista, aparecem como novas velhas ideias já desmascaradas inclusive pelo próprio Marx. Reaparecem ideias típicas das correntes utópicas do socialismo em flerte direto com teses mauthusianas. É o caso de proposições que se opõem diretamente, sem meias palavras, à centralidade do desenvolvimento no caso latino-americano – como se pudesse haver transição ao socialismo sem multiplicação da base material. Esse é um exemplo de um dos temas mais candentes para a nova luta pelo socialismo e que Aldo, sem dúvida, ajuda a enfrentar.

Quanto a temas contemporâneos, o parecer de Aldo – versando sobre o contexto e a moldura do debate sobre o Código Florestal – aponta três riscos e ameaças ao Brasil: a “guerra comercial” contra a agricultura brasileira, visando a conter a expansão de nossa fronteira agrícola; as pressões ideológicas por trás do debate sobre as mudanças climáticas, e, finalmente, as visões santuaristas sobre a Amazônia, que se opõem à sua incorporação definitiva ao território nacional – uma das grandes tarefas pendentes dos brasileiros neste início de século XXI.

A reação ao protagonismo brasileiro no cenário internacional se intensificará no próximo período. Além dos temas citados por Aldo, é longa a lista de riscos e ameaças ao Brasil. Exemplo fresco foi a enorme reação à Declaração de Teerã e todos os riscos presentes no debate sobre o Tratado de Não-Proliferação de armas nucleares (TNP), com ameaças de contenção do direito ao uso de tecnologia nuclear com fins de produção de energia pelos países em desenvolvimento.

De conjunto, são temas agudos de nossa questão nacional: como realizar as imensas potencialidades de nossa grande nação. Por isso mesmo, são temas que geram histeria na corrente cosmopolita radical, com intensa atuação na sociedade brasileira atual, com ramificações à direita e à "esquerda”. Não por acaso, está no alvo destes setores o parecer do camarada Aldo Rebelo. Que as forças vivas da nacionalidade enfrentem com determinação essa crucial luta de ideias.

http://grabois.org.br/portal/revista.int.php?id_sessao=9&id_publicacao=230&id_indice=2032

quarta-feira, 23 de junho de 2010

José Dirceu não vai atropelar o PCdoB no Maranhão.

Às vésperas da reunião do Diretório Nacional do PT no último dia 11, circulou em Brasília um comentário atribuido ao ex-ministro petista José Dirceu de que iria atropelar o PCdoB no Maranhão. Em sua crueza, ele expressava a decisão de intervir na seção maranhense do PT, para forçar o apoio a Roseana Sarney (PMDB) e não a Flávio Dino (PCdoB) para governador, como o Encontro PT-MA deliberara em abril. Agora o ex-líder petista calunia o candidato do PCdoB a governador do estado, com a pecha mentirosa de 'serrista'.

Por Bernardo Joffily

Nas entrelinhas, o comentário deixa entrever talvez também algum peso na consciência do autor. Ele confessa a natureza do gesto violento, não só contra o PCdoB e seu candidato, mas contra a maioria do PT, o PSB, os movimentos sociais, os legítimos anseios mudancistas e modernizadores que ganham força no Maranhão.

Dois a 12 contra Dirceu, em seu próprio blog...


Em público, porém, José Dirceu não mantém a mesma pudicícia. Em seu Blog do Zé (http://www.zedirceu.com.br), agora deu para acusar Flávio Dino de "serrista".

"Tanto Flávio Dino quanto o ex-governador Jackson Lago (PDT), também candidato a voltar ao Palácio dos Leões, estão ligados ao PSDB e à candidatura Serra há muito tempo", postou Dirceu, no último sábado (19).

Nesta terça, o post tinha 15 comentários: dois concordavam com o autor; e 12 discordavam. Um exemplo:

"O PT tomar uma decisão baseado em interesses nacionais pode ser questionado e até aceito, mas ouvir palavras contra Flávio Dino chega a ser desonesto. Este blog mesmo já publicou entrevista do comunista, se referindo ao mesmo como um aliado. Sr José Dirceu, defenda os interesses do PT mas não cuspa no prato que comeu. Durante a crise do mensalão o PCdoB foi um dos mais fiéis ao governo, muito petista fugiu da raia. Não sou comunista sou petista" (Xilder).

Jerry: "O palanque mais legítimo de Dilma"

Talvez inconformado com a rebelião dos leitores de seu blog, Dirceu voltou à carga na segunda-feira (21). Acusou Flávio Dino de fazer "um papelão ridículo", por buscar ampliar sua base de apoio para o PDT de Jackson Lago, o PPS e o PSDB. Recebeu mais contestações indignadas como esta:

"Flávio Dino é o candidato da militância petista e esquerdista no Maranhão (quantos votos os petistas paulistas têm no Maranhão?). A cúpula nacional pode ficar com os Sarneys se assim lhes aprouver, mas a militância já fez a sua escolha" [Paulo Silva].

Uma resposta mais alentada e fundamentada veio do jornalista e professor Márcio Jerry, presidente do PCdoB-São Luís, no "Caderno Maranhense" do Vermelho. Sob o título É pela esquerda, Zé Dirceu (veja a íntegra), Jerry responde com argumentos ao tiroteio de Dirceu:

"O palanque mais legítimo e limpo de Dilma no Maranhão é o liderado por Flávio Dino. É nele, repito, que estão o PCdoB, o PSB e o PT da luta que não se curvou à oligarquia quarentona. No de Roseana Sarney, aliada de Zé Dirceu, estão o DEM, de onde ela migrou recentemente, e o PTB, ambos com Serra; e o PV, da candidata Marina Silva."

"Quem não for Roseana é Serra"?

Dirceu deveria medir as palavras antes de se lançar com tanta fúria fraticida contra o PCdoB. Não deveria escrever o que sabe ser uma inverdade.

Não deveria sair taxando se "serrista" a quem desde 1989 fez campanha para Lula, e ousou defender o presidente, e o então ministro-chefe da Casa Civil e deputado federal José Dirceu de Oliveira e Silva, mesmo nos dias mais críticos de 2005, quando eram eles os caluniados e os vilipendiados. Se Dirceu acredita de fato que "a campanha no Maranhão é presidida pela questão nacional" (como é), não deveria se empenhar numa tentativa disparatada de descartar apoiadores convictos, e sólidos, e programáticos, da candidatura Dilma Rousseff. Não deveria usar o argumento de que "quem não for Roseana é Serra", que não convencerá um só maranhense com mais de dois neurônios funcionando.

O Maranhão já não cabe na velha forma

O cenário maranhense exige e merece um olhar menos vesgo. José Sarney ajudou o Maranhão quando venceu a oligarquia de Vitorino Freire, nos idos de 1965. Ajudou o país ao romper com a ditadura em 1984, e ao presidir a República nos difíceis momentos iniciais da democratização e da Constituinte, ao apoiar Lula em 2002 e 2006, e Dilma agora. Devido a estes méritos sofreu, no ano passado, uma sórdida rasteira do bloco conservador-midiático tentando derrubá-lo da presidência do Senado.

Isto não significa que o Maranhão deva completar meio século governado pelo mesmo clã familiar. O Brasil mudou – triunfou sobre a ditadura militar, superou a tirania neoliberal e abriu um novo ciclo com a eleição de Lula. O Nordeste mudou como não mudava há séculos – muito especialmente com a Pequena Revolução Política de 2006, que varreu com as velhas oligarquias locais. O Maranhão mudou. Já não cabe na velha forma. Quer outros valores e concepções, outras plataformas, outros estilos e métodos, e portanto outros nomes. A campanha Flávio Dino governador expressa e concretiza esta mudança.

"A candidatura de Flávio Dino insere-se num contexto em que amplos setores sociais, especialmente aqueles alinhados com o campo democrático e popular, manifestam-se claramente em favor da renovação política no Maranhão, que pode ser feita concretamente sob hegemonia da esquerda, fato este de inegável alcance estratégico para os que pelejam por uma sociedade socialista. A candidatura é um desdobramento regional das conquistas sob a era Lula e está em absoluta sintonia com os avanços necessários sintetizados no projeto da candidatura Dilma Presidente", afirma com razão Márcio Jerry.

Homenagem a outro maranhense atrevido

Não é uma mudança qualquer. Nos anos 1830, o Maranhão era uma próspera e avançada província do Brasil recém-emancipado: São Luís era a quarta maior cidade (após Rio de Janeiro, Salvador e Recife). Quase dois séculos depois, é evidente que algo 'desandou' no estado que disputa os piores lugares em índices de desenvolvimento urbano; e que as duas gerações do clã Sarney fazem parte do problema e não da solução.

Em 1838 estourou a partir da vila de Manga uma rebelião popular, que as elites por preconceito aristocrático apelidaram 'Balaiada'. Entre os muitos dirigentes do levante, que chegou a ter mais de 10 mil homens em armas, havia um certo Preto Cosme (Cosme Bento das Chagas), líder de um quilombo nas cabeceiras do Rio Preto (nordeste da província).

Cosme merece as honras de um herói brasileiro, quando mais não fosse por ter criado uma escola em seu quilombo, quando a ordem imperial-escravista proibia os cativos de frequentar salas de aula. Seus guerreiros-quilombolas foram os mais firmes da 'balaiada'. Ele próprio, alfabetizado sabe-se lá por que artes, ousava assinar como "Tutor e Imperador das Liberdades Bem-te-vi" (ave-símbolo do partido liberal).

A autoconcessão dos títulos pareceu um insulto aos senhores de terras e homens. Por estas e outras, o "infame Cosme", como o chamou o barão de Caxias, terminou preso e enforcado, em 1842.

Não vá agora José Dirceu infamar Flávio Dino por atrever-se a fincar as estacas de um segundo palanque, avançado, de Dilma no Maranhão. O desmentido ao ex-ministro virá em outubro, bem mais cedo do que as estátuas que o Preto Cosme merece.

www.vermelho.org.br

terça-feira, 22 de junho de 2010

É pela esquerda, Zé Dirceu.

Márcio Jerry*


Sabe-se lá insuflado por quem, o ex-ministro Zé Dirceu tem se dedicado nos dois últimos dias a atirar no deputado comunista Flávio Dino, pré-candidato ao governo do Maranhão. Num primeiro post afirma categoricamente em título que “Serra já está no palanque com Flávio Dino”. Num segundo degrada para “Um papelão ridículo”, título de postagem em que tenta provar que Flávio Dino é “serrista”.


Os queixumes de Zé Dirceu no que se refere a uma suposta adesão de Flávio Dino a Serra são desnecessários à luz da realidade. A candidatura de Flávio Dino insere-se num contexto em que amplos setores sociais, especialmente aqueles alinhados com o campo democrático e popular, manifestam-se claramente em favor da renovação política no Maranhão, que pode ser feita concretamente sob hegemonia da esquerda, fato este de inegável alcance estratégico para os que pelejam por uma sociedade socialista. A candidatura é um desdobramento regional das conquistas sob a era Lula e está em absoluta sintonia com os avanços necessários sintetizados no projeto da candidatura Dilma Presidente.


A candidatura está assentada na força dos movimentos sociais e na representação política de esquerda do PCdoB, PSB e amplíssima maioria do PT maranhense. São, portanto, forças políticas na base mais orgânica do projeto liderado pelo presidente Lula; que sustentam esse projeto por afinidade política e ideológica e não por trocas nada republicanas celebradas sob chantagens, como é do feitio, entre outros, do senador José Sarney.


O palanque mais legítimo e LIMPO de Dilma no Maranhão é o liderado por Flávio Dino. É nele, repito, que estão o PCdoB, o PSB e o PT da luta que não se curvou à oligarquia quarentona. No de Roseana Sarney, aliada de Zé Dirceu, estão o DEM, de onde ela migrou recentemente, e o PTB, ambos com Serra; e o PV, da candidata Marina Silva.


Dizer que o palanque de Flávio Dino é o de Serra porque o ex-governador José Reinaldo(PSB) seria “serrista” é quase uma cretinice. Mas é só quase porque talvez seja mesmo desinformação, já que Zé Dirceu parece amparar suas análises em clippings feitos pela famiglia Sarney e não nos fatos concretos. O ex-governador tem dito e repetido à exaustão que apóia, defende e vota em Dilma. Mais do que dito, tem feito, ao participar de eventos pró-Dilma, inclusive no lançamento do comitê “Flávio Dino governador, Dilma Presidente”


Apontar incoerência porque no passado o PCdoB apoiou Roseana Sarney é manifesta falta de argumentos para justificar a capitulação do PT ao clã Sarney. Ora, são situações absolutamente distintas, contextos completamente diferenciados. O PCdoB de fato apoiou e integrou o governo Roseana Sarney e até pela própria experiência sabe que este é um caminho desastroso para o Maranhão no momento. Na etapa presente da história há no Maranhão uma possibilidade concreta de um caminho pela esquerda, e é nele que trilha a candidatura Flávio Dino.


É injustificável sob todos os aspectos a tentativa de Zé Dirceu em colar Flávio Dino a Serra, deformando a realidade, e em querer exclusivizar Dilma para o palanque de Roseana, que também será de Serra.


Flávio Dino é um destacado parlamentar da base do presidente Lula na Câmara Federal. Pertence a um partido político que desde 1989 mantém uma sólida aliança com o PT, inclusive em todas as disputas presidenciais. E tem uma trajetória pessoal que não permite dúvidas sobre por qual lado trafega na vida e na política. É pela esquerda, Zé Dirceu.


Márcio Jerry, presidente do PCdoB São Luís, Secretário de Comunicação do PCdoB/MA; coordenador da pré-campanha Flávio Dino governador.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Fome de coerência: o gesto de Manoel da Conceição


Wagner Cabral da Costa*

“Os valores do PT não podem ser negociados. Devem ser reafirmados como princípios da reconstrução partidária e ideal dos movimentos sociais” (Manoel da Conceição).

Muito tem se falado sobre a greve de fome, iniciada em 11 de junho, do fundador do PT, Manoel da Conceição, do deputado Domingos Dutra e da ex-deputada Terezinha Fernandes, contra a intervenção do Diretório Nacional que revogou a decisão estadual de apoiar Flávio Dino (PCdoB) para governador do Maranhão, aprovando, em substituição, o nome de Roseana Sarney (PMDB). Parcela expressiva da opinião pública e da imprensa tomou contato (quase) pela primeira vez com a pessoa de Manoel da Conceição. Afinal, quem seria esse “desconhecido”, esse Mané, que ousou desafiar, em gesto radical, a direção do partido no poder e a Presidência, em mais uma capitulação cínica diante da mais velha oligarquia da República?

Filho de lavradores do vale do rio Itapecuru, Manoel vivenciou experiências que lhe propiciaram uma sólida convicção ética, humanista e socialista, de dedicação à causa dos trabalhadores. A começar, ainda na juventude, pela expulsão de sua família por proprietários rurais, violência presenciada ainda em inúmeros outros massacres; depois, a migração em busca de “terra liberta”; a crença evangélica e o início da militância; o envolvimento com o Movimento de Educação de Base (MEB), ligado à Igreja progressista; o engajamento na Ação Popular (AP) e a luta pelas Reformas de Base; até o golpe de 1964, quando sofreu as primeiras prisões.

Durante a ditadura militar, Mané se dedicou à organização e educação de trabalhadores rurais na região do rio Pindaré em sua luta contra o latifúndio e pela conquista da terra. Foi alvo de violenta repressão da polícia militar do governo José Sarney (1966-70), sendo baleado e preso em julho de 1968, ocasião em que teve parte da perna direita amputada por falta de atendimento médico. Na seqüência, foi preso pela polícia política (1972) e dado como “desaparecido”, quando foi submetido a sessões de interrogatório e tortura, sendo solto graças à intervenção da AP e da Anistia Internacional. Liberdade breve, pois, mais uma vez, os militares o prenderam, desta vez em São Paulo, com mais torturas e sevícias (1975). Novamente a solidariedade – da Anistia e das Igrejas católica e protestante – conseguiu resgatá-lo das mãos assassinas da ditadura, com o que Manoel partiu para a Suíça (1976), onde permaneceu até a decretação da Lei da Anistia (1979).

No exílio, lançou o livro-denúncia Essa terra é nossa, contando sua história de luta pela reforma agrária e de resistência à ditadura, uma leitura necessária e fundamental para compreender os “anos de chumbo”. Livro que acaba de ser reeditado pela UFMG (com o título: Chão de minha utopia), através do Projeto República, com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A ironia não podia ser mais evidente: o mesmo governo petista que, por um lado, promove o resgate de sua memória e história; por outro, lhe recusa o direito de, aos 75 anos, continuar sendo um militante ativo das lutas sociais e políticas – defendendo a democracia interna do partido e a democratização do Maranhão contra a oligarquia patrimonial e golpista. Que resposta obteve Manoel após lançar duas cartas abertas ao companheiro e presidente Lula?

Esse silêncio, no entanto, inexistia em fevereiro de 1980. Pois, na fundação do Partido dos Trabalhadores se pretendeu vinculá-lo organicamente às diversas tradições de luta do povo brasileiro, sendo convidados seis signatários que representavam simbolicamente essas vertentes da esquerda: 1) Mário Pedrosa, escritor, crítico e líder socialista; 2) Manoel da Conceição, líder camponês; 3) Sérgio Buarque de Holanda, historiador; 4) Lélia Abramo, do Sindicato dos Artistas de SP; 5) Moacir Gadoti, que assinou em nome do educador Paulo Freire; e 6) Apolônio de Carvalho, combatente na Guerra Civil Espanhola e na Resistência Francesa, um dos líderes dos movimentos da resistência popular (Ata da reunião no Colégio Sion – site da Fundação Perseu Abramo).

Dos personagens-símbolo da identidade e dos valores do PT, o único que permanece vivo é Manoel da Conceição Santos, marido amoroso, pai e avô dedicado, brasileiro nascido em 1935 no distrito de Pirapemas, em Coroatá, Maranhão. Era esse “desconhecido”, esse Mané, que se encontrava em greve de fome no plenário da Câmara dos Deputados. Por cima de quantos cadáveres (reais e simbólicos) o PT terá que passar em seu processo de transformação em Partido da Ordem?

Ps.: Poucas horas após o fechamento deste artigo, Manoel da Conceição e Domingos Dutra foram internados inconscientes em Brasília, com risco de vida. A situação forçou o Diretório Nacional do PT a fazer um acordo pelo qual os petistas maranhenses ficaram liberados de apoiar a oligarquia Sarney e ter campanha independente em favor de Flávio Dino. Este acordo encerrou a greve de fome, após uma semana, em 18 de junho de 2010, continuando ambos sob cuidados médicos.


* Wagner Cabral da Costa é Historiador e professor da UFMA. Autor de “Sob o signo da morte: o poder oligárquico de Vitorino a Sarney” (2006); co-organizador de “A terceira margem do rio: ensaios sobre a realidade do Maranhão no novo milênio” (2009). Este artigo foi publicado no jornal O Estado de São Paulo, suplemento Aliás, domingo, 20 de junho de 2010.


sábado, 19 de junho de 2010

Brizola Neto comenta sobre a situação política do Maranhão !!!

SOBRE O MARANHÃO.

Brizola Neto

Não comentei o assunto por toda a quinta-feira porque acho que mais importante do que ficar publicando certas iniciativas que tomo é que elas sejam eficazes. Mesmo tento saído notas em O Globo e no Valor Econômico sobre o fato de eu e o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, estarmos fazendo força por uma aliança, já no primeiro turno, entre Jackson Lago, do PDT, e o deputado Flávio Dino, do PCdoB, achei melhor ficar quieto.

Jackson é um histórico lutador da esquerda maranhense. Médico, professor, é um homem simples e honrado. Foi vítima de um dos maiores paradoxos da Justiça Brasileira: ser punido por um suposto abuso de poder político e econômico contra o mais poderoso – política e economicamente – clã maranhense, a família Sarney.

Flávio Dino é uma grata revelação da política. Um homem que deixou a segurança do cargo de juiz para descer à luta rasa – e dura – da política. Alguém sobre quem tenho de testemunhar a enorme correção com que tratou todas as negociações que travamos.

Tenho trabalhado para que os dois estejam juntos. É onde devem estar os homens de bem do Maranhão, seja de que partido forem.

Entendo as razões do presidente Lula e dos dirigentes do PT. Não pensem que sou um purista inconsequente que, diante do destino do país, hesitaria ante decisões difíceis como as que Lula tem de tomar.

Não colocou o interesse partidário sobre o interesse nacional. E tenho certeza que nenhum de nós ficaria feliz em saber que faltaram 500 mil ou um milhão de votos maranhenses para que vencesse o projeto de Brasil que Lula e Dilma defendem, por ele não haver cedido às pressões que de lá vinham.

Nosso foco não deve ser criticar Lula pelo que ele foi obrigado a fazer.

Nosso foco deve ser em livrar Lula destas pressões e, ainda mais, livrar delas Dilma Roussef.

Sarney pressionou pelo apoio do PT a Roseana porque o clã Sarney sabe que Lula e Dilma serão os grandes eleitores no Maranhão.

Mas se os adversários de Sarney forem, mais do que qualquer sarneysta pode ser, os grandes defensores de Dilma no Maranhão, de que terá valido todo o lobby de Sarney?

É hora de uma grande reflexão e desapego nosso.

A luta contra Sarney não é apenas de Lago, Dino ou de Domingos Dutra.

Temos de nos unir e salvar o Maranhão de uma Sarney, a Roseana. E de livrar Lula de outro, o José Sarney.

Mas, sobretudo, temos de livrar o Brasil do pesadelo de um retrocesso.

Cabeça fria, pragmatismo, desambições pessoais. O Maranhão pode simbolizar um novo equilíbrio onde Dilma não tenha de sofrer as desumanas pressões com as quais Lula teve de conviver.

Não quero me alongar, nem entrar em detalhes que fazem parte do entendimento em curso.

Confiemos na sabedoria de nossos companheiros.

Mas, sobretudo, confiemos no povo, que é mais sábio que qualquer um de nós.


http://www.tijolaco.com/?p=18741

quarta-feira, 16 de junho de 2010

PCdoB e PDT nacionais buscam candidatura única no Maranhão.

"O tiro saiu pela culatra"! Essa frase se encaixa como uma luva na malfadada intervenção da direção nacional do PT no Maranhão para salvar a candidatura de Roseana sarney, principal remanescente da jurássica oligarquia sarneísta.

Na convenção nacional do PCdoB realizada nessa quarta em Brasília, além do apoio a Dilma Rousseff para presidente, ficou acertada que as direções nacionais do PCdoB e do PDT devem procurar caminhos para uma aliança que derrote eleitoralmente os dinossauros sarneístas e tire o Maranhão da barbárie e da pré-história.

A pauta para a aliança se baseia em duas pré-condições: a primeira é a avaliação que o TSE fará sobre o projeto Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos com processos em última instância em decisão colegiada. Nesta semana, o tribunal deve responder a uma segunda consulta para saber se a lei vale a partir de quando foi sancionada ou para processos anteriores a sua sanção, que ocorreu em 4 de junho. No caso afirmativo, Jackson estaria impossibilitado de concorrer, mas seria peça de importância vital numa ampla aliança para apear Roseana Sarney do poder.

A outra pré-condição é unificar o discurso em torno da Dilma Rousseff, o que criaria uma situação embaraçosa no arraial sarneísta, uma vez que PCdoB, PSB e PDT forçariam a quebra do palanque dilmista, inviabilizando Roseana de se apropriar sozinha dos dividendos nacionais. Esse ponto é importantíssimo, pois é atacar a estratégia montada pelo marqueteiro Duda Mendonça de "renovar" os dinossauros sarneístas com tinta de novidade.

Essa possível aliança entre PDT, PSB, PCdoB, PPS, entre outros, tira o sono de Roseana Sarney, tanto que ela já chamou seus empregados e disse que "quer que Jackson seja candidato". Ou seja, ela fez de tudo para ganhar de WO, mas agora corre sério risco de ver seu projeto se virar contra ela.

Ao contrário do que publicaram os blogs fâmulos do sarneísmo, o próprio Dino afirma que “é prematuro dizer que vou retirar a candidatura. É coisa muito incipiente, não chega a ser negociação. Faço porque compreendo a importância do projeto liderado pelo presidente Lula”.

Já para Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, “não esperamos favores do PT". "Tratamos as divergências politicamente. Se não for assim, é difícil ganhar e é mais difícil governar. O PT criou um tipo de sinal que não é bom, o de constranger militantes”.

Com exceção do Maranhão, o PCdoB fará coligação com o PT em todo restante do país. Na convenção nacional, os comunistas prestaram solidariedade a Flávio Dino e aos companheiros do PT que ainda hoje protestam contra a intervenção, inclusive com greve de fome.

O clima entre os comunistas de todo país era de apreensão e de certa revolta para com a direção nacional do PT. Para alguns, esse é apenas o início dos novos rumos que o PT nacional irá buscar nesse novo governo, ratificando definitivamente sua essência liberal e socialdemocrata.

Flávio Dino manifesta solidariedade a petistas.


Em discurso enfático no Plenário da Câmara dos Deputados, o deputado federal e pré-candidato ao governo do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tornou a criticar a decisão do Diretório Nacional do PT de apoiar a reeleição de Roseana Sarney. Flávio Dino contestou a tese de que a sua aliança com o PT maranhense poderia atrapalhar de alguma forma os propósitos da aliança nacional para a eleição da ex-ministra Dilma Roussef.

“Há três anos e meio estou aqui defendendo o governo Lula. E é com a firmeza de quem é aliado também nas horas difíceis que peço: ponham a mão nas suas consciências, porque há três fundadores do PT denunciando uma violência política e jurídica”, disse Flávio Dino.

O apoio a Flávio Dino foi definido pelo PT maranhense em votação realizada no Encontro de Definição de Tática Eleitoral do PT, no final de março deste ano. No último dia 11, o Diretório Nacional decidiu, por 43 votos a 30, anular o encontro e forçar o apoio ao PMDB. No seu discurso na Câmara, Flávio Dino fez um apelo que classificou como sereno, mas firme.

“É um apelo que faço em nome da humildade, da sinceridade, da democracia e da liberdade. E em nome do povo do Maranhão, que tem o direito de escolher quem será o seu próximo governador. Espero que a Direção Nacional reflita”, pediu.

Greve de fome

Três integrantes do PT estão em greve de fome. Domingos Dutra, Terezinha Fernandes e Manoel da Conceição estão à base de água mineral e água de coco. Manoel da Conceição, que tem 75 anos, completou cem horas sem comer e já precisou ser atendido várias vezes pelo serviço médico da Câmara dos Deputados. Na tarde de quarta-feira, 16, ele precisou tomar soro.

Em seu perfil no Twitter, Flávio Dino conta que já pediu várias vezes para que os três desistam da atitude extrema, sem resultado. “Renovo o apelo público para que seja encerrada a greve de fome de Manoel da Conceição, Domingos Dutra e Terezinha Fernandes”, escreveu ele. Mais tarde, o pré-candidato repetiu o apelo. “Fiz um pedido para que eles deixem a greve de fome. Eles não aceitam”.

Manoel da Conceição alega que, até o momento, não está sentindo fome. “Na verdade, é essa greve que está me sustentando. Se eu não estivesse fazendo isso para protestar contra o que está acontecendo, aí é que já teria morrido. Só estou fazendo algo que está no meu sangue, na minha vida”, disse o líder camponês, que reafirmou que vai continuar o protesto: “Eu não gosto de injustiça, e estou me sentindo injustiçado até a alma. Vou continuar enquanto tiver vida”.

Redação: Assessoria de Comunicação Flávio Dino

terça-feira, 15 de junho de 2010

Flávio Dino e o Maranhão de Ignácio Rangel.

Ignácio de Mourão Rangel foi o mais completo pensador brasileiro do século XX. Maranhense de formação jurídica, tornou-se economista, levado que foi a sê-lo diante dos desafios que a compreensão do Brasil – e de seu futuro – colocavam em sua mente. Militante político, marxista e desenvolvimentista, Rangel encerra não somente as melhores tradições do pensamento nacional brasileiro e maranhense. Sua história é o contraponto não somente das tentativas neoliberais de assalto ao futuro do Brasil, mas também o contraponto a uma das mais violentas oligarquias feudais que ainda hoje respira poder em seu estado natal.




O economista maranhense Ignácio Rangel

Filho de um juiz de direito, diz que as trilhas do Maranhão encerravam mais do que caminhadas idílicas pelo Estado. Encerravam a caçada aos liberais oposicionistas da “República do Café com Leite” pela via de transferências cotidianas de comarcas.

Flávio Dino, 42 anos de idade. Juiz de direito, deputado federal pelo PCdoB e filho do nobre deputado Sálvio Dino, que teve seu mandato cassado pela ditadura militar. Ditadura esta em cujos quadros de sustentação figurou José Sarney, notadamente o maior inimigo do progresso do Maranhão. Flávio Dino é uma das maiores revelações da política brasileira recente, um “marxista cristão”, no melhor sentido que o termo pode revelar. Com uma obstinação única, colocou em suas costas o desafio de livrar o Maranhão – de uma vez por todas – das raias da miséria e da degradação política e social. As coincidências entre esses dois grandes brasileiros e maranhenses não param por aí: Rangel foi produto de um Brasil que começava a tomar o destino em suas mãos. Como Sérgio Buarque de Hollanda e Gilberto Freyre, Rangel era de uma geração fascinada pelo Brasil novo que nascia com a Revolução de 1930, encabeçada pelo patriota e estadista Getúlio Vargas.

Flávio Dino, por sua vez, é a negação de um país que fora quase que condenado a retornar a um destino sonhado por muitos intelectuais pessimistas da década de 1920 do século passado. É expressão do Brasil de Lula, do Brasil que volta a pensar grande e de um “povo que não desiste nunca”. É expressão da necessidade de implementação de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento para o Brasil e para o Maranhão. O Maranhão não pode ser condenado ao retorno à Idade da Pedra.

Em uma das últimas visitas ao seu estado natal, Ignácio Rangel levantou inúmeras hipóteses de desenvolvimento futuro de seu Maranhão. Ao contrário dos teóricos do "subdesenvolvimento", para Rangel o Nordeste (e o Brasil) não é um binômio de atraso e estagnação, mas sim de atraso e dinamismo. Logo, para Rangel o desenvolvimento do Maranhão deveria se pautar por uma história de dinamismo único no Nordeste, o qual, no entanto, foi se perdendo ao longo do século XX. Esse desenvolvimento estaria centrado basicamente na edificação de uma diversificada indústria, lastreada em um moderno sistema de transportes. Eis o caminho antevisto por Rangel para colocar esse Estado “numa posição de elite, no vigoroso organismo em que se converteu o Brasil”. Para o Maranhão alcançar esse objetivo, segundo Rangel, seria necessário condenar o estado a “pensar grande”.

Ora, no concreto, o que significa essa condenação ao “pensar grande”? O que se encerra em tal expressão? Condenar o Maranhão a “pensar grande” passa necessária e definitivamente pela eleição de Flávio Dino ao governo desse maravilhoso estado. Repito: o Maranhão não pode ser condenado ao retorno à Idade da Pedra.

Elias Jabbour é doutorando em Geografia Humana pela FFLCH-USP. E-mail: eliasjabbour@terra.com.br.

http://www.fmauriciograbois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=8&id_noticia=2445


PT de Imperatriz diz que não vai obedecer direção nacional.




O PT de Imperatriz jogou hoje mais oxigênio na grande fogueira que se transformou a sucessão estadual do Maranhão. Reunidos na noite de ontem, dirigentes e militantes petistas decidiram desobedecer à decisão do Diretório Nacional do partido e manter o apoio à candidatura do deputado federal Flavio Dino (PCdoB). Hoje, o partido apresentou uma Carta ao Povo do Maranhão dizendo que não vai votar em Roseana Sarney (PMDB).

De acordo com o documento, “o Diretório Nacional do PT decidiu pela aliança com o PMDB no Maranhão, atropelando a decisão democrática tomada pelos delegados em nosso Encontro Estadual, mas nós dizemos NÃO a esse acordo que fere a dignidade e a história do PT no Maranhão”.

O PT maranhense tem tentado de todas as maneiras denunciar o que eles consideram um golpe da direção nacional contra o partido no Maranhão. Em encontro estadual no mês passado, os delegados petistas decidiram por 87 votos que deveria ser feita coligação com PCdoB e PSB. A tese de apoio ao PMDB teve 85 votos e foi derrotada. Mas, o diretório nacional decidiu anular a decisão estadual e impor a coligação com Roseana Sarney.

Desobediência

Uma das maneiras encontradas pelos dirigentes petistas foi fazer greve de fome para denunciar o caso e esperar que ele tenha alcance nacional. O deputado federal Domingos Dutra iniciou uma greve de fome tão logo foi anunciada a decisão da direção nacional em coligar com o PMDB. No mesmo dia, aderiu à greve de fome o líder camponês Manoel da Conceição. Ele é fundador do PT e é hoje o mais importante símbolo do partido na luta pelos direitos humanos. No início da noite de ontem também aderiu à greve de fome a ex-deputada federal Terezinha Fernandes.

Os dirigentes petistas de Imperatriz ainda não sabem qual vai ser a posição a ser tomada pela direção nacional contra o ato de desobediência iniciado hoje, mas garantem que não vão obedecer a decisão nacional.

Fonte: Correio de Imperatriz

domingo, 13 de junho de 2010

Flávio Dino: "forçar apoio do PT é demonstração de fraqueza".



Preterida pela Direção Nacional do PT, a candidatura de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão será mantida, e com a ajuda dos petistas maranhenses, em sua maioria descontentes com a decisão nacional de apoiar a candidatura da peemedebista Roseana Sarney.
A afirmação, feita por Dino em entrevista ao R7, vem acompanhada da ameaça de consequências para a aliança histórica entre PT e PCdoB. Ele acusa a cúpula petista de analisar superficialmente sua candidatura e nega que sua derrota fortaleça a família Sarney:

- O que aconteceu hoje não é uma demonstração de força, mas de decadência.

Leia, abaixo, a entrevista completa:

R7 - O que o senhor achou da decisão do PT de apoiar Roseana Sarney ao invés do senhor?

Flávio Dino - Ela é lamentável, porque não há motivo político que a justifique. As resoluções do Congresso Nacional o PT determinavam que as alianças nos Estados fossem feitas em favor de Dilma, e foi isso que o PT do Maranhão fez. A lei também diz que, para que haja uma decisão como foi tomada hoje, era preciso uma motivação, e ela não existe. Lamento esse equívoco político e jurídico do PT.

R7 - Mas a aliança nacional com o PMDB não justifica a opção petista?

Dino - Primeiro, há uma tática questionável do PT em priorizar a aliança com o PMDB em detrimento de outros partidos e outros aliados, e isso traz consequências. Depois, é evidente que uma decisão estranha como esta cause indignação na militância do PCdoB. Nós somos aliados fiéis e leais a este projeto político não apenas nos tempos da alta popularidade do presidente Lula, mas desde as derrotas de 89, 94 e 98. Infelizmente nada disso foi levado em conta por esta decisão.

R7 - O senhor acha que a decisão de hoje já havia sido tomada antes da reunião?

Dino - Aparentemente sim. Eu não estive presente, mas as narrativas que recebi de dirigentes do PT foi que sequer houve um debate aprofundado porque eu tenho convicção, como uma pessoa racional e que acredita no projeto político que o PT lidera, que os argumentos são irreais.

R7 - A família Sarney sai fortalecida hoje?

Dino - O que aconteceu hoje não é uma demonstração de força, mas de decadência. Em 2006 foi feita essa mesma aliança PT, PSB , PCdoB, e Roseana foi candidata e não teve medo disso. Agora havia um pânico. Eles próprios estão revelando o que são: um grupo decadente e que será superado pela vontade do povo do Maranhão.

R7 - O senhor vai apoiar a candidatura de Dilma Rousseff?

Dino - Olha, o meu voto pessoal é da ministra Dilma.

R7 - Mesmo sem o PT na coligação, o PCdoB vai lançá-lo candidato ao governo?

Dino - O PCdoB tem a convicção da candidatura, além do apoio do PSB, de 80% dos petistas e dos militantes dos movimentos sociais. Eu vou ter a mesma firmeza de sair em campanha. Vamos chamar os companheiros do PT para que também se formalize um movimento porque minha candidatura é pensamento majoritário no partido. Existe no Maranhão uma fração minoritária que, infelizmente, recebeu hoje o apoio da Direção Nacional, mas que não representa a vontade dos petistas. Há uma foto na internet da governadora Roseana com uma camisa do PT. Ela pode usar a camisa, mas os militantes e as pessoas que vestem a camisa estão conosco.

R7 - Então quando será a convenção?

Dino - Ela será mantida no dia 26 de junho.

Fonte: Portal R7

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Os povos do mundo exigem a liberdade da Palestina.



A ação fascista do governo israelense atacando navios com ajuda humanitária a caminho da Palestina foi a maior demonstração pública do terrorismo de estado sionista. Chamou mais uma vez a atenção da mídia para esse estado "fora da lei" que é Israel, enclave dos interesses dos oligopólios imperialistas no oriente médio.

O evento também serve para demonstrar a fraqueza e a timidez dos EUA quando se trata dos seus vassalos. Toda aquela arrogância para cima do Irã se transforma no mais dócil entendimento quando se trata dos crimes de lesa-humanidade que os israelenses cometem na Palestina e principalmente em Gaza.

Que a causa da nação Palestina ganhe toda atenção da comunidade internacional!

Que se suspenda imediatamente o bloqueio fascista a Gaza e toda a Palestina!

Pela condenação de Israel por crimes contra a humanidade!