terça-feira, 27 de abril de 2010

27 de abril de 1989: José Sarney baixa decreto contra o direito de greve.


Completam hoje 21 anos da imposição por decreto presidencial da Lei 7.783 de 1989, que restringe o direito de greve, sancionada por José Sarney. Baseado em legislações anteriores à Constituição de 1988, que assegura o direito à greve, José Sarney cumpria ordens da burguesia industrial que sentia-se ameaçada pela luta sindical crescente desde o fim da ditadura.

Às vésperas da primeira eleição presidencial direta pós-ditadura, as grandes indústrias multinacionais, o grande capital financeiro - que buscava uma política fiscal para manter o pagamento de juros e a garantia dos contratos - e os latifundiários que temiam a reforma agrária, estavam irmanados em deter o avanço democrático das lutas populares, que se expressava principalmente na forma de greves.

O presidente "democrata"José Sarney resgatou do entulho autoritário do fascismo militar tal restrição. Garantiu, assim, um freio aos movimentos sindicais, barrando a ameaça da candidatura popular de Lula.

O engraçado é que os empregados de Sarney - os quais me recuso a chamar de jornalistas - "esqueceram" de colocar esse "detalhe" na grande biografia política do ex-presidente. Sarney foi tão chaleirado por seus empregados que só faltou dizerem que ele fundou São Luís junto com Daniel de La Touche.

Como dizia minha sábia vó: "quem come do meu pirão apanha do meu cinturão".

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