quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Lutas, vitórias e conquistas em 2010 !!!!!



ANO-NOVO


MEIA-NOITE. FIM

DE UM ANO. INÍCIO

DE OUTRO. OLHO O CÉU:

NENHUM INDÍCIO.


OLHO O CÉU:

O ABISMO VENCE

O OLHAR. O MESMO

ESPANTOSO SILÊNCIO


DA VIA-LÁCTEA FEITO

UM ECTOPLASMA

SOBRE A MINHA CABEÇA:

NADA ALI INDICA

QUE UM ANO NOVO COMEÇA.


E NÃO COMEÇA

NEM NO CÉU NEM NO CHÃO

DO PLANETA:

COMEÇA NO CORAÇÃO.


COMEÇA COMO ESPERANÇA

DE VIDA MELHOR

QUE ENTRE OS ASTROS

NÃO SE ESCUTA


NEM SE VÊ

NEM PODE HAVER:

QUE ISSO É COISA DE HOMEM

ESSE BICHO

ESTELAR QUE SONHA

(E LUTA).



FERREIRA GULLAR


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Flávio Dino se consolida nas pesquisas.


Com a divulgação da pesquisa Sensus realizada pelo grupo da governadora Roseana Sarney, temos como comparar com as outras duas pesquisas, a de setembro realizada pelo IPOP e a de outubro encomendada pelo PSDB. Em todas, o que mais destaca e chama atenção dos observadores da cena política maranhense, é a consistência do crescimento da candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB) para governador. Senão vejamos:

Embora as pesquisas tenham metodologias um pouco diferentes, em todas, principalmente na Sensus, Flávio Dino aparece com dois dígitos há aproximadamente um ano das eleições. Isso acontece em um cenário em que o candidato comunista ainda é menos conhecido que a atual e o ex-governador. Ademais, Flávio Dino ainda está em seu primeiro mandato, embora acumule larga vantagem em São Luís, fruto das eleições de 2008.

O crescimento sustentável de Flávio Dino acontece nos grandes e médios centros urbanos, onde justamente Roseana e Jackson Lago tem as maiores rejeições. Nessas cidades - onde, segundo mapa do TRE, estão cerca de 60% do eleitorado do Maranhão - o esgotamento do ciclo oligárquico sarneísta e a decepção com a gestão de Jackson Lago, abrem caminhos para o discurso da mudança, indicando que o eleitorado médio quer um novo sentido para a política maranhense. É justamente por essa estrada sólida que Flávio Dino começa a cimentar seus passos rumo à disputa de 2010.

O claro exemplo do que foi afirmado acima é São Luís. É Flávio Dino que disputa com Roseana a preferência do eleitorado, deixando Jackson Lago amargando a terceira colocação muito distanciado dos demais. Isso porque recai sobre o ex-governador cassado o ônus da péssima gestão que Castelo executa na cidade. Nesse sentido, à aproximação de Castelo a Roseana também pode favorecer o comunista, uma vez que reúne as atrasadas oligarquias maranhenses em um mesmo palanque. Em suma: a trágica gestão de Castelo na prefeitura é o principal cabo eleitoral de Flávio Dino. Azar para Roseana Sarney, Jackson Lago e o minúsculo Roberto Rocha, todos patrocinadores da gestão de Castelo.

Outra questão importante das pesquisas é que em todas Lula aparece como um grande cabo eleitoral. Por isso o PT passa a ser cada vez mais importante na mudança ou na permanência das oligarquias no estado. O PT e o PCdoB completam vinte anos de alianças estratégicas, desde 1988, que ajudaram a tranformar o Brasil. E vários foram os sinais, de todos os grupos do PT maranhense, de que querem re-editar a aliança vitoriosa da esquerda em 2010. A divisão do palanque da Dilma no estado favorece a esquerda e uma eventual aliança PT-PCdoB, subtraindo votos que iriam para Roseana Sarney. Esses votos não iriam para o candidato apoiado pelo PSDB no estado. O voto de Lula ou é da esquerda ou de Sarney.

Embora pesquisas representem apenas uma fotografia do momento, elas explicam muito das ações dos grupos que ora se posicionam para a disputa de 2010. No caso de Flávio Dino, o que era apenas uma intenção, aparece agora como algo objetivo, fruto da necessidade histórica e social do povo maranhense de superar as oligarquias e descortinar um novo ciclo político para nosso estado. A candidatura de Flávio Dino é uma exigência de toda uma geração política que acredita que podemos superar o atraso do nosso estado através de uma revolução democrática.

Flávio Dino é a grande surpresa positiva da política maranhense. Sem ele a disputa no estado fica igual a profecia do sábio Persa Zoroastro (século V a.C.) sobre o inferno: "a única mudança é o eterno retorno do mesmo".

Comparação estatística entre as três pesquisas realizadas.

Roseana Sarney (PMDB): 40,3%

Jackson Lago (PDT) : 29,5%

Flávio Dino (PCdoB): 15,5%

Roberto Rocha (PSDB): 4,6%

Indecisos, nulos e brancos: 10,1%

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Golpistas no Paraguai !!!


Transcrevo entrevista dos comunistas paraguaios Najeeb Amado, secretário-geral do Partido Comunista Paraguaio (PCP), e Ernesto Benítez, liderança camponesa paraguaia, ao jornal argentino Página 12. Aqui eles afirmam que pode ocorrer um golpe contra o presidente Fernando Lugo no mesmo molde institucional que ocorreu em Honduras.

Isso mostra que as oligarquias dominantes locais, sob apoio e orientação do imperialismo, já acharam a fórmula do "golpe legal" para recuperar o poder perdido nas urnas. O que mostra que o elemento decisório, em última instância, deve ser da capacidade de mobilização e politização do povo no rumo do aprofundamento das transformações sociais.
O imperialismo está querendo frear o cilco progressista, democrático e de esquerda que vive a América Latina. Procura justamente os elos fracos, para que possam agir. Por isso não podemos aceitar o golpe em Honduras e a política da "institucionalização de golpes".

O fantasma do golpe assombra Fernando Lugo

O fantasma de um golpe de Estado ainda assombra o presidente paraguaio Fernando Lugo. Esta semana, ele voltou a invocá-lo: desde que tomou posse, em agosto de 2008, já tentaram derrubá-lo não uma, mas várias vezes, disse ele. Segundo o ex-bispo, os golpistas de seu país o rondam, estão à espreita."Houve várias tentativas de golpe contra mim desde que assumiu o cargo", disse o mandatário aos membros do corpo diplomático do Paraguai, na terça-feira (15) desta semana. "Depois de décadas de domínio de um grupo político, não é de se estranhar que haja setores que ainda continuam tentados a interromper o processo democrático", acrescentou.

Mas suas advertências não parecem ser muito ouvida entre aqueles que se supõe seu aliados. "Nós lutamos todos os dias contra o fantasma da instabilidade e da derrubada", insistiu novamente nesta quarta-feira o presidente. É que o Partido Liberal, a formação que o levou ao poder, já se retirou, pelo menos na prática, da coalizão governista. E seu líder e vice-presidente de Lugo, Federico Franco, deixou bem claro esta semana: "Eu estou pronto para assumir", disse o número dois do Paraguai. O clima em Assunção, sob o exemplo de Honduras, parece estar se tornando cada vez mais pesado.

Para alertar sobre esta situação, Najeeb Amado, secretário-geral do Partido Comunista Paraguaio (PCP), e Ernesto Benítez, um líder camponês, foram esta semana a Buenos Aires e, em um hotel no Centro, em diálogo com Página/12 dispararam sua advertência: "No Paraguai, estão tramando um golpe pela via institucional a partir das várias instâncias do Estado, mas, sobretudo, no Parlamento. Algo semelhante ao que aconteceu em Honduras. O vice-presidente Franco é um dos cabeças da investida golpista, e a forma que podería assumir o golpe é a de um julgamento político ", explicaram Benitez e Amado.

Página 12: Sob que argumentos?

Amado: Basicamente, três. Em primeiro lugar, está o seqüestro do fazendeiro Fidel Zavala, desaparecido há sessenta dias. Há toda uma velha oligarquia civil e militar, alegando que a responsabilidade é de uma suposta guerrilha chamada Exército do Povo Paraguaio. Depois, no Parlamento, estamos tentando montar um suposto caso de corrupção contra Lugo, pela compra de umas terras para distribuição entre famílias camponesas. E, finalmente, é claro, os casos de paternidade.

Página 12: Com que apoios conta Lugo no Legislativo?

Benítez: No Senado, o respondem dois senadores entre 45. E entre os deputados, em uma boa sessão, dois deputados apoiam o presidente.

Página 12: A reforma agrária foi uma das principais bandeiras da campanha do presidente. Se avançou em algo na distribuição da terra?

Benítez: Em nada. Apresentar um projeto de expropriação no Parlamento seria uma motivo para um julgamento político imediato.

Página 12: Parece que o governo de Lugo está institucionalmente paralisado. Se ele não pode fazer nada, qual seria a necessidade de derrubá-lo?

Benítez: O crescimento dos movimentos sociais se tornou demasiado grande para as antigas oligarquias. Amado: No Paraguai, houve uma mudança fundamental, que é a mudança do sujeito político. Embora não se tenha conseguido avançar com grandes reformas, as antigas camarilhas ligadas ligadas ao Partido Colorado e ao Partido Liberal não podem suportar que os movimentos sociais estejam acessando o controle de certas alavancas do Estado.

Página 12: Qual é a atitude das forças armadas?

Benítez: Apesar de haver mudado o comando da cúpula há algumas semanas, o presidente disse claramente: ainda existem bolsões golpistas.

Página 12: Qual o papel está jogando a mídia?

Amado: É uma parte essencial do esforço desestabilizador, com o diário ABC Color na liderança.

Página 12: O que Lugo pode fazer para inverter esta situação?

Amado: Jogar mais a fundo e decidir-se pelos movimentos sociais. Os partidos tradicionais já demostraram que, chegado o momento, o abandonam. Benítez: Mas a força do povo é tremenda.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Prêmio "José Augusto Mochel".


O PCdoB e o mandato do deputado federal Flávio Dino farão a entrega do Prêmio José Augusto Mochel nesta quinta em solenidade que contará com a presença da militância comunista e com lideranças partidárias do campo democrático e popular, além de representantes de várias entidades dos movimentos sociais.

O “Prêmio José Augusto Mochel”, em sua terceira edição, já é um evento aguardado por todos os militantes sociais do Maranhão. É o que garante o presidente do PCdoB/São Luís, jornalista Márcio Jerry, para quem “a premiação é um justo reconhecimento aos que se destacam na luta democrática, hoje e no passado”. O deputado Flávio Dino, presidente do Comitê Estadual do PCdoB, lembra que “o prêmio reverencia a figura de um grande revolucionário maranhense que foi José Augusto Mochel, dirigente do PCdoB, ativista dos movimentos pela redemocratização, lutador incansável”. O Prêmio, diz o parlamentar, pretende manter viva não só a memória de Mochel, mas também a permanente atualidade da luta socialista.

Homenageados – A lista dos homenageados é encabeçada pela Comissão Pastoral da Terra(CPT), entidade que há anos se destaca na luta pela reforma agrária, política agrícola e justiça no campo. A homenagem póstuma deste ano será dedicada à militante do PCdoB, do movimento de saúde e da luta pela democratização da comunicação, Raimunda Dica, falecida em outubro passado. Os dirigentes estaduais do PCdoB, Eurico Fernandes e Etelvino Oliveira, também receberão o “Mochel 2009”. Um, Eurico, veio do Pernambuco e se integrou à luta popular e socialista no Maranhão; o outro, Oliveira, chegou clandestino ao estado, vindo de Minas Gerais, onde cursava engenharia. “Dois exemplos da coerência e perseverança revolucionárias”, atesta o Secretário de Organização do PCdoB, Gérson Pinheiro.

A educadora Maria Ribeiro, que integra a direção do Centro de Defesa Marcos Passerine, é outra homenageada. É uma das mais destacadas militantes do movimento em defesa de crianças e adolescentes do Maranhão. A lista de homenageados tem ainda o Bispo D. Xavier Giles, franco-brasileiro que se destacou na luta pela democracia, em defesa dos trabalhadores rurais e do engajamento da Igreja nas lutas do povo. O juiz aposentado José Ribamar Heluy também receberá o Prêmio em reconhecimento à sua contribuição à luta democrática, via Comissão Justiça e Paz, à atuação na campanha pela anistia e no na sua militância política no PT, partido pelo qual disputou a eleição para prefeito de São Luís em 1988.

Nas premiações especiais do Mochel 2009 estão dois dirigentes nacionais do PCdoB que tem dado grande contribuição ao avanço do partido no estado: o presidente Renato Rabelo e o Secretário de Organização Walter Sorrentino. A entrega de todos os prêmios será feita por comissões formada por lideranças que tiveram ao longo da militância relação com os homenageados. “Esperamos contar com a presença de todos os membros do partido, com nossos amigos, nesta noite em que se celebra mais uma vez a luta democrática, popular e socialista no Maranhão”, conclama Flávio Dino.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

E o Nobel da Paz vai para...


Barack Obama, o presidente da maior nação imperialista do globo, que em seu discurso disse que as pessoas devem aceitar "uma dura verdade" de que a violência não pode ser erradicada e as nações às vezes devem financiar a guerra para proteger seus cidadãos de regimes repressivos e grupos terroristas.

Com essa "verdade" está, portanto, justificado o apoio ao golpe de estado na Nicarágua...

O envio de mais soldados, tanques, aviões e bombas incendiárias ao pobre e sofrido Afeganistão...

A recusa em deixar o petróleo e as terras iraquianas...

A recusa em diminuir a poluição no planeta...

O apoio e incentivo a segregação racista dos Palestinos em "guetos"...

A justificativa para instalar sete bases militares na Colômbia, ameaçando a Amazônia brasileira...

O argumento para rearticular a quarta frota naval e ameaçar os recursos do pré-sal brasileiro.

Esse é o mundo insólito e contraditório regido pelas forças políticas dos liberais imperialistas. Essa é a "nova ordem mundial" que os grandes oligopólios e seus sócios menores tanto querem que seja o futuro da humanidade. Para os norte americanos é: submissão aos vivos ou paz para os mortos !!!