segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"LIÇÃO DE NACIONALISMO E POLÍTICA"



Reproduzo texto de Luiz Carlos Bresser-Pereira sobre a política nacionalista contemporânea. Acredito que ele foi muito feliz ao identificar nuances do nacionalismo e a sua expressão na política do governo Lula. Acredito que essa é a pauta para 2010. Se pautarmos a questão nacional na sucessão, então os neoliberais estão perdidos, pois não tem um projeto de nação independente. É preciso que o povo também saiba disso.


Espero que os ventos progressistas da política nacional também soprem para a esquerda maranhense.



O PRESIDENTE Lula, em entrevista ao “Valor Econômico”, deu uma lição de nacionalismo e do que significa a política em uma sociedade democrática. Em relação ao primeiro ponto, Lula declarou-se nacionalista, cobrou dos empresários que também o sejam, e disse que há tempos vem demandando que a Vale construa usinas siderúrgicas no Brasil em vez de exportar apenas minério de ferro. Suas palavras: “Tenho cobrado sistematicamente da Vale a construção de usinas siderúrgicas no país. Todo mundo sabe o que a Vale representa para o Brasil. É uma empresa excepcional, mas não pode se dar ao luxo de exportar apenas minério de ferro (…). Os empresários têm tanta obrigação de ser brasileiros e nacionalistas quanto eu!”. Acrescentaria, e com mais ênfase, que os economistas também deveriam ser tão patrióticos ou nacionalistas quanto reclama o presidente.


A política de não exportar bens primários, mas bens manufaturados com mais elevado valor adicionado per capita, é mais antiga do que a Sé de Braga. Os grandes reis mercantilistas ingleses, no final do século 15 (sic), já adotavam a política industrial de proibir a exportação de lã para que fosse exportado apenas o tecido fabricado com a lã. Os chineses, recentemente, impuseram imposto à exportação de aço porque querem exportar os bens acabados produzidos com o aço. Dessa forma, além de criarem empregos, criam empregos com maior conteúdo tecnológico, que pagam maiores salários, e assim seu desenvolvimento econômico se acelera. Enquanto isso, nossos economistas nos dizem que o problema deve ser deixado por conta do mercado. Dessa forma, mesmo quando exportamos aço, exportamos principalmente o aço bruto, e estamos concordando em exportar soja em grãos para os chineses que não querem comprar o óleo de soja!


E a lição de política? Em primeiro lugar, Lula revelou, em vários momentos, respeito por FHC, Marina Silva e José Serra. Segundo, defendeu de forma oportuna o Congresso: “O Congresso é a única instituição julgada coletivamente. Mas se não houve sessão você fala: “Deputado vagabundo que não trabalha”. E nunca cita os que estiveram lá, de plantão, o tempo inteiro. Quando era constituinte, eu ficava doido porque ficava trabalhando até as duas, três horas da manhã (…). Se vocês não gostam de política, acham que todo político é ladrão, que não presta, não renunciem à política. Entrem vocês na política porque, quem sabe, o perfeito que vocês querem está dentro de vocês”.


O presidente tem razão. A política é muito importante, afeta nossas vidas, e deve ser prestigiada e ser adotada como profissão pelos melhores dentre nós. O Brasil precisa dramaticamente de bons políticos, e, felizmente, conta com um bom número deles. De homens e de mulheres dotados de espírito público, de compromisso com a nação, que, sem deixar de defender seus interesses legítimos, defendam também os do Brasil. Mas quando lemos os jornais, quando conversamos com os amigos, parece que ninguém presta. Definitivamente, não é verdade. É verdade que nosso país não conta com um Estado e com uma política como aqueles que existem nos países escandinavos, mas é também verdade que, considerado o grau de desenvolvimento econômico e cultural do Brasil, temos um nível de organização do Estado, de qualidade das instituições, e de compromisso de muitos políticos com a cidadania e o bem público que considero acima da média. Precisamos, sem dúvida, da crítica, mas não à custa de desmoralizarmos o que já conquistamos.


LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de “Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994″. Internet: www.bresserpereira.org.br

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"CASTELO FEZ. CASTELO FAZ": AGRESSÃO COVARDE À ESTUDANTES !!!

Castelo confirma mais uma vez o quanto é covarde em suas ações antidemocráticas. Para "comemorar" o aniversário da Luta pela Meia-Passagem, mandou 'baixar o cacete' nos estudantes que panfleteavam no terminal da integração.

Incapaz de solucionar os grandes problemas da cidade e desesperado pela iminente cassação por compra de votos, Castelo agora apela para o que sabe fazer de melhor: lembrar os velhos tempos da ditadura e da repressão, onde prendia e arrebentava com aval de militares golpistas.

Isso só mostra o despreparo dessa gestão e sua incompetência atávica. Mas os estudentes ainda vão dar o troco. Castelo pode esperar.

Abaixo nota da direção municipal do PCdoB.


A direção do Partido Comunista do Brasil/São Luís manifesta seu veemente repúdio à atitude truculenta da Prefeitura Municipal, através do gerente do Terminal de Integração da Praia Grande, que requereu força policial para reprimir uma democrática manifestação de estudantes pelo transcurso do 30º aniversário da histórica conquista da meia passagem.


A covarde agressão aos estudantes ocorreu exatamente quando eles distribuíam panfletos lembrando a luta travada em 1979 contra a repressão comandada pelo então governador João Castelo, hoje prefeito de São Luís. Novamente a repressão e a agressão aos estudantes.O PCdoB manifesta total solidariedade aos estudantes Paulo Tote, Henrique Carneiro e Anderson Feitosa, ao tempo em que condena a atitude da administração municipal de querer transformar a Guarda Municipal, de elevada importância para a nossa cidade, em aparato repressivo, o que com certeza contraria frontalmente a missão da Guarda e dos seus valorosos integrantes.


São Luís, em 17 de setembro de 2009


Márcio Jerry Saraiva Barroso


Presidente do Comitê Municipal do PCdoB/São Luís

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência nacional.



Definitivamente não há comparação entre o governo nacionalista e de esquerda do Lula com os do PSDB de FHC. Os governos do PSDB foram entreguistas, antinacionais e antipovo. Já o governo do Lula tem um projeto de desenvolvimento calcado em bases nacionais, além de cuidar do social, do desenvolvimento humano e da soberania da nação.

Fruto dessa visão, Lula anunciou uma estratégica parceria militar com a França. Parceria essa que envolve compras de helicópteros, aviões e submarinos, inclusive a 'estrutura' de um submarino nuclear. Mas não é só isso. Além das compras há a transferência de tecnologia. Isto quer dizer que partes dos equipamentos serão feitos no Brasil, por empresas nacionais e que depois aplicarão a tecnologia na indústria nacional. Caso mais claro desse processo vitorioso é a Embraer, hoje uma das maiores do mundo em sua categoria de aviões regionais.

A compra de um montante de armas, com tranferência de tecnologia, é acima de tudo uma questão geoppolítica. Com a descoberta do pré-sal o Brasil precisa melhorar seus meios de defesa. Além disso - talvez seja o mais importante - os EUA perderam a carteira de negócios de armas do Brasil para a França. Ou seja, os EUA, que também queriam vender aviões ao Brasil, perderam justamente quando resolveram instalar suas bases na Colômbia. É óbvio que o Brasil não vai comprar armas de um país imperialista que ameaça suas franteiras. O Brasil cortou o cordão umbilical no setor de armas com os EUA. Nos tornamos mais independentes.
Está cada vez mais claro para todos que a questão da defesa da soberania e do desenvolvimento nacional é uma bandeira das forças progressistas, democráticas e da esquerda. Isso mesmo: da esquerda!!! A elite brasileira perdeu sua nacionalidade quando escancarou, vendeu e destruiu a nação com o entreguismo do período neoliberal que agora se esvai nas brumas da crise internacional...

Para quem ainda está com a cabeça nos anos 70 do século passado, onde esquerda e forças armadas estavam em lados opostos, agora terá uma bela surpresa da história: É A ESQUERDA QUE TEM A BANDEIRA DA DEFESA E DO DESENVOLVIMENTO DA NAÇÃO! Hoje os traidores da pátria estão querendo privatizar o pré-sal, são contra o Fundo Soberano, contra o contrato estratégico com a França. Quem são eles? Os tucanos do PSDB e seus satélites do DEM e do PPS.

Como disse o Lula em seu discurso histórico: "a independência não é só um quadro pendurado na parede". Finalmente temos o Brasil para os brasileiros !

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PRÉ-SAL: agora vamos ver quem defende o Brasil ou os oligopólios imperialistas!


O debate sobre as regras de exploração das reservas petrolíferas do pré-sal serão uma boa oportunidade para desmascarar os inimigos da nação, os servos do imperialismo, seus satélites e aliados fâmulos. Pela primeira vez arrastamos os "cabeças de planilha" do PSDB para um debate sobre o Brasil e o seu futuro. Vai ser no processo de tramitação na Câmara e no Senado que aparecerão a tecnocracia tucana - seus aliados de direita e da "esquerda" - querendo de alguma forma alienar a riqueza nacional em proveito dos oligopólios transnacionais. A 'cara de pau' desses traidores será exposta para todos verem, pois a grande mídia vai ecoar suas palavras ásperas e raivosas contra a soberania nacional.

De fato o pré-sal vai trazer alguns prejuízos. Não para a nação ou para o povo, mas justamente para os setores neoliberais, financistas e as mentes colonizadas pelo imperialismo. O PSDB, O DEM e o PPS jé são, a rigor, os maiores derrotados, pois sempre foram favoráveis a privatização da Petrobrás. Os 'exterminadores do futuro' sempre quiseram vander o Brasil por trinta dinheiros. O senador Álvaro Dias, tucano do Paraná, livre de todos os escrúpulos, admitiu "estar atrás de uma empresa americana do setor petrolífero para juntar munição contra a Petrobras". E ainda há aqueles setores que se dizem 'esquerda', mas que a qualquer movimento da direita são os primeiros a levantar bandeiras contra a nação e o povo - como é o caso do PSOL.

Preparemo-nos ! A partir de agora - em que pese a diferença de pensamento entre diversos setores progressistas, nacionalistas e de esquerda - a política vai se dividir, nos próximos noventa dias, entre dois partidos: os que defendem o Brasil para os brasileiros e os traídores da pátria, quem defende o Brasil para as potências estrangeiras pilharem e saquearem.

Façam sua escolha. Eu já tenho a minha!