terça-feira, 28 de julho de 2009

O fim do dólar ou porque a tecnocracia tucana não pode voltar em 2010.



Uma das consequencias da crise financeira do capitalismo contemporâneo é o intenso debate sobre o papel do dólar como moeda de reserva internacional. Como sabemos, foi somente a partir da crise anterior (1930) e das duas grandes guerras mundiais que o dólar passou a ser utilizado como moeda de reserva internacional. As principais disposições do sistema Bretton Woods foram, primeiramente, a obrigação de cada país adotar uma política monetária que mantivesse uma taxa de câmbio de suas moedas dentro de um determinado valor indexado ao dólar —mais ou menos um por cento— cujo valor, por sua vez, estaria ligado ao ouro numa base fixa de 35 dólares por onça Troy, e em segundo lugar, a provisão pelo FMI de financiamento para suportar dificuldades temporárias de pagamento. O capitalismo foi reestruturado na primeira metade do século XX tendo o dólar como moeda padrão e os EUA como potência imperialista.


Esse sistema financiou a reconstrução do capitalismo e a hegemonia dos EUA por quase trinta anos. Entretanto começou a dar problemas derivados da degradação das finanças norte-americanas. Para financiar seu déficit orçamentário houve um aumento da emissão de dólares que, por um lado, começou a criar problemas aos restantes países membros do acordo, porque os obrigava a emitir suas próprias moedas para manterem o cambio "fixo", criando pressões inflacionárias na sua economia, e por outro, associado a uma degradação da conta corrente norte-americana, com as importações crescendo mais rápido que as exportações. Com isso a quantidade de dólares passou a exceder o estoque de ouro, diminuindo a vontade dos outros países de deter dólares. Em 1971, Richard Nixon, então presidente dos EUA, suspendeu unilateralmente o sistema de Bretton Woods, cancelando a conversibilidade direta do dólar em ouro.


Daí surgiu um novo padrão monetário, o chamado dólar flexível, inédito na história das relações internacionais, e ainda mais vantajoso para os EUA, uma vez que o dólar seria lastreado na própria economia norte-americana, sem constrangimentos objetivos. Este acontecimento também marca a volta da grande finança ao centro do poder, numa espécie de revanche contra aqueles que lutaram contra a liberdade dos capitais no período de Bretton Woods. Isso ficou evidente nos anos 1990 quando a vitória do neoliberalismo parecia incontestável e o dólar se configurou como a moeda da globalização financeira, sendo o "lastro" para a farra de outros papéis, títulos, bônus, dívidas, etc.


Agora, com a crise do neoliberalismo, reapareceu a necessidade de regulamentar o mercado financeiro internacional e, cada vez mais fica claro, que essa regulação só pode ser feita se o dólar for substituído como moeda de reserva internacional. Isso porque os EUA utilizam o dólar para atender os objetivos internos da sua política monetária, prejudicando o atendimento de demanda de outros países. É incompatível aos EUA manterem o valor de suas reservas nacionais cocomitante com o provimento de liquidez monetária ao mundo. Haverá sempre a anomalia entre um sistema de crédito baseado em reservas nacionais e as necessidades de liquidez internacionais.


Qual a saída? A recente reunião do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) levantou a necessidade da criação de um padrão monetário independente de unidades nacionais, isto é, de uma moeda realmente internacional, em substituição ao dólar, que teria por lastro o valor das trinta principais commodities. Seria o que os economistas chamam de "moeda de reseva supersegura". A China é a mais interessada, pois detem em seu poder bilhões em títulos do tesouro dos EUA além de enormes reservas em dólar. Também interessa ao Brasil, grande exportador de commodities.


Acontece que o dólar não se baseia somente na economia norte-americana. Baseia-se também no seu imperialismo, no poder político e militar dos EUA, na sua liderança como mantenedor do sistema capitalista internacional. Então a crise economica que estamos assistindo apresenta mais uma vez a encruzilhada histórica: ou substituimos o dólar e quebramos a hegemonia do imperialismo norte-americano ou continuaremos submetidos às crises finenceiras oriundas principalmente do financiamento do seu déficit, do seu consumo e das suas guerras.


Essas e outras notícias nós não iremos ver nos telejornais. A grande mídia nunca diz o que é realmente importante. Por isso é fundamental impedir o regresso da tecnocracia neoliberal do PSDB ao centro do governo. Essa mesma que criou o câmbio fixo e a paridade real-dólar que, em menos de quatro anos, drenou mais de 100 bilhões de dólares das reservas nacionais para a jogatina do capital financeiro. A política externa do governo Lula, ao contrário, posiciona-se corretamente ao lado da India, Rússia e China na busca de uma solução independente e de longo prazo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Aos 'lazarentos' do PSDB.


Dentre as várias mazelas políticas que assolam nosso país sem dúvida uma das piores é a do papel que a grande mídia fâmula do imperialismo cumpre ao mentir, difamar, distorcer e, o que é nauseante, tentar igualar por baixo, por muito baixo, a inteligência dos brasileiros. É uma mídia que tem lado e faz campanha contra o governo Lula e em defesa aberta dos "cabeças de planilha" do PSDB, essa corja de tecnocratas que em dez anos de governo FHC acabaram com o Brasil.
Mas isso não é tudo. O pior mesmo é ter que aguentar, aqui no Maranhão, esses aprendizes de tecnocratas que, associados a mídia paroquial através do dinheiro público, tentam replicar a facciosidade nacional através de cópias mal feitas de mentiras de baixo calão. Aqui, além de sermos submetidos ao despotismo da grande mídia nacional, ainda aparecem inúmeros despotismos de terceira e quarta ordem que competem entre si para quem vai mais fundo na ignorância das causas, na incompetência dos argumentos e no mal uso das palavras.

Pois sim. Qual foi meu espanto ao ver em um jornal local uma cópia mal feita de uma matéria da 'Veja' que ataca a ação do deputado federal Flávio Dino (PCdoB/MA) como relator das mudanças na reforma da legislação eleitoral. O autor - um assecla de quarta ordem - tenta apenas reciclar a matéria facciosa utilizando-a como 'fundamento' do seu argumento contra o deputado. Ora, o aprendiz de tecnocrata, débil no manejo com as ideias, oferece por pressuposto aquilo que deveria demonstrar. Como não demonstra o que diz (apenas repete o pressuposto que toma por verdade), expõe como conclusão uma premissa, subvertendo a ordem interna do argumento. Comete, assim, um erro primário, infantil, já exposto em manuais de lógica e argumentação!

Lógica? Argumentação? Nada disso importa no reino dos mentecaptos! O importante é reproduzir como papagaios o que o despotismo da grande mídia nacional, lacaia dos interesses exógenos no Brasil, diz, inventa e distorce.

Aos mentecaptos do PSDB daqui e de alhures (entenda-se: somente aos mentecaptos!) um aviso: as forças progressistas, democráticas e de esquerda virão com tudo para ganhar as eleições nacional e local.

Portanto, coloquem a carapuça ou saiam do caminho !

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O 12º Congresso do PCdoB.



O PCdoB inicia seu processo congressual. De agosto até novembro serão realizadas todas as conferências municipais, estaduais e a nacional, que ocorrerá em São Paulo dias 5,6,7 e 8 de novembro. O congresso do PCdoB é sempre um momento de grande importância da vida partidária e de como as outras forças políticas observam os debates e as orientações de um partido comunista de massas. Afinal, é durante o precesso congressual que serão eleitos TODOS os dirigentes partidários: dos municipais ao comitê central.

A eleição sempre é apenas uma parte do nosso congresso. Outra parte, que define e dá parâmetros para o própria escolha das direções, são os documentos congressuais. No caso do 12º congresso são seis documentos: proposta de um Novo Programa Socialista para o Brasil; Projeto de resolução política internacional; Projeto de resolução política sobre a crise do capitalismo; Projeto de resolução política nacional; política de quadros comunistas e alterações do estatuto partidário. No conjunto esses documentos perfazem um total de 80 páginas que definirão a tática e a estratégia do PCdoB para os próximos anos. Todo militante do partido terá o direito e o dever de opinar sobre o que ali está escrtito.

Em um momento como esses, onde a política é criminalizada pela grande mídia, onde os partidos são acusados de não serem coerentes com seus programas e de serem cada vez mais regionalizados, não deixa de surpreender o volume e a qualidade da intervenção dos comunistas permeando todos os rincões do Brasil.

A resolução política sobre a crise do capitalismo é algo de primoroso. Soberba formulação sobre a caracterização da crise contemporânea. Não se resume a repetir a ladaínha de 'crise de superprodução' mas, sim, avança no que essa crise tem de singular, própria do nosso tempo. Entretanto, o centro da discussão é o novo Programa Socialista para o Brasil. É a função da existência do nosso partido. Utilizando uma terminologia lakatosiana "é o núcleo duro da nossa teoria". É o que torna nosso partido comunista. Nesse ponto foi onde mais avançamos. Há também, é claro, a resolução política sobre o Brasil, que envolve 2010.

A partir de hoje vou publicar vários posts sobre o 12º Congresso do PCdoB. Esses posts vem atender a pedidos de amigos que gostariam de saber como funciona o processo de decisão e eleição em nosso partido. Dentro dos meus limites tentarei expor aos colegas nossa democracia interna.

Quem estiver interessado em ler as teses do 12º Congresso pode achá-los no sítio: www.pcdob.org/12congresso/


domingo, 19 de julho de 2009

Vergonha: João Castelo ganha 25 mil para destruir a cidade!

Se não bastasse o completo descaso com a saúde, educação, transporte, limpeza, saneamento e com o meio ambiente, o sumido prefeito João Castelo (PSDB) ainda ganha o maior salário do Brasil ! Isso mesmo, a rica cidade de São luís paga mais de 25 mil reais para o prefeito destruir a cidade ! Isso é uma vergonha, um completo desrespeito aos cidadãos, uma imoralidade.

Com base nesses fatos é que um cidadão de bem resolveu ingressar com uma ação popular na 5ª Vara da Fazenda Pública contra tamanha imoralidade. O argumento é que Castelo tem "auferido ilegalmente a exorbitante quantia para seu deleite injustificado" uma vez que o prefeito não está trabalhando. A ação está baseada na previsão do inciso XI, art. 37 da constituição Federal, que limita o subsídio dos prefeitos aos dos ministros do Supremo Tribumal Federal, cujo valor é de 24,5 mil reais. Já que o Ministério Público Estadual nada faz, um cidadão de bem irá fazer.

Todos nós sabemos da extensa lista de processos judiciais que Castelo responde. Vamos incluir mais um: o de estelionato eleitoral! Isso mesmo. O famoso '171 eleitoral', uma vez que nada que prometeu na campanha está cumprindo. Seus eleitores foram enganados pela propaganda e os efeitos televisivos de duda Mendonça. Pura propaganda enganosa. Votaram no gato e levaram a lebre !

Pobre da cidade que tem o prefeito com maior salário do Brasil ! Ô vergonha !

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Criado o núcleo estadual do CEBRAPAZ.

Na noite de terça, 14, foi criado o núcleo estadual do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz(CEBRAPAZ). A entidade tem por finalidade debater, pesquisar e produzir materiais sobre assuntos do desenvolvimento nacional, geopolítica e relações internacionais, sempre com um caráter antiimperialista.
Representando a direção nacional da entidade, Ronaldo Carmona apresentou os princípios e objetivos do CEBRAPAZ, destacando que a "a luta pela paz tem centralidade no mundo de hoje". Ele também frisou em sua exposição inicial a dimensão de luta "antimperialista" que tem o movimento pela paz.
Participaram da Assembléia os presidentes do Sindicato dos Servidores da Justiça, Aníbal Lins; dos Professores do Maranhão, Júlio Pinheiro; dos servidores municipais de São Luís, Antonio Sofia; dos Guardas Municipais de São Luís, Irineu Neto; e dos Professores da Rede Privada de São Luís, Maurício Serrão. Presentes também a vereadora Rose Sales(PCdoB); o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Raymundo Portelada; a diretora do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de são Luís,Maria Jesus Gamboa; o presidente do PCdoB em São Luís, Márcio Jerry; o vice presidente do PT Estadual, Bira do Pindaré; o secretário do PSB, Felipe Klant; o presidente estadual do PCdoB, Gérson Pinheiro; e o presidente da Federação das Entidades Rurais de São Luís, Iraelson Ferreira, além de outros convidados.
A direção da CTB, o deputado federal Flávio Dino(PCdoB), o vereador Fernando Lima(PCdoB) e o deputado estadual Rubens Júnior(PRTB) justiticaram as ausências e congratularam o CEBRAPAZ pela realização do evento.
Por aclamação das 34 lideranças presentes ao evento foi criado ao final da Assembléia o núcleo do CEBRAPAZ no Maranhão, que será coordenado por uma comissão constituída por Tati Lima, Laurinda Pinto, Itevaldo Júnior, Felipe Klant e Bira do Pindaré.
De acordo com Ronaldo Carmona a realização da assembléia foi vitoriosa e alarga os espaços de atuação do CEBRAPAZ. "Considero uma assembléia muito importante, de grande significado, e quero externar os nossos agradecimentos pela forma com que estão se colocando para ampliar a luta pela paz", afirmou.

terça-feira, 14 de julho de 2009

CPI da Petrobrás pega o primeiro rato: iFHC.




O blog Os amigos do presidente Lula revela um caso idêntico ao “Escândalo da Fundação José Sarney”, com duas diferenças básicas: 1) o valor do patrocínio é dez vezes maior; e 2) a instituição beneficiada é o Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC). Tal instituto tem a mesma missão da Fundação José Sarney, isto é, preservar a 'memória' dos governos nefastos de FHC.

Segundo o jornalista Paulo Henrique Amorim, "o Instituto FHC, apresentou seu projeto de digitalização do acervo de FHC e captou da mesma forma um valor quase 5 vezes mais elevado do que Sarney: R$ 5,7 milhões.A captação de FHC se deu na Sabesp (estatal do governo paulista, hoje de José Serra, na época, de Geraldo Alckmin), e diversas empresas beneficiadas pelas privatizações, ligadas aos tucanos. Todas descontaram no Imposto de Renda o valor repassado ao iFHC, portanto trata-se de dinheiro público dos impostos que, em vez de serem recolhidos à receita federal, são usados no iFHC, a título de incentivo fiscal à cultura.Esse projeto do iFHC encontra-se com as seguintes pendências de prestação de contas junto ao ministério da Cultura:- Informar as metas a serem realizadas- Informar as metas já realizadas- Informar o nº de dias necessários para realização das metas.

Mesmo sem ter acabado, e sequer prestado contas, o iFHC já apresentou novo projeto, para dar continuidade à descrição, preservação e informatização do acervo documental do ex-presidente. Como assim? O projeto anterior já não era para fazer isso? O valor proposto pelo iFHC ao ministério da Cultura (ainda não aprovado) é quase R$ 7 milhões de reais (R$ 6.953.860,72 para ser exato), além dos R$ 5,7 milhões do projeto anterior para fazer a mesma coisa. No total, o iFHC está propondo gastar R$ 12,7 milhões para fazer a mesma coisa que a Fundação José Sarney fez com R$ 1,2 milhão. São 10 vezes mais.Um claro indício de superfaturamento, com prejuízos ao erário do tesouro nacional, através da perda de arrecadação de impostos federais, via incentivos fiscais. Para complicar mais a situação, na operação Satiagraha, constatou-se movimentação financeira do iFHC no Opportunity Fund, de Daniel Dantas. O fundo é legalizado no Banco Central e não é necessariamente crime ser cotista, mas o Opportuniy foi usado para lavar dinheiro, segundo denúncia do Ministério Público Federal".

A grande mídia nada diz sobre mais esse caso de desvio de dinheiro por fundações de ex-presidentes. Com um agravante: o valor astronômico das transações e as relações nebulosas com as privatizações e o submundo do mercado financeiro. Arthur Virgílio (PSDB-AM), quem diria, estava certo, 'é preciso livrar a Petrobrás dos ratos' que por décadas a devoravam. O primeiro já apareceu...