segunda-feira, 29 de junho de 2009

Golpe militar da direita em Honduras !

Insatisfeitos com o governo popular, democrático e de esquerda que o presidente Manuel Zelaya implementava em Honduras, setores da oposição de direita, militares golpistas e a grande mídia local, rasgaram a constituição, a democracia e partiram para o vale-tudo para tomar pela força o poder no país. Tropas do exército entraram na residência presidencial, atirando, sequestraram Zelaya e o conduziram a força para a Costa Rica. À tarde, o Parlamento, sem a presença dos deputados legalistas, depôs Zelaya e empossou em seu lugar o presidente do Legislativo, o então oposicionista Roberto Micheletti.

O presidente da federação Unitária de Trabalhadores de Honduras, Juan Carlos Barahona, disse à Agência Bolivariana de Notícias, em entrevista por telefone, que ''o povo vai manter a resistência'', concentrando-se diante da sede do governo e exigindo a volta do presidente eleito pelo povo em 2005.

O presidente Lula afirmou no pregrama de rádio 'Café com o presidente' que "não tem contemporização, não tem meio termo, nós temos que condenar este golpe. Nós não podemos aceitar ou reconhecer qualquer novo governo que não seja o presidente do Zelaya, porque ele foi eleito diretamente pelo voto, cumprindo as regras da democracia. E nós não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe, porque nós não podemos aceitar que alguém veja alguma saída para o seu país fora da democracia, fora da eleição livre e direta. E o Zelaya ganhou as eleições".

É sempre a direita fascista que apela para o golpe e para a violência quando se vê contrariada nos seus interesses. Fica mais uma vez o exemplo para as forças democráticas e progressistas que o conluio entre burguesia, grande mídia e interesses extermos leva ao fascismo e ao golpe militar.


Abaixo a ditadura em Honduras !

Pelo retorno de Zelaya !

Contra os golpistas de direita, da grande mídia e do imperialismo !

domingo, 28 de junho de 2009

Imagens do 'espírito do povo' !

Para quem diz que o 'espírito do povo' - o 'volksgeist' dos românticos alemães- é apenas uma idéia sem conteúdo objetivo, olha então essas imagens capturadas por Thaís na Praia Grande, sexta-feira 26.

Um Cazumbá, força espiritual da floresta que ressuscita o boi. Ser místico que se materializa nos autos dos bois de zabumba em uma forma híbrida, meio-humana... meio-bicho, sua carranca monstruosa, seu intrumento exótico (geralmente um chocalho) e sua coreografia única, complexa e encadeada.

É impossível não ficar hipnotizado quando olhamos para ele.
E, para confirmar mais uma vez a materialidade das idéias dos românticos, a união entre o 'espírito do povo' e o conceito de 'pátria', a terra onde viveram nossos antepassados e onde vivemos.
As tradições populares remontam o passado dessa terra e o deixa como herança para as futuras gerações. Também celebram a vida presente, a festa, que tem por pressuposto a efetividade de um trabalho livre da alieneção e de opressão.
A esse nativismo que se unifica, como totalidade de contrários, ao todo da nação, as imagens do espírito do nosso povo em um arraial !!!



sábado, 20 de junho de 2009

Em defesa do Irã !


Não posso mais ficar calado a essa 'onda' contra-revolucionária implementada pela grande mídia imperialista contra a soberania do povo iraniano. Por isso resolvi fazer um contraponto à crença generalizada de que o Irã é um país antidemocrático, atrasado e que vive sob uma ditadura religiosa. Sem entrar no mérito se houve ou não fraude nas eleições - e de que tamanho foi essa fraude - quero discutir as causas profundas e complexas do evento que estamos assistindo.

De fato, os EUA nunca 'engoliram' a revolução islâmica de 1979 que tomou o poder do absolutista e bilionário Xá Reza Pahlavi, títere do governo ianque. Nada disso teria importância se o Irã não estivesse em cima das maiores reservas petrolíferas da terra. Pela primeira vez na contemporaneidade realizou-se uma revolução popular, democrática e anti-imperialista sem o auxílio ideológico e organizativo do marxismo-leninismo, isto é, ocorreu uma revolução social guiada pelo islã! Para nós ocidentais pode parecer estranho, mas no oriente médio, desde as 'cruzadas medievais', o islã é a garantia da unidade e do nativismo daqueles povos.

As pessoas nem sequer sabiam que havia eleições presidenciais no Irã. Lá também tem parlamento eleito e um colegiado de líderes chamado "Conselho dos Guardiães", que institucionalizam a vida política do país. É, portanto, um país democrático. Por que os liberais imperialistas nada dizem sobre o absolutismo infame da Arábia Saudita ? Lá não há eleições, prevalece uma interpretação radical do Coorão e apenas uma família de bilionários manda e desmenda naquelas terras. Nunca vi uma crítica à Arábia Saudita e ao seu feudalismo político. Aqui, mas uma vez, o que determina o que é ou não democrático é a permissão à livre ação das multi-nacionais do imperialismo. Por esse critério a Arábia Saudita é democrática juntamente com o Iraque e o Afeganistão.

Para quem ainda tem dúvida de que está ocorrendo uma tentativa de derrubar o sistema anti-imperialista iraniano patrocinado pelas potências estrangeiras (leia-se EUA e Israel), vai o comentário de Paul Craig Roberts que foi secretário-assistente do Tesouro dis EUA durante o governo do direitista Reagan. Para ele “[a ONG] National Endowment for Democracy gastou milhões de dólares na promoção de revoluções "coloridas" (...). Parte desse dinheiro parece ter chegado às mãos dos grupos pró-Mousavi, que têm laços com organizações não-governamentais fora do Irã financiadas pela [ONG] National Endowment for Democracy. A Foundation for Democracy, é "organização privada, sem finalidades lucrativas, fundada em 1995 a partir de doações da ONG National Endowment for Democracy, NED, para promover a democracia e o respeito aos direitos humanos no Irã." Além disso, "parece evidente que há manifestantes sinceros nos protestos de rua em Teerã. Mas há também muito evidentes sinais que são como marca registrada da CIA, já observados na Georgia e na Ucrânia. É preciso ser completamente cego para não os ver em Teerã", assinala o ex-secretário. (O texto original pode ser encontrado em http://www.vermelho.org.br/).

Por fim, gostaria de dizer que nesses tempos nebulosos, em que o imperialismo agoniza em uma crise sistemática, é preciso mais que imagens para enchegarmos a verdade dos fenômenos. Me solidarizo aos iranianos que defendem suas instituições revolucionárias, e que, apesar da maré de notícias falsas, acredito mais uma vez que o povo iraniano saberá surpreender o mundo e decidir sobre os seus próprios destinos.

AO CAMARADA VLADÍMIR MAIAKÓVSKI.

Um belo dia, em algum ano da década de noventa do século passado, meu amigo Haroldão me mostrou um velho livro de poemas. O livro estava sem capa, riscado, sujo e ele me disse que tinha encontrado no meio de um monte de papéis na sua própria casa. Me entregou e disse para ler. Qual não foi minha surpresa ao perceber que o livro em questão era do poeta russo Vladimir Maiakóvski. E não foi só isso. O livro rasgado iniciava exatamente no poema "À plena voz" que é uma espécie de testamento que o poeta deixa para as gerações seguintes, dizendo quem foi e pelo que viveu. É um poema escrito para o futuro. É como se ele, de alguma forma, tivesse a certeza de que seu poema seria lido, sentido e interpretado por alguém no futuro. Em alguns trechos da leitura, senti mesmo que falava comigo, que estava vivo me dizendo da força quase absurda das suas palavras, do seu mundo difícil, das guerras, da revolução dos trabalhadores e da construção do socialismo.

Nunca esqueci aquele dia. A leitura do poema foi, de alguma forma, a realização do testamento de Maiakóvski. A todos uma seleta do poema "À plena voz" de 1930.

"Respeitáveis camaradas

herdeiros e descendentes!

Abafando a torrente de poemas,

passarei por cima de líricos livrinhos,

para falar aos vivos como se vivo fosse.

Meu verso chegará

através do cume dos séculos,

por cima das cabeças de poetas e governos.

Meu verso chegará,

Não como chega a seta lírica do cupido,

nem como velha moeda na mão do numismata,

nem como a luz das estrelas extintas.

Meu verso com esforço irromperá de sob a peso dos anos

e grosseiro, pesado, gritante, há de chegar,

como em nossos dias chegou o aqueduto de Roma,

tal como o fizeram os escravos.

Entre pilhas de livros, túmulos de poemas,

ao descobrir o ferro de minhas estrofes,

vós, com respeito, as apalpareis, como velhas armas perigosas.

Minhas páginas desfilando como tropas,

as linhas do front eu as passo em revista.

Os versos se perfilam pesados como chumbo,

prontos para morrer ou para a glória imortal.

Os poemas postados como um canhão atrás doutro,

apontam à distância, com seus títulos e letras enormes.

Os ditos mordazes, minhas armas preferidas, ei-los prontos,

sofreando o cavalo, a lança em riste, com rimas agudas,

prestes a galopar lanço um grito de guerra.

E todas essas tropas até os dentes armadas,

vinte anos de vitórias atravessaram,

a ti as dou, até a última folha, a ti, planeta proletário."


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Potências estrangeiras temem ação brasileira no Atlântico Sul!



A queda do avião Airbus-330 da Air France no meio do Atlântico Sul e as consequentes buscas por vítimas e destroços estão deixando as potências estrangeiras ligadas a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) preocupadas com o desembaraço das forças armadas brasileiras em um ponto tão distante da sua costa. As buscas se desenvolvem a 900 km de Fernando de Noronha, mais para a África do que para o Brasil, o que requer uma logística impecável, além de meios eficazes de navegação, tranporte e reconhecimento. Até então - dizem especialistas estrangeiros em geopolítica - não se sabia que a marinha e a aeronautica brasileira fossem capazes de extender seus meios de ação para tão longe da sua costa. Sem dúvida o que mais chamou atenção da OTAN foram os modernos aviões R-99 EMB 145 da Embrer, dotados de sofisticados radares e sensores de detecção. Foi através desse sistema que foram achados as primeiras vítimas e destroços do acidente.

Todo esse alvoroço não é exatamente pelo avião desaparecido, mas sim pelo início da exploração das reservas do pré-sal, sendo que algumas delas estão na fronteira das águas jurisdicionais brasileiras. Ao demonstrar que possui equipamentos e logística para detectar e achar destroços de aviões no meio do Atlântico Sul, quase nas costas africanas, o Brasil manda um recado para os donos do Atlântico Norte: as reservas do pré-sal parecem distantes do Brasil, mas o nosso braço é longo e podemos defende-las !
Resta saber se conseguiremos defender o pré-sal dos 'inimigos internos', isto é, das forças anti-patriotas e anti-nacionais captaneadas pelo PSDB que querem por que querem destruir a Petrobrás com uma CPI do 'fim do mundo' !