sábado, 23 de maio de 2009

Obama estatiza a GM e o PSDB quer privatizar a Petrobrás!

Para quem vivenciou a queda do 'muro de Berlin' e a ofensiva do novo liberalismo na transição dos anos 80 para os 90 do século passado, não deixa de ser curioso as manchetes da televisão e dos jornais: "A General Motors vai ser estatizada pelo governo dos EUA"...

Estatizada ? O maior símbolo da indústria norte -americana ? Justamente aqueles automóveis que vivem correndo, batendo e explodindo nos filmes de Hollywood ? Isso mesmo! Nada que uma crise de superprodução de capitais e mercadorias não faça com os dogmas do ultra-liberalismo.

A nova GM já está sendo apelidada pelo povo e também pela mídia de“Governo Motors”. A história é realmente a mãe dos nossos destinos! Justamente o país que criou o 'Consenso de Washington' que receitava para as nações subdesenvolvidas a privatização das suas empresas; que mandava governos títeres ( como o de Fernendo Henrique Cardoso do PSDB) apostar todas as fichas na 'liberdade dos mercados transnacionais', que, por seu próprio movimento de ganhos e perdas, resolveriam as necessidades de crescimento, emprego e justiça social; que ordenou a 'diminuição do estado', pois onde ele interfere causa desequilíbrios, etc. Pois bem. Menos de vinte anos depois essas 'verdades', esses 'dogmas', tiveram que ser negados, na prática, pelos seus próprios mentores. É uma ironia da história.

E o que dizem FHC e os tucanos que reproduziram aqui esse discurso nefasto, anti-social e anti-nacional ? Bem, como nossa direita é etrasada, mesquinha e subserviente, aqui eles ainda querem PRIVATIZAR A PETROBRÁS !!!

Mas o povo não é bobo ! Saberá dar sua resposta como já deu em outras ocasiões. Acho que está na hora de rediscutir as privatizações tucanas. Afinal esse foi o maior golpe que a nação brasileira sofreu desde o seu período colonial!!! E fica a lição: o fetiche do mercado livre é apenas desculpa para quem quer realizar lucros à custa da maioria da população.


quinta-feira, 21 de maio de 2009

O terceiro excluído. II parte.





(Cafeteira e Castelo extraído do blog do Scanssette).

No artigo anterior procurei demonstrar que o discurso 'Sarney- anti-sarneísmo' representa - lógica e ontologicamente - os interesses de classe das atrasadas oligarquias maranhenses, uma vez que configura como único universo de discurso possível a luta intra-oligáquica: “ou se é a favor de Sarney ou se é anti-Sarney”. Com isso a aristocracia opositora pretende afastar como ilegítima qualquer outra possibilidade política de mudança, excluindo importantes setores sociais da luta pelo poder do Estado. A esse modo tacanho e pueril de pensar a política estadual chamei de ‘princípio do terceiro excluído’.

O resultado desse discurso vazio é bem conhecido: as oligarquias no exercício do poder do Estado não se diferenciam nas práticas políticas e na gestão da coisa pública. Pelo contrário. É justamente na gestão do aparelho estatal que as semelhanças de classe afloram, de tal forma que - em governos sarneístas ou anti-serneístas- tudo permanece igual, apenas com o sinal trocado. A luta entre oligarquias é, portanto, uma negação puramente formal, mecânica, sem conteúdo. A negação formal não se diferencia, pelo contrário, se iguala, uma vez que basta estar do outro lado do conectivo para ser verdadeiro, sem, no entanto, ter diferença do conteúdo falso que se quer negar. O rastro de corrupção, enriquecimento ilícito, nepotismo, patrimonialismo e fraude eleitoral (captação ilícita de sufrágio) fazem parte da ficha corrida desses gestores. Quem adota o discurso do terceiro excluído é porque quer manter tudo do jeito que está.

Para comprovar essa ligação subterrânea, de classe, entre as oligarquias travestidas de 'situação' ou 'oposição', basta ver os últimos acontecimentos na província. Jackson Lago eleito sob a égide da mudança e da esperança do povo maranhense, logo tratou de reforçar os laços patrimonialistas e pôr na proa da 'nau libertária' velhos e conhecidos piratas. Sua idéia era derrotar Sarney através das mesmas relações de poder aristocráticas que sempre sustentaram o oligarca-mor. Os métodos e as práticas foram as mesmas e o resultado já sabemos: a eleição da múmia direitista João Castelo prefeito de São Luís e Madeira em Imperatriz. Ou seja, para quem foi eleito para mudar, Jackson reforçou o 'eterno retorno intra-oligárquico', dando sequência ao ciclo de poder secular das classes mandonistas do Maranhão. Ora, com a extrema direita mandando no estado e a congênita falta de pulso de Jackson, o governo logo se tornou anti-popular! Estavam, então, criadas as condições de, mais uma vez, fazer girar o ciclo das oligarquias, retornando Roseana Sarney! O governo Jackson é o único e verdadeiro responsável pelo retorno de Roseana Sarney ao poder do estado.

Nesse campo de indistiguibilidade entre oligarquias, o professor Wagner Cabral observa que "o discurso “libertador” transmutou-o (Sarney) num ser onipotente, por trás de tudo o que acontece no Maranhão. Até para fazer a crítica, copiam-no, basta ver um lema dos “novos balaios” (“Meu voto é minha Lei, Nunca mais Sarney”), que modificou a 2a estrofe do slogan de 1965 (“Meu voto é minha Lei, Governador Sarney”). Não seria este um caso freudiano de parricídio? Em que a rebelião dos filhos é uma homenagem ao patriarca, morto e transformado em totem, ancestral e modelo a ser seguido por uma nova geração morta de medalhões?". Essa só Freud explica!

Como vimos, o discurso anti-sarneísta é, antes de tudo, uma opção pela manutenção do atraso político do Maranhão, pois é apenas um lado de uma mesma moeda oligarquica corrente em nosso estado. Parte da esquerda adotou sem ressalvas esse discurso. Politicamente tornaram-se satélites dessas forças retrógradas, jogando água no moínho direitista. Parte desses setores foram seduzidos pela patrimonialização (recursos financeiros) advindos da máquina pública. Sem perspectivas de lutar pelo poder político, esses setores de centro-esquerda se acomodaram com as migalhas oferecidas, adotando a lógica do 'terceiro excluído' e procurando criar um 'atalho' pela direita pera derrotar Sarney. Em nome dessa lógica provinciana, esses setores foram tragados pelo pântano da corrupção intra-oligárquica, além de tornarem-se fâmulos das velhas e carcomidas aristocracias!

Ficou patente o fracasso da tentativa de derrotar Sarney pela direita! Não adianta mudar apenas os atores (todos canastrões!), sem, no entanto, deslocar às relações de poder que sustentam o mandonismo e excluem grandes parcelas do povo maranhense da luta pelo poder político. É preciso romper o ciclo intra-oligárquico! É necessário que se derrogue o 'princípio do terceiro excluído' da política maranhense! Ao contrário do que dizem, o pólo político que deveria estar excluído da disputa do poder estatal é o único capaz de romper com esse 'eterno retorno das múmias'! Ora, o que deveria estar excluído da luta política são, justamente, aqueles setores que almejam a mudança efetiva e as transformações nas relações de poder do estado. São os movimentos sociais organizados, os camponeses, setores médios do empresariado, intelectuais, artistas, acadêmicos e o proletariado urbano. São esses os segmentos que reúnem as condições democráticas, progressistas e de esquerda para quebrar o poder das oligarquias.

O que o discurso do terceiro excluído não diz é que, para derrotar a oligarquia hegemônica (Sarney), é necessário destruir todas e qualquer condições para sobrevivência das oligarquias. Portanto, é inviável derrotar Sarney pela direita! A tarefa do pólo democrático, progressista e de esquerda, é liquidar as condições de possibilidade de toda e qualquer oligarquia! Só assim, vamos superar as relações de poder que atravancam o desenvolvimento do nosso estado e condenam milhares de conterrâneos à falta de perspectivas e à miséria absoluta.
O terceiro pólo não pode mais ficar excluído da luta pelo poder político em nosso estado. Vamos botar o bloco nas ruas !






domingo, 17 de maio de 2009

O mestre dos espaços.



No dia 20 de novembro de 2007 o professor Luiz Pazzini apresentou uma peça do seu teatro experimental nos espaços do Centro de Ciências Humanas da UFMA, como parte da programação cultural do VII Encontro Humanístico.
A peça Diálogo das memórias: O imperador Jones foi apresentada a um público de aproximadamente duzentas pessoas. Elas tiveram que se deslocar pelos espaços inusitados da universidade para poder acompanhar o desenrolar do enredo. O público, a encenação, o texto e o deslocar pelos espaços interagiram em uma mesma composição claramente experimental, lançando luz sobre o pouco conhecido e debatido teatro contemporâneo maranhense. É sobre o impacto dessa montagem que trago ao público minhas impressões sobre o tema.
Existem duas trajetórias simultâneas e sobrepostas na montagem do Imperador Jones de Pazzini: de um lado a relação da composição com o espaço e o público e de outro o trabalho com o texto.
Desde Brecht o espaço da composição teatral sempre é um problema complexo de enfrentar. A relação ator-público, teatro-realidade, estética-ontologia, representa os diversos níveis em que perpassa esse debate. A proposta de Pazzini é a articulação dos espaços de forma que atores e expectadores relacionem-se reciprocamente, interagindo corpos, vozes, gestos, ocasionando ruídos que não podem e nem devem ser desprezados durante a encenação. Os contatos, incontroláveis e imprevisíveis, são assimilados pela composição, causando uma flutuação no agir cênico.
O Ator-público-meio interage em uma totalidade de contrários, evidenciando uma unidade, ainda que efêmera, de elementos distintos. Essa emersão da ação cênica em espaços inusitados, interagindo com um público-supresa, é a mistura de onde sai o choque de realidade: a efemeridade de uma unidade de opostos, matéria prima com qual o experimento procura trabalhar.
A relação do público com o experimento teatral foi, sem dúvida, a parte mais importante da composição. Aqui se deu o resultado do choque de realidade: risos, medo, espanto, curiosidade, admiração, críticas, surpresa e desinteresse, foram os sentimentos emitidos pelo público presente. Nada mal para quem arrisca no desenvolvimento de novas linguagens e procura integrá-las ao cotidiano de um espaço de estudos e trabalhos.
Esse ‘choque’ intencional parece procurar provocar um rompimento com a apatia e causar um turbilhão de sentimentos em quem de alguma forma participa. Sentimentos esses que vão do desconforto consigo e com o que nos rodeia, ao ódio e a angústia. Não se trata, aqui, a meu ver, de criar um desconforto imaturo e juvenil de um existencialismo subjetivista, mas, sim, o de demonstrar o incômodo da fragmentação de perspectivas, do choque objetivo das contradições de uma realidade e de um mundo de guerra, miséria, violência e ignorância. Um desconforto por uma realidade incompleta, individualista e medíocre, que se contenta no seu próprio mal estar.
Mas não para por aí! O desconforto é o caminho que conduz o expectador para a reflexão, para o aprendizado, para a ação! O próprio acompanhar do desenrolar da peça requer um percurso, uma vontade, uma dúvida que conduz o expectador até o fim. O sofrimento, a angústia, é a ascese necessária à compreensão, ao auto-entendimento da obra e de si mesmo.
Ao romper com a cisão entre ator-expectador, em um espaço inusitado, sobressai ainda outra proposta que deriva reflexão: as conseqüências sobre a relação entre arte e cotidiano, entre ‘espaço-morto’ e ‘espaço-vivo’ na arquitetura onde trabalhamos e vivemos. A composição cênica de Pazzini se desenvolve em locais comuns de trabalho, estudo e nos ‘espaços-mortos’ - aqueles que aparentemente parecem não ter utilidade- da nossa universidade.
Ao expressar trabalho artístico em um espaço não utilizado – ‘espaço-morto’ - recompomos a própria noção de espaço a partir do sujeito (ator-expectador), que, ao encontrar arte onde não deveria ter nada, quebra o utilitarismo que fraciona os espaços da vida, fazendo da cena teatral em um lugar inusitado uma profunda crítica à divisão do trabalho, fator preponderante da alienação dos espíritos. O espaço, então, não é mais compreendido como um espaço geométrico, matemático, que distancia e separa, mas sim, como um espaço público, vivo, atual e possível. Um espaço aberto para nossa ação. Essa é uma característica singular do trabalho de Pazzini.

O texto escolhido por Pazzini foi o Imperador Jones do autor norte-americano Eugene O’Neill, de 1920. É um texto complexo, que introduziu o expressionismo na cena teatral estadunidense e que mexe com alguns dos dramas mais caros à contemporaneidade. Jones é um negro pobre que ascendeu através de um crime à condição de um rei déspota e tirano cujos súditos são também negros. Esses se revoltam, tomam o poder e levam Jones à morte.
Mas é em cena que os diálogos mostram a psique caleidoscópica dos personagens. No longo diálogo introdutório – que na montagem foi executada por quatro atores, dando dinâmica, velocidade e centralidade ao prólogo – deixa transparecer todos os caminhos psicológicos, políticos e sociais que aparecem no debate entre Jones e seu assessor Smithers.
Pazzini também coteja o texto de O’Neill com outros textos, selecionados a partir de uma vivência própria, de outras montagens, cujo resultado é uma seleta de passagens que ruminam sentenças que anteriormente já foram ingeridas pelo público. Temos, assim, o desfile de autores teatrais e filósofos do porte de Walter Benjamim, Bertolt Brecht, Albert Camus, George Orwell, Heine Müller. E, como não poderia deixar de ser, o ingresso de autores como Lenita de Sá e Maria Firmina dos Reis, essas últimas trazendo para nossa aldeia o universal do expressionismo norte-americano.
O trabalho com o texto em um experimento teatral é a ponte entre o público e a obra. Essa ponte é a linguagem. O choque de realidade é, antes, um atravessar de horizontes lingüísticos, um estranhamento na comunicação, um jogo entre o dito e o não-dito, onde o expectador reclama do deslocamento em seu entendimento imediato, mas, mesmo assim, acompanha os signos impressos na montagem do texto, pois no seu íntimo reconhece o que a princípio lhe parece distante e inacessível.
Aqui, mais uma vez, Pazzini leva ao limite o trabalho com o texto. Ao que parece ele não tem medo de arriscar na narrativa fracionada do seu teatro experimental. E o resultado é sempre surpreendente.
Com todas as dificuldades inerentes ao fazer teatro em nosso Estado, na nossa cidade e em nossa universidade, enfrentando toda sorte de carências e falta de apoio, Pazzini e seu grupo não temem experimentar novas linguagens teatrais. O choque de realidade e a reação do público-surpresa se torna mais real, menos óbvio e por isso mesmo mais interessante. A UFMA e o seu curso de teatro estão de parabéns.
Se pudermos caracterizar o trabalho de Pazzini na cena teatral maranhense com apenas uma oração, poderíamos afirmá-lo que se trata sem dúvida do mestre dos espaços.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ao 13 de maio.


Sobre a escravidão no Brasil muito já foi dito e muito mais há que se dizer. O entrelaçamento entre a questão étnica e a escravidão na formação social brasileira é um universo histórico-social 'mais-que-complexo' ! Mas é fundamental que digamos alguma coisa.

Queria apenas falar sobre um dos processos que participam desse entrelaçamento social e histórico: o cultural, no sentido romântico do termo.

Os românticos alemães especulavam sobre o 'volksgeist', o 'espírito do povo'! Segundo eles, é aí que se encontra a nacionalidade popular, cultural, as raízes mais profundas que identificam um povo, uma nação, uma pátria. É onde está quem nós somos, em que acreditamos e por quais motivos vivemos. Pois é aí também (não somente) que reside a força do negro feito escravo no Brasil. As raízes africanas que constituem o elemento nacional - o 'espírito do povo'- são indistintos na formação social bresileira. Na lógica chamamos de 'indistinguibilidade dos idênticos', isto é, a África e o negro são constituintes fundantes da nacionalidade popular brasileira e em hípotese alguma podem ser separados.

É no fundamento mais profundo do 'espírito do povo', da psiquê, da 'alma' nacional, que aparece a força viva que venceu a escravidão, a pobreza e a discriminação ! Dizem que a força de um povo se mede pelo alcance do seu espírito. Pois bem: somos um país construído materialmente e espiritualmente pelos negros africanos e brasileiros ! Por isso nosso povo é grande e vai longe!
Sabemos que essa similaridade espiritual está longe de ser também material em nosso país. As desigualdades e o preconceito ainda marcam nossas existências. Mas a força da cultura, do 'espírito do povo', tudo venceu e se faz presente... Por isso acredito no futuro, na igualdade e na liberdade do nosso povo, do nosso país...Que um dia se tornará um grande arraial com seus filhos todos iguais nas suas diferenças. Uma unidade dialética de diferenças irmanadas no 'espírito do povo'!

Eu sou daqueles que tem orgulho dessa origem ! Digo mais: sou vaidoso da minha origem africana ! Em cada imagem da Africa ou do Brasil, em cada dança brasileira, em cada batucada, bumba-meu-boi, chorinho ou bossa-nova, reconheço, destaco e me alegro com o espírito dos meus antepassados africanos.

A eles ( ao espírito dos antepassados) e aos contemporâneos ofereço os imortais versos de Castro Alves (seleta) "Saudação a Palmares" nesse 13 de maio.



"Nos altos cerros erguido
Ninho de águias atrevido
Salve - país do bandido!
Salve - pátria do jaguar!
Verde serra, onde os palmares
- Como indianos cocares -
No azul dos colúmbios ares,
Desfraldam-se em mole arfar!

Salve! Região dos valentes
Onde os ecos estridentes
Mando os plainos trementes
Os gritos do caçador!
(...)
Palmares! a ti meu grito!
A ti, barca de granito,
Que no soçobro infinito,
Abriste a vela ao trovão,
E provocaste a rajada,
Solta a flâmula agitada,
Aos urros da marujada,
Nas ondas da escravidão!

De bravos soberbo estádio!
Das liberdades paládio,
Tomaste o punho do gládio,
E olhaste rindo para o val.
"Surgi de cada horizonte,
Senhores! Eis-me de fronte!"
E riste...Riso de um monte!
E a ironia de um chacal!
(...)

Salve - Amazona guerreira!
Que nas rochas da clareira,
- Aos urros da cachoeira-
Sabes bater e lutar...
Salve! - nos cerros erguidos -
Ninho, onde em sonho atrevido,
Dorme o condor ... e o bandido
A liberdade... e o jaguar !"

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Até Lula veio! E João Castelo?


O estado está em calamidade por causa das chuvas. Cerca de quarenta prefeitos, a governadora, o presidente da assembléia legislativa, deputados federais, senadores e até o mais popular presidente da república, o Lula, estiveram em São luís para tratar do assunto... Mas onde estava o prefeito arqui-reacionário João Castelo? Por acaso São Luís está isenta dos problemas ralacionados às chuvas? Ou será - como disse Anselmo Raposo em seu blog - que os "buracos nas ruas impediram sua chegada ao aeroporto"?


É muito grande a distância entre as promessas eleitorais de Castelo e a dura realidade da cidade. Apenas cinco meses atrás Castelo se apresentava como administrador competente que iria construir grandes hospitais, acabar com as favelas (lembram do "Favela Zero"!), combater os efeitos da crise econômica gerando milhares de empregos e, pasmem, que Lula era seu amigo e o ajudaria a governar. Bastaram cem dias de governo, algumas chuvas, um secretariado incompetente e uma filha descontrolada pelo poder político, para levar por água abaixo o sonho da idosa que queria ter de volta o feijão barato do "Bom Preço".

Na verdade o governo de Castelo não existe para a população. É um governo medíocre, sem perspectivas administrativas, sem planejamento e que tenta esconder sua incompetência atrás de desculpas esdrúxulas e de uma mídia fâmula. Aquela mesma que encheu recentemente as burras nos cofres da viúva e outros novos que entraram no 'jabá' da prefeitura.


São Luís é uma cidade em transe. Embora chova todos os dias não tem abastecimento de água em 2/3 da cidade. Não tem esgotos nem na periferia nem nos bairros nobres. As ruas não tem asfalto e as que tinham já não possuem mais. O transporte público é caro, ineficiente, mal conservado e inseguro. As vias estão estranguladas pelos engarrafamentos cada vez maiores. O desemprego e o sub-emprego empurram milhares para a indigência. Essa é a cidade real. Esses são seus impasses. A cidade não pode e não quer esperar. O tempo da cidade é o tempo da urgência.


A cidade está em calamidade pública. O prefeito é o chefe do executivo. Na república o poder tem esse nome exatamente porque deve agir, fazer, executar. A cidade tem pressa. Precisa viver. Quer transporte, saúde, educação, asfalto, esgoto, água... A cidade tem seu próprio tempo e não pode ficar a mercê de uma burocracia municipal ineficiente dizendo para esperar...


São Luís quer viver, mas é prisioneira de uma oligarquia política atrasada, viciada e incompetente. Esses pouco mais de cem dias de governo Castelo serviram para mostrar que as contradições e os impasses da cidade vão se aprofundar... Até quando a cidade vai aguentar? Isso nós veremos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Aniversário de nascimento de Karl Marx


Comemora-se hoje, 5 de maio, o 191º aniversário de nascimento de Karl Marx, teórico socialista e fundador do materialismo histórico. Poucos são os homens na trajetória da humanidade que através das suas idéias e ações influenciaram de maneira tão decisiva o curso da história. A força dos seus postulados rompem os séculos e, contra tudo e todos, teimam em aparecer mais vivas do que nunca!
A biografia de Marx é impressionante. Viveu e morreu na pobreza. Suas obras são densas de conteúdo e um desafio a quem pretende entendê-las. Sua obra máxima, O Capital, é um monumento a genialidade humana, um edifícil teórico que fustiga todos aqueles que se dispõe a enfrentá-lo. São 1230 páginas de uma obra inacabada. Respeitado até por seus adversários, várias vezes morto e revivido, seu pensamento é como um espectro que ronda o modus vivendi do capitalismo.
Apenas para não deixar passar em branco essa importante data, termino com trechos da poesia de Gonçalves Dias "Canção do Tamoio" (natalícia). É minha pequena homenagem a esse gigantesco personagem da história contemporânea.
(...)
"Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
de imigos transidos
por vil comoção;
E tremam de ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
pior que o trovão.
(...)
E cai como um tronco
Do raio tocado,
Partido, rojado
por larga extensão;
Assim morre o forte!
No passo da morte
Triunfa, conquista
Mais alto brasão.
(...)
As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar."

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Seja bem vindo, Mahamoud Ahmadinejad.


O Presidente do Irã Mahamoud Ahmadinejad estará no Brasil quinta feira e será recebido pelo presidente Lula em Brasília. Essa visita está causando um alvoroço na mídia colonizada pró-ianque, tendo até mesmo FHC se pronunciado a respeito.

De minha parte considero o presidente do Irã um grande político de forte capacidade intelectual. Foi o único a desmascarar o racismo fascista dos israelensas sobre o povo palestino. Em uma entrevista a um jornal alemão republicado pela Folha de São Paulo, pude perceber a força incontestável dos seus argumentos. Com grande domínio da história, inclusive a ocidental, deixa para trás vários políticos metidos a intelectuais aqui do Brasil.

Para nós, independente da honra de receber essa liderança de um país não colonizado, fica a certeza de bons negócios, uma vez que o saldo positivo da balança comercial de abril se deve, principalmente, às exportações aos países árabes. Quando Lula iniciou seu primeiro governo fez intensas viagens para África e Oriente Médio. Na época, a elite tucana conservadora e colonizada, achava um desperdício do dinheiro público. Alguns anos depois, em plena recessão mundial, atingimos superávit comércial por causa dessas viagens.

Por tudo isso é que desejamos boas vindas a Mahamoud Ahmadinejad.

Que seja um sucesso sua visita !!!
Acabei de saber que foi adiada a visita do presidente do Irã. Esperamos pelo seu retorno para fazermos mais alguns comentários sobre essa visita.