quinta-feira, 30 de abril de 2009

Os Lusíadas

“No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida;
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade avorrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?”

Luís de Camões


Camões expressa nessa passagem as dicotomias éticas que a aventura dos portugueses apresentava a um espírito atormentado por tantas transformações. As guerras, as tempestades, os enganos, a morte, são acontecimentos cotidianos, diários, condensados numa viagem cujo resultado, embora grandioso para Portugal, para a Europa e para o mundo, custava o desgaste de simples homens motais, marinheiros, soldados, comercientes e homens de letras.
Como podemos (nós homens) fazer tudo isso ??? Como os céus podem permitir ??? Como tão frágeis somos tão fortes ??? Por que nos arriscamos nessas empreitadas ??? Será que não podemos viver tranquilos ???
Esses são os dilemas apresentados por Camões nesse curto trecho que ficou imortalizado em seu poema épico. Aqui, Camões deixa de ser um simples comentarista e mostra o universal dos sentimentos que a todos nós atormenta nessa viagem que é a vida...

2 comentários:

  1. Parabéns pela iniciativa do Blog,Cristiano.Acompanharei e recomendarei aos amigos.
    Abraços.

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  2. Valeu Joedson !

    Não é um blog de notícias mas de idéias. Quero que você participe.

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