quinta-feira, 30 de abril de 2009

OBJEÇÕES AO MATERIALISMO ELIMINACIONISTA DE PAUL M. CHURCHLAND

O filósofo norte-americano Paul Churchland nos oferece uma visão panorâmica da filosofia da mente através das suas principais correntes e problemas. O fio condutor das suas argumentações é a resposta ao chamado problema ontológico da mente: “qual a realidade dos processos e estados mentais ?”. A partir daí, duas grandes correntes se dividem quanto à natureza ontológica dos estados mentais, os materialistas, que entendem que essa realidade é condicionada exclusivamente pelo sistema físico cerebral, e os dualistas, que seriam aqueles que defendem uma natureza não estritamente física da mente. Churchland posiciona-se como um materialista eliminacionista, ou seja, defende a idéia que os estados mentais tem por único e exclusivo fundamento as atividades físico-químicas do cérebro, eliminando qualquer outra possibilidade não material para os estados mentais. Para ele a resposta ao problema ontológico deve ser procurada em ciências como a física, a química e a biologia. Na sua compreensão a matéria evolui no tempo sem transformações qualitativas entre as suas diferentes manifestações. Assim, seria possível reproduzir em um sistema físico qualquer os mesmos estados mentais que ocorrem no cérebro humano, haja vista que não há diferenças significativas dentro da matéria que impeça essa reprodutibilidade. Desta forma está dada a possibilidade de uma máquina dotada de estados mentais, uma máquina inteligente.
Interessa-nos nessa abordagem de Churchland, exclusivamente, uma crítica a sua definição do problema ontológico e as conseqüências dela derivada. Criticaremos também a pretensão de reproduzir em um sistema físico qualquer os estados da mente, bem como sobre as possibilidades e limites de uma inteligência artificial.
Em nosso entender há dois níveis distintos, mas não separados, dos problemas referentes aos estados mentais. O primeiro é definir o que é o processo mental, qual sua natureza intrínseca, sua essência determinante. O segundo é dizer como se dá o processo mental, através de que meios e por quais formas essas relações se estabelecem. As duas questões são, respectivamente, os problemas ontológico e epistemológico. Cabe às ciências particulares esclarecer os meios por quais a mente opera, os resultados a que chega. Embora tais caracterizações sejam importantes, é apenas uma parte do conteúdo determinado pela natureza intrínseca da relação mente-mundo. Assim, uma coisa é a realidade contida nos conceitos e teorias científicas sobre a mente (epistemologia), outra é voltar à racionalidade sobre os fundamentos dessa realidade e, a partir daí, determinar suas relações essenciais (ontologia). Ao desconsiderar as relações mente-mundo como sendo materiais, Churchland ignora a História e a Cultura como elementos objetivos formadores da consciência. Uma máquina nunca será capaz de possuir estados mentais em si, pois já é, ela mesma, conseqüência de uma extensão objetiva dos nossos próprios estados mentais.

2 comentários:

  1. Você é um bosta!!!
    Você leu completamente errado Churchland!!!
    A sua crítica contra a IA é totalmente ilógica!!!

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  2. E por falar em "ilógico"... Vc conhece a falácia "ad hominem" ?

    É aquele erro de raciocínio quando alguém reponde algum argumento com uma crítica a quem fez o argumento, isto é, atacando o "homem" e não suas idéias!

    Portanto, nosso debate já está encerado. Não discuto com falaciosos, mas somente com quem argumenta logicamente.

    Passar bem.

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